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18 de agosto de 2011

Adam - Pai há só um!

Autor: Brian Basset
Género:
Banda desenhada / Humor

Idioma: Português
Editora: Gradiva

Páginas:
128
Preço: € 13
ISBN:  978-9-72-662603-9
Título original: Adam - life in the fast-food lane

Avaliação:
****
(bom)


Adam esforça-se por ser um super-pai. É o protagonista das aventuras de uma família moderna, onde os papéis dito tradicionais estão invertidos: Laura, a mãe, é uma atarefada e bem sucedida executiva, e Adam, o pai, é o dono-de-casa, com a lida doméstica e os 3 filhos a seu cargo.

Adam não é nenhum trapalhão e até se orienta bem, tirando a culinária, onde os seus dotes de chef não são reconhecidos pelo restante núcleo (muitas tiras satirizam esse facto e o célebre rolo de carne do pai é um dos traumas que os filhos de Adam vão ter da infância). Não é raro vermos Adam completamente de rastos depois do lufa-lufa habitual, com o bebé a fazer das dele e a sujar à medida que o pai limpa, enquanto o primogénito se arma em chico-esperto e encomenda pizza às escondidas. Quando Laura chega a casa, depois de mais um dia nas trincheiras, muitas vezes minimiza o esforço de Adam e há desaguisados.

O autor, Brian Gasset, também é “doméstico”: trabalha em casa e cuidou dos dois filhos enquanto desenhava cartoons. Não é difícil deduzir que muitas das situações vividas por Adam nos quadradinhos são inspiradas em factos reais: a saída dos pais para irem ao cinema depois de meses sem saírem de casa e depois voltarem a correr ao primeiro telefonema da baby-sitter, a integração de Adam no grupinho das donas de casa que se reúne à tarde na casa da vizinha para comerem guloseimas, e o mundo fascinante das salas de espera dos pediatras, onde se passam dias e dias entre choros, fraldas sujas e humores agastados.

Textos curtos, desenhos expressivos e piadas simples é o que vão encontrar neste volume.
Diversão garantida.

4 de julho de 2011

M*rdas que o meu pai diz

Autor: Justin Halpern
Género: Humor / Não Ficção
Idioma: Português
Editora: Pergaminho
Páginas: 168
Preço: € 13
ISBN:  978-9-72-711999-8
Título original: Sh*t my dad says


Avaliação: **** (bom)

Justin Halpern, o autor de M*rdas que o meu pai diz viu-se, aos 28 anos, desempregado e abandonado pela namorada de longa data; não demorou muito até se ver obrigado a voltar para casa dos pais.


A relação em casa sempre foi boa, embora o pai do autor, Sam, seja um tipo invulgar: médico reformado, sempre foi uma pessoa directa com uma forma extremamente pragmática de ver a vida... e tudo o resto. O livro conta episódios-chave da infância, adolescência e vida adulta do autor, com muitos ditos do pai que, apesar de asneirento, tem, não raramente, uma lógica imbatível.

(sobre a democracia) «Vamos jantar peixe. (...) Como queiras, vamos votar. Quem quer peixe para o jantar? (...) Pois é, a democracia perde a piada quando te lixa, não é?»


A ideia para o livro surgiu quando o autor começou a publicar, na sua página de twitter, as coisas que o pai dizia; os seguidores não pararam de aumentar e não tardou que um editor somasse 2+2. Entretanto, surgiu a adaptação televisiva; em Portugal, a sitcom é emitida no canal Sony Entertainment, com o nome As parvoíces do meu pai. Já vi um par de episódios e é engraçado, fiel ao espírito (mas não à letra) do livro.

M*rdas que o meu pai diz é uma leitura rápida (não chega a 200 páginas) e bem-humorada, pontuada por algumas gargalhadas sonoras. O pai do autor é um tipo duro mas que adora a família e defende-a (mesmo quando é o primeiro a dar a alfinetada ou a opiniar mesmo que ninguém lhe pergunte), proporcionando situações caricatas. Se é tudo verdade ou se há alguma ficção, não há forma de saber mas isso não lhe tira a graça.


Ligeiro, é o livro ideal para oferecer, sendo garantido que vai passar de mão em mão por amigos e família, jovens e mais velhos.

(sobre ter um cão) «Quem é que vai tratar dele? Tu? (...) Filho, ontem chegaste a casa com merda nas mãos. Merda humana. Não sei o que aconteceu, mas se alguém tem merda nas mãos, é um indicador que talvez a cena de responsabilidade não seja o seu forte.»

(sobre os legos) «Ouve, não quero desencorajar a tua criatividade, mas aquilo que construíste ali parece um monte de merda.»
(sobre partilhar) «Lamento, mas se o teu irmão não quer que brinques com as porcarias dele, não podes brincar. As porcarias são dele. Se ele quer ser um idiota e não partilhar, está no seu direito. Temos sempre o direito de sermos idiotas... Só não devemos usá-lo muitas vezes.»

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