8 de fevereiro de 2020

Can't Hurt Me


Autor: David Goggins
Género: Biografia, Motivacional
Idioma: Inglês
Duração: 13h e 37min
Editora: Lioncrest Publishing (Audible)
Ano: 2018

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Nunca tinha ouvido nem lido o nome David Goggins. Mas numa ocasião em que procurava informação relativamente a uma lesão de corrida, site após site, o nome não parava de aparecer. Um post em particular mencionava este livro e como era inspirador.

A história de David Goggins é a história de um menino que nasce e cresce numa vizinhança pobre, tem um pai violento, vive situações racistas e tem dificuldades de aprendizagem e medo da água. Anos mais tarde, vê-se obeso, sem perspectivas de futuro e a contar tostões. O medo da água não desapareceu.

David Goggins decide mudar radicalmente os seus hábitos, e começa por ser mais activo e por comer de forma mais saudável. Rapidamente desenvolve uma mentalidade que não é para toda a gente, e à medida que vai mais além, as suas escolhas levam-no a alistar-se nas forças armadas, depois nos Navy Seals, o que envolve uma força mental excepcional e saber nadar.

Capítulo a capítulo, e neste audiolivro, o narrador é o próprio David Goggins, ouvimos o que o autor disse, e diz, a si mesmo para ultrapassar os obstáculos, ouvimos as entoações e adivinhamos os intentos masoquistas de um homem cuja felicidade passa por colocar-se em situações extremas, fisicamente desafiantes, e lutar por ultrapassá-las, obrigando o corpo a suportar o que a mente já aceitou.

Há algumas histórias realmente incríveis - ligadas ao ultra racing, às tentativas de bater recordes mundiais de resistência -, em que se percebe que a superação vem do interior de uma forma sobre-humana, e nessa altura o leitor poderá aprender e perceber como ele próprio poderá superar algo. Nessa altura de execução surge a máxima de Can't hurt me, de como ir mais além é realmente possível e uma vez atingida essa fasquia, há sempre uma próxima etapa.

Pessoalmente, é uma filosofia que me toca, com que me identifico. Não faltam vídeos de motivação disponíveis a custo zero, nem oradores com diferentes abordagens, e há que encontrar aquele que ressoa connosco. Eu acho David Goggis realmente inspirador, se bem que extremo por vezes. Mas admiro-o, muito, o seu percurso, a forma como se reinventou, e a mensagem deste livro é absolutamente fantástica e só há coisas positivas a tirar daqui.
*****
(muito bom)

3 de fevereiro de 2020

O adeus a Mary Higgins Clark aos 92 anos







No passado dia 31 de Janeiro, morreu a escritora americana Mary Higgins Clark, apelidada de "Rainha do Suspense".

Foto: bestimage

Todos os 51 títulos que escreveu foram best-sellers e venderam mais de 100 milhões de cópias só nos Estados Unidos; o seu livro de estreia, publicado na década de 70, vai presentemente na sua 75.ª edição. Apesar disso, e à semelhança de vários autores famosos, viu o seu trabalho rejeitado várias vezes (quarenta, de acordo com a Wikipédia) antes de alguém aceitar - finalmente! - publicá-la.


Quase todos os livros que li de Mary Higgins Clark requisitei-os da biblioteca municipal da cidade onde cresci, nos anos 90. Dos títulos publicados a partir do ano 2000, li dois apenas. A autora era conhecida por publicar um livro por ano.

Vários livros foram adaptados a telefilme nos anos 80 e 90 (não envelheceram bem), e à medida que o género ganhou outro fôlego e contornos com nomes como Stieg Larsson, Nicci French, Patricia Cornwell, Jo Nesbo e Gillian Flynn, tornou-se mais sofisticado. Mas, a título pessoal, Higgins Clark continua uma referência como uma das primeiras autoras policiais que li, a par com a incomparável Agatha Christie.

 Fonte:
Wikipedia e New York Times.
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