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17 de maio de 2013

The Academy




Autor: Bentley Little
Género:
Terror
Idioma: Inglês
Editora: Signet
Páginas: 391
ISBN:  978-0-45-1224675
9789896372361
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Este é o terceiro título que leio de Bentley Little, depois de The Ignored e The Store.

O autor caracteriza-se pelo uso de temas mundanos com reviravoltas fantásticas, onde o horror acontece nos locais mais inesperados.

The Academy segue a transição de uma escola secundária de pública para privada, no meio de promessas de melhoria nas notas, da qualidade de ensino e dos programas a leccionar. A maioria dos encarregados de educação e professores estão entusiasmados ao início, mas à medida que mais e mais regulamentos e regras peculiares vão sendo implementados, e a directora se torna cada vez mais déspota, torna-se claro que o caminho escolhido foi o errado.

«The only question is, is this a charter school because it's evil, or is it evil because it's a charter school?»

O mesmo dilema experienciam os alunos, que vivem aterrorizados com as situações surreais que começam a acontecer nas salas de aula e no recinto escolar. Estranhamente, apenas algumas pessoas não parecem afectadas pelo estranho ambiente que se vive na John Tyler High School, mas com o liceu a tornar-se cada vez mais sombrio e assustador, é tudo menos conveniente dar voz a essas dúvidas, sob pena de se desaparecer de um dia para o outro ou de surgir no dia seguinte como que lobotomizado.
  
The Academy tem várias personagens e diversas situações, o que é bom. Porém, as personagens estão longe de serem complexas e as situações credíveis, porque há alguns fios soltos no enredo e muitas ideias ao molho, entre crítica social e ocultismo (uma combinação especialmente infeliz aqui). O final não ajuda, porque parece demasiado repentino depois de um investimento de mais de 350 páginas.

Bentley Little escolheu enveredar por uma narrativa mais explícita desta vez e a qualidade global ressentiu-se, apesar de se ler com expectativa e ter algumas boas ideias que apenas foram mal exploradas. Não é o melhor que já li dele mas sei que melhores livros virão.

avaliação: *** (mediano)

20 de janeiro de 2013

Apartment 16


Autor:
 Adam Nevill
Género:
 Terror/Sobrenatural
Editora: Pan Publishing
ISBN:  978-0-33-051496-5
Páginas: 449
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Adam Nevill é uma das novas promessas do terror britânico. Dele já li The Ritual, que também recomendo. Em Nevill, aprecio sobretudo a capacidade em envolver o leitor recorrendo a cenários vívidos e uma prosa lírica e moderna.

Em Apartment 16, somos transportados até à Londres contemporânea, onde a americana Apryl chega para reclamar a sua herança: um apartamento na elegante mas baça Barrington House, em Knighstbridge. O andar foi-lhe deixado pela tia-avó, Lily, que morreu em circuntâncias peculiares.


Lily tinha fama de excêntrica e amalucada, e ao ler os seus diários, Apryl descobre que a tia-avó vivia aterrorizada, convencida de que não conseguia deslocar-se a mais uma milha de Barrington House devido ao estranho poder do apartamento 16, cujo ocupante era um pintor cujos quadros evocavam os cenários mais dantescos.


Seth é um artista sem inspiração nem dinheiro, que sobrevive trabalhando como porteiro nocturno na Barrington House. Nas suas rondas, sobressalta-se com os estalidos e murmúrios que vêm do apartamento 16 e que simultaneamente o assustam e seduzem.


Seth e Apryl são atraídos para o apartamento de formas diferentes: Seth sente a necessidade de investigar o espaço e espreitar as divisões ao passo que Apryl está mais interessada em perceber quem viveu ali e a forma como afectou a existência da sua tia-avó e restantes inquilinos.


A história avança lenta mas eficientemente, bastante atmosférica e sem acelerar. Há bastantes referências ao ocultismo e ao movimento do Vorticismo, que tornam a acção mais interessante mas mesmo tempo que a abrandam. O livro é bom mas tem uma dúzia de parágrafos que estão claramente a mais, o que me parece desnecessário num livro de 400 e muitas páginas.


O final não é aquele que o livro merece, esperava mais. Porém, a caminhada até lá é feita através de uma narrativa bem estruturada, nitidamente pesquisada e com personagens carismáticas. Apesar de ainda não ter sido avassalada por nenhum título de Adam Nevill, vou continuar a lê-lo, pois apesar dos desfechos não serem os meus favoritos, as suas histórias são interessantíssimas e muito bem (d)escritas.


Um autor a descobrir para quem gosta da literatura de terror e com elementos fantásticos.


avaliação: **** bom

17 de novembro de 2012

The Ritual

Autor: Adam Nevill
Género:
Terror

Idioma:
Inglês
Editora: Pan Books
Páginas: 418
ISBN:  978-0330514972

Avaliação: **** (bom)

The Ritual é o primeiro livro que leio de Adam Nevill, um dos novos autores europeus de terror sobrenatural. Natural de Birmingham, Nevill estreou-se em 2008 com Banquet for the Damned e, 4 livros depois, conta com duas nomeações ao British Fantasy Society Award.

Sinceramente, não ligo a prémios nem a nomeações, mas perante um livro de mais de 400 páginas de um autor que nunca tinha ouvido falar, a nomeação ao prémio (que já distinguiu autores que gosto) foi o critério decisivo para trazer este livro.

The Ritual segue a história de quatro amigos que, sendo inseparáveis na universidade, decidem juntar-se após vários anos sem se verem. O destino é a Suécia e o plano é acamparem, percorrerem os trilhos locais e usufruírem da natureza e da companhia uns dos outros, redescobrindo os laços que os uniram antes.

Sem perder tempo, o livro começa com os amigos perdidos na floresta ao segundo dia de caminhada. A tensão começa a fazer-se sentir e os capítulos seguintes fazem uma retrospectiva do que os levou àquela situação. O leitor começa a perceber a ingenuidade e ambição do combinado; o nosso narrador, Luke, não se coíbe de partilhar o que lhe vai na alma.

Segundo ele, o problema começou com a escolha do programa. Dos quatro, apenas ele e Hutch (o mentor da viagem e o mais atlético dos quatro) estão minimamente preparados para a demanda física. Os outros dois amigos são trintões sedentários com peso a mais que se arrastam desde o primeiro dia. Apesar do reencontro ter sido preparado com meses de avanço e todos terem feito o compromisso de se prepararem fisicamente, apenas dois deles conseguem aguentar a estafa ao ar livre. Quando se perdem, as discussões passam a acusações e quando se deparam com um animal de grande porte pendurado numa árvore com as tripas de fora, começam a sentir-se ameaçados num sítio cada vez mais hostil (o frio, a chuva, o racionamento de água e comida).

A racionalidade e a calma dão lugar ao pânico e à medida que a acção avança, são revelados outros pormenores inquietantes. O livro é atmosférico, assustador em algumas partes, o que é bom. É interessante assistir como os quatro amigos se redescobrem como estranhos mas têm de se unir para sobreviver. Mas esta não é uma história onde os personagens se viram uns contra os outros. Aqui há uma mistura de Blair Witch e mitologia nórdica, onde não faltam florestas escuras, igrejas e cabanas abandonadas e muitas ossadas e runas; diversidade não falta e perigo também não, por isso a união é a chave, o que não se revelará nada fácil.

The Ritual é uma leitura viciante mas muito cansativa. Nevill arrasta demasiado a primeira parte da história e há muita repetição; revisitamos vezes sem conta noites chuvosas e privação de mantimentos, discussões e recriminações, choro e pânico. A tensão, apesar de bem explorada, é esticada até ao enjoo. 

A segunda parte do livro, com uma reviravolta interessante, é mais dinâmica mas não menos desgastante. São páginas e páginas de cenários carregados de descrições atmosféricas que pedem intervalo para descansar de tanta informação. Nevill criou um terror adulto e bem elaborado, algo raro nos livros de hoje, mas o livro peca por ser demasiado longo e chegamos a um ponto onde só queremos chegar ao fim porque simplesmente precisamos de um desfecho.

Certamente que lerei mais livros deste autor, que ainda não se encontra editado em Portugal. Porém, sei que não relerei The Ritual, a bem da minha sanidade.

26 de março de 2012

The Ignored

Autor: Bentley Little
Género:
Terror

Idioma:
Inglês
Editora: Signet
Páginas: 429
Preço: € 7
ISBN:  978-0451192585

Avaliação:
***** (bom)

The Ignored foi o romance de estreia de Bentley Little; recebeu inúmeros elogios dos seus pares, nomeadamente Stephen King e Ramsey  Campbell, dois dos mestres da literatura fantástica.

Este é o segundo livro que leio deste autor, depois de The Store. Não gostei tanto deste mas Little é um escritor que tenciono continuar a ler porque gosto dos temas abordados (com enfoque principal na desumanização do indíviduo e na perda de identidade individual).

Neste livro, o nosso narrador é Bob Jones, um tipo mediano em tudo, desde o trabalho às relações humanas. Bob gosta da música do momento, dos filmes mais comerciais, veste-se normalmente e tem uma vida afectiva sem sobressaltos. Bob não se destaca em nada, é tão mediano e comum que ninguém repara nele
, ao ponto de começar a faltar ao trabalho e ninguém dar pela sua falta.

Apercebendo-se disso, Bob começa a retrair-se e a fechar-se, ao ponto de ficar sozinho e isolado do resto do mundo; apercebe-se então que é um "ignorado", alguém que passa completamente despercebido de tão mediano que é.
Mas há outros como ele e, ao juntarem-se, tomam como missão mostrar aos que não são "ignorados" que a sua condição os torna especiais e os liberta das normas sociais e do cumprimento da lei.

O primeiro terço do livro é o mais perturbante, na minha opinião. Acompanhar o processo de desumanização de Bob é assustador e triste e sente-se o desespero da sua situação; é complicado passar desta parte depressiva. A segunda parte compensa, é mais animada e tem situações mais empolgantes; a última parte foi a que gostei menos, não apreciei o rumo que a história tomou.

A narrativa desenrola-se a bom ritmo e gostei da ideia geral e da mensagem latente. a finalização ficou aquém das expectativas, mas em geral é um bom livro.

Um autor a seguir, definitivamente.

16 de outubro de 2011

The Store

Autor: Bentley Little
Género:
Terror

Idioma:
Inglês
Editora: Signet
Páginas: 432
Preço: € 8
ISBN:  978-0451192196

Avaliação:
***** (muito bom)

The Store é o primeiro livro que leio de Bentley Little e fiquei com duas certezas: vou ler os restantes dele e é um autor a recomendar. Vencedor do Bram Stoker Award, Bentley Little tem um ritmo narrativo hipnótico.

A história é sobre uma cadeia de lojas, intitulada The Store, que vai abrir um dos seus estabelecimentos em Juniper, uma pequena cidade no Arizona. Esta loja é gigantesca e vende tudo, desde electrodomésticos a mercearias, objectos de lazer, artigos de jardinagem, tudo o que se lembrem. Tudo o que as pessoas precisam ou querem está disponível n'A Loja.

Bill Davis vive em Juniper e trabalha em casa; desde o início que acompanha a chegada da mega-empresa, a construção da loja, a forma como vai esmagando o comércio tradicional e violando as leis de concorrência.
O poder autárquico é facilmente corrompido e comprado, rendendo-se ao poderio económico
da companhia. A partir daí vamos conhecendo as verdadeiras intenções da abertura da loja em Juniper, as estranhas condições de trabalho a que os trabalhadores d'A Loja estão sujeitos e o clima de medo e repressão que se vai apoderando da cidade.

Há resistentes à forma como as coisas de desenrolam, mas uma a uma, as vozes contra A Loja vão sendo silenciadas, instalando-se um cenário demoníaco (com várias pitadas de terror), onde o capitalismo e o totalitarismo dominam a comunidade e ninguém confia em ninguém.

As personagens de The Store são bastante reais e têm uma voz própria. A narrativa tem um bom ritmo e a história é inteligente com várias surpresas, fazendo a leitura das mais de 400 páginas viciante.

Recomendadíssimo.

21 de setembro de 2011

Writers workshop of horror



Autor: Vários
Género:
Escrita criativa

Idioma: Inglês
Editora: Woodland Press
Páginas: 262
Preço: € 14
ISBN:  978-0982493915

Avaliação:
***** (muito bom)

Writers workshop of horror é uma compilação de textos dos melhores (e mais premiados) autores do terror e do fantástico, direccionado a quem quer começar a escrever dentro do género ou para quem já escreve e procura dicas extra.

Dividido por temas (personagens, diálogos, ritmo, erros a evitar, experiências pessoais), inclui textos de Clive Barker, Ramsey Campbell, Tom Piccirilli, Jeff Strand, Mort Castle, entre muitos outros, com inúmeras referências a H.P. Lovecraft, Stephen King e outros autores basilares da dark fiction.


Os textos alternam entre o tom humorístico e bem disposto (a maioria) e o professoral aprendam-com-os-meus-erros (a minoria), o que torna a leitura extremamente agradável e não descura nada a utilidade das dicas fornecidas.


Para quem não tem tempo, paciência, perfil ou euros para investir num curso de escrita criativa, mas tem o bichinho da escrita, é um excelente livro da especialidade, ideal como motivação. Quando acabamos, sentimos a ânsia de escrever e dar voz ao que nos passa pela mentezinha perturbada.


Seguem títulos de alguns capítulos e respectivos autores, para despertar a gula:

Tom Piccirilli - Exploring personal themes
Ramsey Campbell - The height of fear
Brian Yount - 10 submission flaws that drive editors nuts
Michael A. Arnzen - Scene and structure in horror


Boas leituras (e boa escrita).

23 de agosto de 2010

The owl killers

Autor: Karen Maitland
Género: Ficção Histórica Medieval
Idioma: Inglês
Editora: Penguin Books
Páginas: 568
Preço: € 7,61
ISBN: 978-0-141-03189-7

Avaliação: **** (bom)

Estamos em Inglaterra, no ano da graça do Senhor 1321, na época denominada de Idade das Trevas.

É um período marcado por um desenvolvimento quase nulo, onde reina a miséria, os jugos clerical e feudal, o totalitarismo e a superstição. A ciência é vista como um absurdo, não havendo espaço para o pensamento intelectual e filosófico; imperam, ao invés, a ignorância, o preconceito e o medo do desconhecido e do que é diferente.

É neste cenário que a autora coloca as personagens de The Owl Killers, mais concretamente na aldeia de Ulewic, o que em inglês medieval significa "o lugar da coruja". Em Ulewic, duas forças debatem-se pelo controlo da populaça: a Igreja cristã e os pagões Owl Masters, homens da terra que se vestem com túnicas e máscaras de coruja e coagem os habitantes a manterem os hábitos antigos de adoração aos deuses.

O povo trabalha a terra para o nobre que detém a posse do latifúndio, paga os seus inúmeros impostos e dízimos, e tenta sustentar-se e à sua família. Não há sistema de saúde, nem subsídios, nem ajudas estatais, a vida é dura, cruel e não se compadece daqueles que têm recaídas ou momentos de azar. Estamos em 1321 e cada um tem lutar arduamente pela sua sobrevivência.

Quando Ulewic e os arredores são atingidos pela peste, a vida fica (ainda) mais difícil. O gado adoece e morre, algumas crianças não resistem à fome e infecções, o padre do lugar não sabe como amparar os paroquianos. Com os estômagos vazios, desmoralizados e cada vez mais indigentes, os populares procuram a origem da sua má sorte e viram-se contra um grupo de beguinas que se instalou recentemente em Ulewic.

As beguinas vivem num mosteiro, um pouco afastadas da aldeia. Dedicam-se à caridade, ao cuidado dos pobres e doentes, mas sem vínculo a votos de clausura como as freiras. Cada beguina tem uma função no beguinário e trabalha para o bem colectivo. As beguinas são autónomas e providenciam a sua subsistência: trabalham a terra (cereais, algodão), vendem o que produzem, conhecem as ervas e os unguentos. Durante anos, foram toleradas e deixadas em paz pela Igreja, mas em 1311, são consideradas hereges e ostracizadas daí em diante.   

Em Ulewic, não encontram inicialmente um ambiente hostil na medida em que ajudam a população com comida e dinheiro, mas rapidamente passam a bode expiatório, acusadas de atraírem a ira divina pelo seu modo de vida independente.

A história é narrada por várias personagens: Servant Martha, a líder das beguinas; o padre da aldeia, Ulfrid; Osmanna, a filha do senhor feudal que é acolhida pelas beguinas quando é expulsa pelo pai; Beatrice, uma beguina abrasiva e revoltada com a sua infertilidade; e ainda uma criança da aldeia, Pisspuddle.

Toda a acção é pontuada por uma envolvente e intrigante mistura de elementos cristãos e pagãos, com muita bruxaria e superstição à mistura. As personagens têm uma voz diferente entre si e são todas muito interessantes, o que facilita a leitura do livro e a compreensão do que se passa, com as diferentes perspectivas a complementarem a história. O livro tem tantos pormenores e sub-enredos que o tornam delicioso que é impossível não o apreciar.

Tudo somado, The Owl Killers é uma leitura viciante e impossível de largar, que recomendo vivamente.

4 de julho de 2010

Dark visions

 Autores:  Stephen King, Dan Simmons, George R. R. Martin
Género: Terror, Fantástico
Idioma: Inglês
Editora: Orion
Páginas: 384
Preço: € 8,35
ISBN:  978-0-57-540290-4
Avaliação: *** (mediano)

Dark Visions é uma compilação de sete contos: três de Stephen King, outros três de Dan Simmons, e o último de George R.R. Martin.

De Stephen King temos 'Reploids' (que trata de realidades alternativas), 'Sneakers' (sobre um local incomum 
assombrado - uma cabina sanitária) e 'Dedication' (uma grávida que ingere o sémen de um escritor a fim de captar algum do seu talento para o nascisturo).

'Metastasis' (sobre um homem que consegue ver os parasitas que infectam as pessoas com cancro), 'Vanni Fucci is Alive and Well and Living in Hell' (uma transmissão televisiva evangélica recebe uma inesperada visita infernal)  e 'Iverson's Pits' (um veterano da guerra civil americana não esquece os horrores passados) são os contos de Dan Simmons.

O ultimo conto é também o mais longo; 'The Skin Trade' do George R. R. Martin, uma werewolf novella

Tenho livros dos três autores e aprecio-os a todos, mas comprei este livro por causa de G.R.R. Martin. Como fã declarada da saga The Song of Ice & Fire, editada em Portugal pela Saída de Emergência, estou a tentar ler tudo dele e ainda não me desiludi.

Ao lado de autores com créditos não menos firmados, Martin não deixa os seus por mãos alheias, conseguindo, na minha opinião, o melhor conto do livro (vencedor do World Fantasy Award em 1989 por Best Novella).

As estórias de Dan Simmons sucedem-se da melhor para a pior, sendo 'Iverson’s Pits' tão secante quanto 'Metastasis' é original (e é-o, realmente).

Stephen King é o que fica mais aquém do trio de autores, embora 'Dedication' seja uma leitura cativante pela premissa invulgar (e até repugnante); as suas contribuições neste volume podem ser encontradas noutras colectâneas.

Este é um livro que vale a pena comprar por 'The Skin Trade', que não foi publicada em mais nenhum lado, e por 'Metastasis'. Os outros contos lêem-se bem mas não são marcantes.

No geral, é 50-50. Metade bom e metade sofrível.

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