10 de novembro de 2011

Agatha Christie's Hercule Poirot

Autor: Anne Hart
Género:
Não ficção

Idioma: Inglês
Editora: Harpercollins
Páginas: 352
Preço: € 11
ISBN: 978-0006499572

Avaliação:
**** (bom)

Sou uma fã confessa da dama do crime, Agatha Christie. Parte da minha adolescência foi preenchida com os livros que ela escreveu, inclusive dois sob o pseudónimo de Mary Westmacott. A biblioteca municipal tinha-os em abundância e eu não deixei escapar nenhum.

Sempre admirei o seu génio e astúcia, e se houve alguém capaz de cometer um crime perfeito, terá sido ela. Das personagens saídas da pena de Miss Agatha, as minhas preferidas são os perspicazes Hercule Poirot e Miss Marple, um belga excêntrico com uma paixão assolapada por licores e sapatos de verniz e uma octogenária de olhos azuis e expressão ternurenta que fez da cusquice uma ferramenta ao serviço da descoberta da verdade.

Este livro de Anne Hart, uma inglesa que partilha a paixão por estes dois personagens com leitores de todo o mundo, recria a vida, hábitos e costumes de Hercule Poirot (a autora escreveu um semelhante acerca de Miss Marple a que ainda não deitei a unha), recolhendo fragmentos e citações do próprio, do fiel Capitão Hastings ou de outras figuras que surgiram nos casos onde Poirot interviu, de forma a fazer uma biografia deste dandy dos primeiros meados do século XX.

«Sou, muito provavelmente, o melhor detective do mundo» e outras frases modestas saíam amiúde da boca de Poirot. Pequeno apenas em tamanho, este detective reformado da polícia belga deixava-me completamente vidrada com as suas deduções inteligentíssimas – muitas vezes resolvia os casos sentado na sua sala de chá a bebericar um cacau, depois de analisar factos e depoimentos. No entanto, sempre o preferi em campo, quando se deslocava em férias ou passeios e se via envolvidos em envenenamentos, apunhalamentos e outros derivados.

Era engraçado ver os emproados ingleses que encaravam, a priori, o cabeça de ovo como um homenzinho excêntrico ridículo e insignificante a evitar para, no final do livro, acabarem de queixada no chão, quando o hercúleo investigador reconstituía o crime ponto por ponto. Delicioso.


Em Agatha Christie's Hercule Poirot
, houve um trabalho de pesquisa intenso (a autora demorou dois anos a recolher dados), um esquadrinhar de todas as obras que permitiu reunir referências e diálogos de forma a dar a Poirot um passado, gostos e situações quotidianas.

É um livro interessante para um fã assumido de Hercule Poirot. Não tem nenhum mistério nem nenhuma trama, e nada mais é que uma simples e bem organizada biografia do detective mais famoso do mundo (pessoalmente, prefiro-o ao Sherlock).

Recomendo aos fãs de Poirot, pois será certamente uma leitura agradável, com inúmeras menções a casos resolvidos, uma homenagem a umas das personagens mais queridas da literatura policial, que reúne milhões de fãs em todo o mundo.


NOTA: Sei que este livro teve uma edição em Portugal, mas como não consegui arranjar nenhuma, tive de o adquirir no texto original.

4 de novembro de 2011

Cruz de ossos



Autor: Patricia Briggs
Género:
Fantasia Urbana
 

Idioma: Português
Editora: Saída de Emergência
Colecção: Bang!

Páginas: 288
Preço: € 16
ISBN:  978-9-89-637887-7
Título original: Bone crossed

Avaliação:
***** (muito bom)

Cruz de ossos é o volume 4 da série Mercedes Thompson, depois de O Apelo da lua, Vínculo de Sangue e Beijo do Ferro.

Mercy Thompson não é uma mulher comum, longe disso. Mecânica de profissão, é uma caminhante (walker), podendo assumir a forma de um coiote. Tem ainda um relacionamento com Adam, o alfa do bando local de lobisomens, divide a casa com outro lobisomem, Samuel, e tem amigos entre os vampiros e os seres feéricos da zona. A sua vida é cheia de sobressaltos e aventuras... tal qual ela gosta.
 
Neste livro, porém, Mercy vê-se a braços com algumas dificuldades que a sua desenvoltura habitual não consegue ultrapassar rapidamente. A atravessar um período pós-traumático, vê a sua garagem vandalizada ao mesmo tempo que descobre que a rainha dos vampiros, Marsilia, quer vê-la morta, depois da mecânica ter exterminado um dos seus favoritos.

A acção continua emocionante, o tom é bem-humorado. Mercy é uma heroína despachada e corajosa, e a história é contada em bom ritmo e com alguma profundidade, não deixando pontas soltas. Mas é, acima de tudo, bom entretenimento e a autora está a construir uma série forte e apetecível.

Em jeito de aparte, finalmente que temos uma capa catita, ao contrário das restantes, mais fracas (a do primeiro livro, então, é de fugir). Um pormenor menor
, sem dúvida, numa série que vou continuar a seguir.

Um excerto do livro está disponível no site da editora.
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