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10 de janeiro de 2018

Corpos perfeitos


Autor: Jane Robins
Género: Romance
Idioma: Português
Páginas: 320
Editora: Asa
Ano: 2017
ISBN: 978-989-2340654
Título original: White bodies
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Callie está cada vez mais preocupada com o lado sombrio da relação da irmã gémea com o novo namorado. Sob a aparente felicidade do casal, Callie sente que há algo mais: Tilda, uma actriz reconhecida e dona de uma beleza e talento evidentes, é cada vez mais uma sombra do que foi, e Felix assume comportamentos aparentemente mais controladores.

Obcecada em descobrir os segredos do casal e perceber a mudança na irmã, cada vez mais magra e apagada, Callie regista-se num fórum online sobre violência doméstica e é inundada com histórias de cônjuges abusivos e namorados controladores, bem como pistas e sinais que permitem perceber se um relacionamento é violento. Após alguns dias imersa na leitura de vários tópicos e em conversas via chat com algumas utilizadoras, Callie está convencida de que Felix está a abusar de Tilda. Decidida a salvar a irmã, Callie pondera o impensável. Até que Felix aparece morto num quarto de hotel... 

Corpos Perfeitos é um livro centrado em personagens dependentes que lidam e/ou infligem abusos. A acção avança devagar, dando a conhecer as irmãs e a forma como o seu relacionamento foi mudando com os anos, numa dinâmica constante de patinho feio (Callie) e cisne (Tilda); a parte mais interessante do livro é o seu relacionamento muito pouco saudável, com algumas cenas repugnantes q.b.. Recomendo.


****
(bom)

5 de novembro de 2017

Good as gone


Autor: Amy Gentry
Género:
Romance
Idioma: Inglês

Páginas: 273
Editora:
Houghton Mifflin Harcourt (Kindle)
Ano:
2016

ASIN: B01EKQFUHC
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Uma noite, Julie Whitaker, de 13 anos, é raptada do seu quarto enquanto a irmã mais nova assiste a tudo, aterrorizada de tal modo que não dá o alarme imediatamente, comprometendo a linha de tempo e a eficácia da polícia; durante anos, a investigação permanece parada e sem factos novos. Os Whitaker esforçam-se por manter a família unida, sempre na esperança de que Julie ainda esteja viva. Até ao dia em que a campainha toca e uma jovem que parece ser - e afirma ser - Julie está à porta.

Segue-se um período de euforia e festa em que a família tenta compensar o tempo perdido mas Anna, a mãe, tem dúvidas, dúvidas que a envergonham profundamente mas que não consegue evitar ter. Quando é contactada por um investigador privado, decide descobrir se Julie é quem diz ser.

Gostei de ler este livro, sobretudo a forma como a autora aborda a humanidade das personagens, as suas dúvidas e reacções naturais: a forma como cada membro da família fez o luto e lidou com o sofrimento de um acontecimento tão traumático, a análise de Anna sobre se teria sido uma boa mãe, a forma como cada um se culpou de não ter feito mais ou o suficiente. 

Pelos olhos de Anna vemos a acção avançar normalmente, mas pelos olhos de Julie a história vai sendo contada em flashbacks, com a informação a ser lentamente desvendada ao leitor (resulta bem!).

Por outro lado, houve alguns pormenores que podiam ter sido melhor trabalhados, como a postura indiferente da polícia em verificar a veracidade da história de Julie e a falta de curiosidade dos jornalistas por uma situação tão "apetecível"; não achei muito credível. Se nos abstrairmos disso, conseguimos desfrutar melhor do livro.

Good as gone é um bom thriller e deixa-nos na dúvida até ao fim, por isso recomendo.

****
(bom)

5 de junho de 2017

The woman in cabin 10


Autor:
Ruth Ware
Género:
 Policial
Idioma: Inglês

Páginas: 354
Editora:
Vintage Digital (Kindle)

Ano:
2016

ASIN: B019CGXYRS
 
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Na contracapa, a sinopse prometia um mistério claustrofóbico, passado a bordo de um cruzeiro de luxo. Os ocupantes são um grupo privilegiado naquela que é a viagem inaugural do Aurora, a caminho do mar do Norte e de paisagens inspiradoras.


A bordo, entre a elite, está Laura "Lo" Blacklock, jornalista de uma publicação de viagens que ganha o lugar a bordo quando a editora-chefe não pode comparecer. Esta é a oportunidade de fazer contactos e ficar próxima de uma promoção que lhe escapa há anos. 

No navio, Lo fica encantada com a grandiosidade e requinte do espaço. Tudo parece perfeito e tão luxuoso! Apesar de o timing não ser o melhor - Lo está numa fase incerta da sua relação (teve uma discussão com o namorado na véspera do embarque) e uma tentativa de assalto recente deixaram-na insegura e em sobressalto, uma combinação longe da ideal quando a ideia é a auto-promoção -, está decidida a aproveitar a oportunidade de se relacionar com os ilustres.

Uma noite, já tarde, Lo é acordada por um ruído e ouve um corpo a ser lançado à àgua na cabina ao lado da sua. Quando dá o alarme, as coisas ficam cada vez mais estranhas pois ninguém no navio se lembra de ter visto a mulher que Lo fala; o encarregado da segurança a bordo do navio confirma que a pessoa que era suposto ficar lá cancelou e nunca chegou a subir a bordo... nesse caso, quem caiu à água?

The woman in cabin 10 tinha todos os condimentos para ser uma história melhor.
Os primeiros capítulos são interessantes e a premissa levou-me a ignorar as falhas de uma protagonista que está constantemente exausta, sem fome e/ou com ataques de ansiedade. Para Lo, tudo é um esforço sobre-humano, e o seu espírito está num constante estado de inquietude (ao que não ajuda o seu hábito de ingerir elevadas quantidades de álcool de estômago vazio).
 

O seu comportamento também não passa despercebido, por isso em grande parte do livro a palavra de Lo, e o que ela afirma ter visto, é posto em causa, ao ponto de nós, leitores, não sabermos bem o que esperar, o que torna o livro mais apetecível, tendo em conta a moda dos "unreliable narrators" e o suspense que acrescentam à narrativa. Eu achei um ponto positivo.

E como gosto de thrillers, achei que em
The woman in cabin 10 o cenário foi atmosférico q.b. para me manter a ler até ao fim. Algumas escolhas da autora não foram as melhores, na minha opinião, mas isso não torna o livro evitável. Simplesmente chagamos ao fim com algumas pontas soltas e várias personagens sem grande interesse (nem peso) na história, o que deixa uma sensação de inconcretizado.

***
(mediano/razoável)

13 de março de 2016

Um caso tipicamente Inglês (série Selchester #1)



Autor:
Elizabeth Edmondson
Género:
Crime
Idioma: Português

Páginas: 368
Editora:
Edições Asa

Ano:
2016

ISBN:
978-989-2334264
Título original: A man of some repute (A very English mistery #1)
 
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Hugo Hawksworth e a irmã Georgia mudam-se de Londres para Selchester quando aquele é destacado para um outro departamento dos Serviços Secretos, longe do reboliço da capital. 

Desanimados com a perspectiva de viver num lugarejo onde não se passa nada, rapidamente são surpreendidos com o ambiente, as pessoas e a descoberta de um esqueleto no castelo onde estão alojados temporariamente, dando início a uma investigação empolgante. Afinal, a vida no campo é uma surpresa!

O livro é publicitado como sendo um mix da elegância de Downton Abbey e da astúcia de Agatha Christie. Um caso tipicamente Inglês de Downton Abbey tem os aristocratas e as mansões e de Agatha Christie tem um crime por resolver envolto nas habituais tramas e intrigas de localidade pequena.

Dito isto, e apesar de esperar mais do livro, gostei. Gostei mais das personagens e menos do mistério, gostei mais do ambiente de cidade pequena com todas as suas dinâmicas características e menos do final, que me pareceu algo atabalhoado.

Ao pesquisar mais sobre a série (que tem mais livros), descobri que a autora faleceu no inicio deste ano, deixando uma obra de 9 livros, dos quais conto ler mais alguns. Que descanse em paz.  

***
(mediano/razoável)

14 de fevereiro de 2016

A princesa de gelo (Fjallbacka #1)


Autor:
Camilla Lackberg
Género:
Thriller
Idioma: Português

Páginas: 413
Editora:
Bis (Leya)

Ano:
2013

ISBN:
 
978-989-6602376
Título original: Isprinsessan (Fjallbacka #1)
 
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Não sou de ceder a golpes publicitários, mas como fã assumidérrima da Dama do Crime, ao passear-me na secção dos livros policiais e topar uma autora desconhecida a ser publicitada como «a nova Agatha Christie que vem do frio», é garante de pegar e ler as primeiras páginas. 

Foi assim que dei por mim a comprar o livro de estreia de Camila Lackberg, numa vaga recente de traduções de policiais nórdicos que estão a assolar as livrarias e segura de que por 10 euros não arruinava o orçamento familiar.

Este é o primeiro título da colecção Fjallbacka, uma pequena localidade costeira sueca, onde a autora nasceu, e cenário fétiche de Lackberg. A dupla de serviço são a escritora Erica Falck e o detective Patrik Hedstrom, que, aqui, se lançam na investigação do homicídio de Alexandra, uma amiga de infância de Erica.

O cenário branco e aconchegante da pequena cidade costeira torna-se claustrofóbico à medida que vamos percebendo a dinâmica dos habitantes. Isto para mim foi um ponto positivo porque gosto muito deste ambiente de cidade pequena aparentemente idílica onde há muita mente podre e muitos segredos. Menos positivo foi 1) o facto deter lido uma edição traduzida do inglês, com algumas expressões claramente infelizes de tão literais (é esse o preço a pagar por um livro de bolso?); e 2) algumas descrições e diálogos muito pouco naturais e estereotipados que mancham a narrativa ao aparecer do nada (novamente a tradução? aqui já não estou tão certa). 

Não é (de jeito nenhum) uma Agatha Christie (essa é/foi única!), mas o final convenceu-me o suficiente para querer ler outro livro da autora. Entretanto, comprei outros policiais nórdicos, e estou entusiasmada com a perspectiva de leitura, mas este, para já, entreteve mas está aquém de espectacular.  

***
(mediano/razoável)

22 de fevereiro de 2015

Os crimes do monograma


Autor:
Sophie Hannah
Género:
Policial
Idioma: Português

Páginas: 320
Editora:
Edições Asa

Ano:
2014
ISBN: 978-989-2328225
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Quando soube, há ano e meio, que Poirot iria "ressuscitar" pela mão de Sophie Hannah, fiquei curiosa. Nunca li nada desta autora, mas adoro Agatha Christie (é uma das minhas autoras favoritas!) e Poirot é o meu detective de eleição. Na altura, não tinha grandes expectativas - até porque Os crimes do monograma só iria ser publicado um ano depois e havia que esperar todo esse tempo -, mas assim que saiu, sabia que tinha que o ler assim que surgisse a oportunidade.

Agatha Christie já vendeu mais de 2 biliões (!) de livros em todo o mundo e o regresso do detective belga foi entregue a uma autora bem sucedida internacionalmente (tem um livro traduzido em português, publicado este ano) e com o aval dado pelos herdeiros da escritora, Poirot, "morto" pela Dama do Crime há 39 anos, voltou para mais um caso.

Sentado no seu café preferido, o detective prepara-se para jantar quando é surpreendido por uma mulher, Jennie, que diz estar prestes a ser assassinada. Mais insólita do que esta afirmação é a sua súplica para que Poirot não investigue o crime, deixando-o perplexo e ansioso por mais informação. Perto dali, o elegante Hotel Bloxham é palco de três assassinatos: os corpos têm os braços junto ao corpo e as palmas das mãos viradas para baixo, e dentro das bocas, encontra-se um botão de punho com o monograma PIJ. Poirot junta-se a Catchpool, detective da Scotland Yard, na investigação do caso.

Os pontos fortes d'Os crimes do monograma são a curiosidade que desperta em avançar, pois queremos saber quem é o cérebro por detrás dos crimes; e a presença de Poirot, claro. Os pontos fracos são a repetição de informação e dos factos (o que acontece pela voz de Catchpool) e, apesar do esforço da autora, não ter conseguido capturar a essência de Poirot.
A história é razoável, mas a presença do nosso amigo belga soa a opcional; fiquei com a impressão de que há demasiadas reviravoltas e pormenores que enfraquecem a história em vez de a tornarem mais complexa (talvez uma tentativa de Sophie Hannah em agradar aos fãs mais puristas; comigo não resultou e não sou purista).

Acabado o livro, não senti que tivesse lido um caso de Poirot, mas um caso com Poirot. Faltaram os "pózinhos" que a autora original sabia recriar como ninguém e que não voltará a acontecer; apesar do entusiasmo inicial ao pegar no livro, percebo que não deveria ter sido feito. Poirot acabou e tentar recriá-lo nunca será a mesma coisa, por mais talentoso que seja o escritor.

Os crimes do monograma salda-se numa experiência agri-doce: traz Poirot de volta mas não é Poirot; sabemos que é uma cópia e sentimos que o é. Para quem leu todos os casos do "cabeça d´ovo", é uma alegria que se desvanece ao fim de alguns capítulos. Continuamos a ler porque como policial é interessante, o que já é positivo.

Se houver outro livro, estou bastante inclinada a não o ler.

***
(mediano/razoável)

23 de novembro de 2014

Encontro em Bagdad / A Ratoeira


Autor: Agatha Christie
Género:
Policial
Idioma: Português

Páginas: 338
Editora:
Livros do Brasil

Colecção: Vampiro Gigante
Ano:
1982
ISBN: 978-972-3803549
Título original: They came to Bagdad / The mousetrap
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Alguns anos da minha adolescência foram passados a ler Agatha Christie, na altura editada pela Livros do Brasil na colecção Vampiro Gigante.

Passadas tantas décadas, a Dama do Crime continua a reinar. Os seus livros têm reedições frequentes, adaptações televisivas e teatrais e até videojogos. As obras da inglesa são intemporais, valem por si só e são um prazer de (re)encontrar. É muito raro eu reler seja o que for, mas abro uma excepção para a galeria de personagens de Agatha Christie (Poirot é o meu detective favorito).

Neste livro, a autora mostra como é versátil. Nenhuma das histórias tem os seus detectives de serviço mas mantêm a qualidade habitual.

Encontro em Bagdad é uma história de intriga internacional, centrada na jovem Victoria Jones, com tanto de imaginativa como de ingénua. Farta de ser uma estenógrafa medíocre (que lhe garante empregos a condizer com a qualidade do seu trabalho), viaja para um país desconhecido para seguir um rapaz com quem trocou meia dúzia de palavras um dia, no parque. Chegada ao Iraque, vê-se envolvida numa situação de vida e morte para o qual não está preparada e que envolve espiões e uma trama política elaborada.

A Ratoeira é um clássico whodunit, onde um grupo de estranhos está fechado num hotel durante uma tempestade, quando uma das hóspedes é assassinada. Esta história, adaptada ao teatro, está há 62 anos em cena; no final de cada espectáculo, é pedido ao público que não revele a identidade do assassino, mas qualquer fã que se preze sabe ao que vai. Uma história cheia de suspense onde o talento da escritora brilha alto.

Agatha Christie foi um portento, com as suas obras recriadas por inúmeros escritores. Não há maior elogio a um autor.

****
(bom)

22 de junho de 2014

Este país não é para velhos


Autor: Cormac McCarthy
Género:
Romance
Idioma: Português

Páginas: 220
Editora:
Impresa

Ano:
2010
ISBN:  978-972-792204-8
Título original: No country for old men
Tradução: Paulo Faria
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Já tinha este livro na estante há alguns anos, quando saiu com a revistão Visão, há uns Verões idos. O preço foi de rir, absolutamente insano para a qualidade do livro, mas isso eu não sabia. Tive sorte em dose dupla, aliás, pois a minha estreia na escrita de Cormac McCarthy não podia ter sido melhor. Tenho de ler mais deste autor, é uma certeza.

Texas, 1980.
 

As notícias sobre tiroteios e cadáveres nas ruas tornaram-se habituais, o tráfico de droga é comum, um negócio maioritariamente dominado pelos mexicanos.

Durante uma caçada em Rio Grande, Llewelyn Moss, soldador e veterano da guerra do Vietname, depara-se com o cenário de um negócio de droga que correu mal. Para trás ficaram corpos mortos, muitos quilos de droga e 2 milhões de dólares.


Apesar de viver uma vida honesta, Moss não resiste: fica com o dinheiro. No entanto, a sua compaixão fá-lo cometer um erro que revela a sua identidade à escumalha traficante e não tarda a ter um grupo de pessoas nos calcanhares: a polícia, o cartel e um psicopata chamado Anton Chigurh, a personificação moderna do mal e um dos antagonistas mais arrepiantes de todos os livros que já li; perto dele, ou se está morto ou se está moribundo. Chigurh tem uma lógica distorcida e é implacável perante o objectivo. Mata naturalmente, sem remorso, sem emoção.

Na peúgada de ambos, encontra-se o xerife Ed Tom Bell, desgastado pela forma como a sociedade tem evoluído e como os valores tradicionais se têm perdido. Ultrapassado, é através dos seus monólogos que entendemos a inevitabilidade das coisas e o que acontece quando nos recusamos a reconhecer que o homem é a pior criatura à face da terra, persistindo numa ingenuidade forçada de que a decência prevalecerá.  

É esta trupe que acompanhamos ao longo de umas intensas 220 páginas, em que nos maravilhamos com a escrita experiente do autor. Tudo faz sentido, os diálogos sem travessões obrigam a uma leitura mais atenta e a um absorver mais impactante do que a personagem está a dizer. Há uma harmonia admirável na escrita de McCarthy, ainda mais meritória quando a acção está cheia de maldade e violência, descrita de uma forma tão talentosa que nunca soa sensacionalista nem acessória, no que considero ser uma tradução muito bem conseguida do excelente texto orginal.

Este país não é para velhos é um livro brutal: em qualidade, em textura, em personagens masculinas. Um thriller fantástico, com pitadas mestras de filosofia e gore.

«Na semana passada, lá na Califórnia, apanharam um casal que alugava quartos a idosos e depois matava-os e enterrava-os no quintal. (...) Os vizinhos foram alertados quando um homem fugiu de casa completamente despido, trazendo apenas uma coleira de cão ao pescoço. (...) Todo aquele berreiro e o casal a fazer buracos no quintal não pôs ninguém de sobreaviso.» 

A sua adaptação ao cinema pelos Coen é muito boa, mas prefiro o livro, apesar de tudo; as pessoas são mais autênticas e menos heróicas, mais próximas da realidade que da ficção; os Coen estiveram excelentes, mas McCarthy esteve ainda melhor.

*****
(muito bom)
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