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24 de março de 2020

Horrorstör


Autores: Grady Hendrix, 
Michael Rogalski (ilustrador)
Género: Terror
Idioma: Inglês
Páginas: 240
Editora: Quirk Books (e-book)
Ano: 2014
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Este é o segundo livro que leio de Grady Hendrix, depois do excelente We sold our souls.

Em Horrorstör, Hendrix debruça-se sobre o sector do retalho. O livro em papel, concebido para ter a aparência de um catálogo do IKEA, é genial, com cada capítulo ilustrado por um produto disponível na loja ORSK - uma cópia fictícia do gigante IKEA -, cenário da acção. Eu li o e-book, que não é tão fixe, mas que ainda assim resulta bem graficamente.


Algo estranho está acontecer na ORSK do Ohio. Ultimamente, a equipa que abre a loja descobre estantes Kjërring desmontadas, dejectos nos sofás Brooka e copos estilhaçados. Como as câmaras de vigilância não mostram nada de anormal, um grupo de funcionários decide ficar depois do fecho.
«Work gives you a goal. It lets you build something that lives on after you’re gone. Work has a purpose beyond making money.»
À noite, na escuridão, o interior da loja é labiríntico, os barulhos e estalidos multiplicam-se. O showroom, projectado para forçar os clientes a moverem-se no sentido anti-horário, presos num frenesim de consumismo durante o dia, é o palco de algumas entidades sombrias quando cai a noite.

Horrorstör é um romance à parte. Por detrás do grafismo inovador, está uma crítica da sociedade de consumo extrema e uma sátira da filosofia corporativa, tudo misturado num romance horripilante.

****
(bom)

2 de junho de 2013

Louca por compras



Autor: Sophie Kinsella
Género:
Ficção
Idioma: Português
Editora: Livros d'Hoje
Páginas: 336
ISBN:  978-9-72-203747-1
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Rebecca (Becky) Bloomwood é uma rapariga bem-disposta que trabalha como jornalista na revista financeira Successful Savings, direccionada para o público comum, onde escreve artigos sobre como maximizar o salário, investir as poupanças e as melhores opções em poupanças-reforma.

Becky não faz o seu trabalho com grande afinco, pois além de o achar extremamente enfadonho, o conteúdo não lhe faz grande sentido porque... não pratica o que escreve. Aliás, a sua prática pessoal é desastrosa, ao ponto de já dever centenas de libras nos vários cartões de crédito que possui, o que não admira, pois gasta muito mais do que aquilo que aufere.

Como não o fazer, se o pulso lhe acelera quando passa pelas montras luminosas de uma loja, se se sente cheia de vida ao pagar uma saia, um perfume, uma agenda em pele, se não há sensação melhor que estrear algo novo?

Cada capítulo começa com uma nova carta de um banco a avisar de que há (mais) um valor pago em falta, pagamentos que Becky tenta (criativamente) adiar. Apesar de endividada até à medula, continua a receber cartões de crédito com plafonds consideráveis, ou seja, juntando ao facto de Miss Bloomwood não ter qualquer auto-controlo sobre as suas finanças e ser louca por compras, os "maus" ainda lhe alimentam o vício.

Mas Becky quer mudar e a mudança passa por poupar nos gastos ou ganhar mais dinheiro. E assim, seguimos as várias tentativas de Becky na tentativa de poupar dinheiro (fracasso completo) ou arranjar um emprego que pague melhor (idem), o que não deixa de ser divertido tendo em conta o tom ligeiro e silly do livro.

A protagonista é bem intencionada mas a negação do seu problema («se não abrir as cartas dos credores, as dívidas não existem!») e a forma como racionaliza o vício gastador (gastar duzentas libras em ingredientes e num wok especial para fazer caril para levar o seu almoço para o trabalho... e não ter de o comprar a 5 libras a dose é de bradar aos céus!) torna-se irritante e surreal. Felizmente, a autora encarrila a história antes de se tornar cansativa e lá arranja forma de Becky ter a sua vida resolvida a algumas páginas do final.   


É literatura light e rosa que cumpre o esperado: sorrisos, escape momentâneo e muita previsibilidade... ah! e um final feliz. Literatura tipo algodão-doce, sem dúvida.
avaliação: *** (mediano)
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