7 de junho de 2011

As Senhoras de Missalonghi

Autor: Colleen McCullough
Género: Ficção
Idioma: Português
Editora: Dom Quixote
Páginas: 152
Preço: € 8 (alfarrabista)
ISBN:  978-9-72-200624-8
Título original: The ladies of Missalonghi




Avaliação: *** (mediano)


Colleen McCullough é uma autora mundialmente (re)conhecida pelo seu romance Pássaros Feridos e pela colecção sobre a Roma Antiga, grandes volumes literários repletos de história, pormenores e (imeeeensa) pesquisa.

Da sua autoria, ainda só li um livro, A Canção de Tróia; adorei. Procurei outros títulos e, como nem só de leituras-calhamaço vive o ser humano, investi num mais magrinho.

Acontece que As Senhoras de Missalonghi é pequeno em mais do que um aspecto: tem menos de 200 páginas, não há grande desenvolvimento das personagens e o final é... assim a dar para o bacoco.

O livro retrata uma pequena cidade dominada por uma família - os Hurlingford -, em que os homens são executivos poderosos e as mulheres exercitam fortemente o social e o ritual do cházinho na casa da prima, da tia e da irmãzinha.

Existem as pobres e as ricas, e a acção incide sobre uma gata borralheira, a solteira trintona Missy Wright, que vive com a mãe e uma tia numa quinta na periferia da cidade – são elas as senhoras de Missalonghi. Pobres mas honradas, fazem por esticar o parco rendimento, à conta de uma horta caseira e trabalhos de costura, serviços muito mal pagos pelos familiares (Deus as livre de venderem a sua mercadoria a estranhos, não fica nada bem, ainda que os ditos primos e primas as explorem vergonhosamente)
.

Missy anseia por vestidos bonitos e um amor igual aos romances cor-de-rosa que requisita na biblioteca municipal. Inveja as primas abastadas e sonha com uma família com filhos e um marido apaixonado. Mas sendo pobre, ninguém lhe pega. Para piorar, é uma ovelha-negra: uma morena escura num clã de louras de pele alva.

«Visto-me de castanho porque sou pobre, mas sou respeitável. O castanho nunca mostra a sujidade, nunca está nem deixa de estar na moda, nunca fica ruço, e nunca é ordinário, nem vulgar, nem maltrapilho.»

Até ao dia em que chega à cidade John Smith, um ex-presidiário (dizem), que paga tudo em ouro e que desperta a atenção da pacata Missy. O resto desenrola-se mais ou menos como um romance de cordel, com ela a correr atrás dele com juras de amor.

«Era o problema da cama. Transformava estranhos em íntimos, mais rapidamente do que dez anos de chá corteses, servidos em salas de estar.»

O resto da história desenrola-se quase como num romance de cordel, sem surpresas nem sobressaltos, deixando um travo de tolice.

NOTA: li algures que este livro foi polémico pois surgiram suspeitas de plágio – algumas descrições seriam muito semelhantes a um romance juvenil dos anos 80, The Blue Castle de L.M. Montgomery.

2 de junho de 2011

A muralha de gelo

Autor: George R. R. Martin
Género:
Fantasia

Idioma: Português
Editora: Saída de Emergência
Páginas: 416
Preço: € 19
ISBN:  978-9-89-637020-6
Título original: A game of thrones

Avaliação:
*****
(muito bom)

Este título é o 2.º livro d'As Crónicas de Gelo e Fogo, uma saga imperdível pela mão do norte-americano George R. R. Martin.

Na versão original, o primeiro título é A game of thrones, com 800 páginas num único volume; em Portugal, dividiram-no em dois: A guerra dos tronos (sobre o qual já botei faladura) e este título.

Se o primeiro livro demora a aquecer (não esquecer que é a introdução ao vasto mundo e às inúmeras personagens da saga), neste segundo torna-se claro a motivação dos vários protagonistas. A estória continua a ser narrada de pontos de vista diferentes, alternando entre o sarcástico anão Tyrion Lannister, a kaleesi Daenerys ou a jovem e ingénua (e irritante) Sansa, entre outros; cada personagem é independente, tem uma voz própria e age de acordo com os seus interesses.


«Quando se joga o jogo dos tronos, ganha-se ou morre-se.»

O contexto continua medieval e o mundo é cruel e a sede de poder é muita. São tempos atribulados para Robert Baratheon, rei dos Sete Reinos. O rumor é que, do outro lado do mar, uma imensa horda de selvagens ameaça formar-se, com o objectivo de invadir o seu reino.
 
Mas não é tudo: na Corte, as conspirações continuam. O ódio entre as várias Casas aumenta e a guerra civil é mais do que uma possibilidade, com a guerra pelo domínio a despoletar alianças e confrontos armados.
 
A saga continua viciante e recomenda-se.
 
NOTA: Entretanto, já tive oportunidade de ver alguns episódios da série Game of Thrones (produzida pela HBO) e estão um mimo.
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