ISBN: 978-9-89-637257-6
Título original: Instruments of night
Avaliação: **** (bom)
Título original: Instruments of night
Avaliação: **** (bom)
Instrumentos da Noite é referenciado como «a obra-prima que acontece uma vez na vida»; eu encontrei-o por acaso, num dos meus raids às prateleiras de um hipermercado.
O escritor de policiais Paul Graves vive atormentado, desde criança, pelas mortes trágicas da irmã e dos pais. A morte destes últimos foi causado por um acidente de viação, mas a irmã foi assassinada. Graves recria vezes sem conta, nos seus policiais, o bárbaro crime contra a irmã; o seu protagonista, o detective Slovak, persegue sem descanso o maléfico Kessler, que soma no seu currículo um ror dantesco de mocinhas mutiladas e assassinadas com requintes de malvadez.
Com quase 40 anos, e a ideia de suicídio sempre omnipresente em tudo o que faça, o escritor é desafiado para uma tarefa pouco ortodoxa: imaginar a solução de um crime por resolver, ocorrido em 1946. A vítima, Faye Harrison, de 16 anos, era apontada como um anjo, uma menina bondosa e pacífica. A mãe de Faye nunca recuperou e a “solução imaginada” serve somente para acalmar uma idosa já senil e muito fragilizada. Pelo menos é essa a fachada, pois muitos foram aqueles afectados pelo acontecimento e sobrevivem ainda… como potenciais suspeitos.
«A luz apenas escurece o que já é obscuro.» (Detective Slovak)
À medida que Paul Graves se lança na investigação de um caso com mais de cinquenta anos, as aparências vão mudando e todas as camadas de inocência vão desaparecendo.
É um livro muito intenso, bem escrito, impossível de pousar.
Um dos melhores policiais que já li.

