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29 de julho de 2018

The last time I lied


Autor: Riley Sager
Género: Thriller
Idioma: Inglês
Páginas: 384
Editora: Dutton (Kindle)
Ano: 2018
ISBN: B076GNTWQM
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Depois de ter lido o meu primeiro livro de Riley Sager, Final girls, fui pesquisar se havia outros. Foi assim que descobri que Final girls tinha sido o seu livro de estreia (apesar de já ter publicado outros livros sob outro nome) e que o segundo seria publicado em Julho de 2018. Eu sabia que o ia ler assim que saísse.

E li-o… em três dias, o que é raro; e estamos a falar de quase 400 páginas!

Vamos então à história: duas verdades e uma mentira. O grupo de raparigas com quem Emma Davis calhou partilhar a cabana, no campo de férias Nightingale, jogavam-no de vez em quando e ela também participava. Vivian, Natalie e Allison, de 16 anos, eram todas mais velhas que Emma, de 13, mas ficaram amigas.

Mesmo assim, a diferença de idades e interesses significava que nem sempre faziam coisas juntas. Como na noite em que as três raparigas mais velhas saíram, já tarde, e desapareceram. Uma Emma sonolenta viu-as saírem e viu Vivian a fazer-lhe o gesto que não dissesse nada nem as seguisse mas foi só. As três nunca mais foram vistas e Emma ficou para sempre assombrada pelo que aconteceu.

15 anos mais tarde, a proprietária decide reabrir o campo e convidar Emma – uma pintora em ascensão – para dar aulas de arte. Dividida entre as memórias do que se passou e um anseio em fechar esse capítulo traumático (o salário ser bom também ajuda), Emma aceita, apenas para rever vários rostos do passado e reviver alguns episódios angustiantes.

Os capítulos do livro alternam entre a Emma adulta e a adolescente de há quinze anos atrás, à medida que vamos descobrindo mais sobre as personagens. As revelações e a acção avançam lentamente, assim como o suspense; embora eu tenha achado que acabar quase todos os capítulos em jeito de cliffhanger, sempre com uma interrogação, é um bocado irritante, a gradação e a adição de pormenores foi feita de uma forma sólida, e essa conjugação resultou. O final chegou glorioso, muito bem pensado.

The last time I lied é outro excelente thriller de Riley Sager, emocionante e inteligente.

Até agora, gostei bastante dos 2 livros que ele publicou… e não sou a única: Final girls vai ser adaptado ao cinema e The last time I lied a série de televisão.


*****
(muito bom)

20 de outubro de 2015

Wayward Pines - Caos (Wayward Pines #3)


Autor:
Blake Crouch
Género:
Thriller
Idioma: Português

Páginas: 352
Editora:
Suma de Letras

Ano:
2015

ISBN:
978-989-87755559
Título original: The last town (Wayward Pines Trilogy, Book 3)
 
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Este livro encerra a trilogia de Wayward Pines. 

Não costumo ler ficção científica mas gostei bastante da história e da acção. Este terceiro livro tem mais cenas de violência do que os outros dois mas temos os habitantes de Wayward Pines num cenário diferente, a lutar pela sua sobrevivência e a tentar assegurar a segurança da cidade, completamente à mercê da ameaça exterior.

Quando comecei a ler os livros, estava longe de imaginar o que escondia o desaparecimento de dois colegas que o agente secreto Ethan Burke investigava e o levara à pacata Wayward Pines, onde nada senão o silêncio e alguma hostilidade dos locais o esperavam.  Muitas reviravoltas depois, o desfecho é inesperado e foi uma leitura de que gostei bastante, numa mistura de thriller com ficção científica que não costumo ler mas que foi uma agradável surpresa.

Fiquei curiosa em saber a possível continuação da história. Este terceiro livro fecha a trilogia mas a narrativa deixa em aberto a possibilidade de uma continuação.

No entanto, o autor já disse no seu site que é improvável um quarto livro; como estas coisas ficam sempre em aberto e a adaptação a televisão correu bem, não me admiraria que houvesse uma continuação da história, mesmo que só em televisão; há certamente material para isso. 


Recomendo a trilogia, se possível com o menor conhecimento prévio possível, para desfrutar melhor das revelações.  

****
(bom)

6 de outubro de 2015

Wayward Pines - Revolta (Wayward Pines #2)


Autor:
Blake Crouch
Género:
Thriller
Idioma: Português

Páginas: 362
Editora:
Suma de Letras

Ano:
2015

ISBN:
978-989-87755405
Título original: Wayward (Wayward Pines Trilogy, Book 2)
 
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Wayward Pines é, vista de fora, a cidade de sonho: pacata, bonita, limpa, com habitantes simpáticos e sem crime.
 

Para que servem então a vedação electrificada e o arame farpado, as inúmeras câmaras e microfones? Pouco depois de chegar, o agente secreto Ethan Burke sofreu um violento acidente de viação. Ao acordar, tentou sair da cidade sem sucesso. Reunido entretanto com a sua família e a morar em Wayward Pines, Burke, recém-nomeado xerife da cidade, parece ter abraçado a nova vida e ter esquecido o que o levou ali.

Mas a cidade e o seu modo de vida estão na base de um segredo terrível e nem todos os habitantes estão preparados para ouvir a verdade. Burke é um dos poucos que a conhece e está dividido entre contar a verdade ou manter a farsa para o bem comum. É um dilema que atormenta o xerife e a morte violenta de um habitante vem precipitar os acontecimentos.

Este segundo livro explora melhor as dinâmicas da cidade e traz à luz alguns aspectos da vida de algumas personagens centrais. É uma boa sequela que mantém o interesse na história e deixa adivinhar algumas reviravoltas futuras bem suculentas, que garantem uma leitura a bom ritmo.
 
Vi a série, entretanto, e para não variar, o livro é melhor, mas isso em nada diminui o facto de esta trilogia ser uma das surpresas literárias do ano: original, emocionante e garante de horas bem passadas. É indispensável começar a lê-la sem saber o que realmente se passa em Pines, por isso resistam à leitura dos spoilers. 

****
(bom)

13 de setembro de 2015

Wayward Pines - Paraíso (Wayward Pines #1)


Autor:
Blake Crouch
Género:
Thriller
Idioma: Português

Páginas: 336
Editora:
Suma de Letras

Ano:
2015

ISBN:
978-989-8775368
Título original: Pines (Wayward Pines Trilogy, Book 1)
 
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O agente secreto Ethan Burke chega a Wayward Pines com uma missão bem definida: encontrar dois agentes federais que desapareceram há dois meses na pacata localidade cercada por montanhas.
 

Pouco depois de chegar, Burke sofre um violento acidente de viação e acorda no hospital, desorientado, com dores, sem telemóvel e sem carteira. Ao explorar a cidade, tem dificuldades em prosseguir a investigação: todos duvidam da sua identidade, o xerife não colabora, o seu superior não atende os seus telefonemas, as pessoas parecem esconder qualquer coisa. E qual é a finalidade do muro electrificado que cerca a cidade?

Estava curiosa em ler o livro porque já está disponível a série e queria ler antes de a ver. Wayward Pines - Paraíso é bom como livro de mistério e thriller porque mantém o leitor em suspenso e tem um final provocador.

Tem vários pormenores que poderiam ter sido melhor trabalhados (e que prefiro não mencionar para não estragar a surpresa de quem ainda não leu) mas não deixa de ser um livro que cativa. Pessoalmente, achei o personagem principal interessante e estive sempre curiosa em saber o que aconteceria e o que escondia a pacatez de Wayward Pines, afinal. 

Faz lembrar o filme Stepford Wives, onde tanta perfeição se estranha e onde a fachada imaculada dá sempre lugar a uma verdade tenebrosa. Todo o ambiente da cidade é bem trabalhado e foram horas envolventes perdida em Pines com o agente Burke para perceber o que se passava, o que se escondia por detrás da calma e dos sorrisos dos habitantes, a imaginar vários outros cenários que não o que o autor escreveu.
Não é o melhor livro que já li mas é extremamente cativante e aguça a curiosidade para o seguinte. Vi a série, entretanto, e para não variar, o livro é melhor. 

****
(bom)

10 de janeiro de 2015

A semente do diabo (Rosemary´s baby)


Autor: Ira Levin
Género:
Terror
Idioma: Inglês

Páginas: 256
Editora:
Pegasus Books

Ano:
2011
ISBN: 978-145-3217542
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A semente do diabo (Rosemary´s baby) é considerado um dos clássicos definidores do género de terror. Adaptado ao cinema, por Roman Polanski, um ano após a edição, foi um best seller que vendeu milhões de exemplares e se tornou o livro de terror mais vendido da década de 60.

Passada em Nova Iorque, a história segue Rosemary e Guy Woodhouse, um casal de recém casados à procura de uma casa maior para constituírem família. Ao visitarem o edifício Bramford, ficam interessados num dos apartamentos; apesar de um amigo os avisar do historial negro do prédio, o casalinho não se deixa dissuadir e aluga a casa.

Guy, um actor que aguarda pelo papel que o lançará na ribalta, passa o dia em castings e filmagens, deixando a Rosemary a função de transformar a nova casa num lar. Os seus vizinhos do lado são um excêntrico casal de velhotes que não perde uma oportunidade de socializar; Rosemary acha-os inconvenientes, mas Guy afeiçoa-se a eles e tenta inclui-los em tudo.

Quando um actor importante cega subitamente, Guy é chamado para o substituir, despertando a atenção da indústria. À medida que os papéis se sucedem (e Hollywood deixa de ser uma miragem), Guy começa a falar em ter filhos, deixando Rosemary nas nuvens. Quando a jovem engravida, tem dores constantes e sente-se isolada, convivendo apenas com Guy e os vizinhos séniores, enclausurando-se no Bramford e alienando família e amigos.

A semente do diabo é um livro interessantíssimo, bem escrito e que prende do início ao fim. Polanski adaptou-o soberbamente. O terror é gradual, as peças vão-se juntando com mestria e os personagens estão bem estruturadas e são memoráveis; o final é bom.

Já está na altura de uma reedição deste livro em Portugal, ainda mais com a adaptação televisiva de 2014, com Zoe Saldana - que já está na lista para ver em breve.

****
(bom)

2 de março de 2014

Novas adaptações marcam 125.º aniversário do nascimento de Agatha Christie

A BBC1 anunciou a encomenda de 6 episódios da série Partners in Crime, versão televisiva das aventuras da dupla de detectives Tommy and Tuppence, criada por Agatha Christie.
 
Thomas e a esposa Prudence são dois detectives amadores, surgidos em 1922, que protagonizam 4 romances e 15 contos da autora, os últimos dos quais foram publicados em livro em 1929, com o título de Unidos pelo Crime (Partners in Crime), daí o nome da série.

Fonte: Edições ASA
Na literatura, o casal inicia as suas aventuras aos vinte anos de idade. Com o avançar dos livros, vão envelhecendo; na última aventura, o casal está na faixa dos setenta anos. O actor David Walliams interpretará Tommy. A actriz que dará vida a Prudence, conhecida como Tuppence, ainda não foi escolhida.

Partners in Crime é uma das produções encomendadas pela BBC para celebrar os 125 anos de nascimento de Christie, em 2015.

O canal anunciou ainda a encomenda de três episódios da mini-série As dez figuras negras / And then there were none.

Fonte: Edições ASA
Considerada a obra prima de Christie (concordo), a versão televisiva será exibida no Natal de 2015.

Na história, dez pessoas, cada uma responsável pela morte de alguém (sem que tenham sido condenadas por isso), encontram-se isoladas numa ilha, onde vão morrendo, uma a uma, encenando o poema 'Ten Little Indians'. O elenco ainda não foi divulgado.

O canal prepara também vários documentários sobre a vida e obra da escritora, que serão exibidos pelos canais BBC1 e BBC2.

Fonte: BBC

22 de dezembro de 2013

Morte em Pemberley adaptado pela BBC


Morte em Pemberley

Apesar do livro de P.D. James, Morte em Pemberley, não ter sido um sucesso (a autora tem bons livros, mas este não foi um deles), Jane Austen é-o sempre, ainda mais se falarmos em Orgulho e Preconceito, em Lizzy Bennet e, claro, em Mr. Darcy.

Esta só pode ser a razão pela qual a BBC One comprou os direitos do livro de James e a adaptou a uma mini-série de três episódios, a exibir dentro de dias (26 de Dezembro), em horário nobre.

Matthew Rhys (Fitzwilliam Darcy)
 
Anna Maxwell Martin (Elizabeth Darcy)

A acção passa-se seis anos após o final do livro de Austen. Darcy e Lizzy têm 2 filhos e um casamento sólido. A alguns dias de acontecer um extravagante baile anual em Pemberley, um homem é assassinado nos bosques da propriedade e Wickham torna-se o principal suspeito, lançando uma nuvem de suspeita sobre todos os envolvidos nas festividades.

Pemberley Estate
Eu não gostei do livro mas vou ver a série. Morte em Pemberley é um policial bastante medíocre e repetitivo que nem sequer conseguiu aproveitar a essência das personagens de Jane Austen para ser melhor, mas a série pode contra-pôr com uma dinâmica que melhorará a história (espero); o elenco também me parece interessante. A ver vamos.

(Trailer da mini-série)

Fonte e fotos: BBC

17 de setembro de 2013

Sangue Final (saga Sangue Fresco #13)




Autor: Charlaine Harris
Género:
 Fantasia Urbana
Idioma: Português
Editora: Saída de Emergência
ISBN:  978-9-89-637555-3
Título original: Dead ever after
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Sangue Final é o adieu, farewell à amiga Sookie. Depois de 13 anos de livros, naquela que foi uma colecção absolutamente viciante, divertida de ler e que vai deixar saudades (embora os últimos títulos não tenham sido os melhores nem os mais aliciantes), tive que me despedir das personagens que me habituei a seguir e que me acompanharam por todo o lado: transportes, praia, salas de espera, em viagem, foram vários os locais onde li as aventuras da telepata humana com uns pinguinhos de sangue fae.

O livro começa de uma forma diferente do habitual, com mais suspense e mistério. Há requintes de malvadez nos capítulos iniciais, até descobrirmos o porquê. Está a ser orquestrada uma trama pelos inimigos de Sookie Stackhouse, que por esta altura (13.º livro) já enchem uma sala; querem eliminar a jovem de vez e o plano é diabólico e implacável; no final da saga, as expectativas são altas.

OK, a aventura, a acção e o romance estão lá, as personagens são nossas conhecidas e o livro final promete sempre mais emoção. Afinal, é o final de um ciclo. Expectativas altas, novamente. Porém... à semelhança dos títulos mais recentes, Sangue Final é medíocre e fica aquém do esperado. É evidente que Charlaine Harris não soube manter o fio à meada do universo que vem construindo há anos, e isso decepcionou-me.

Ao contrário de várias críticas negativas que li, nomeadamente na Amazon americana, não me fez assim tanta espécie a pessoa com quem Sookie ficou no fim. O que me desgostou foi a falta de coerência com a história no global, 12 livros passados. O livro (e o final) pareceu apressado e insonso, o que não abona a favor da autora. Vou procurar outros livros de Harris, mas a forma como ela concluiu Sangue Fresco podia ter sido melhor, se bem que longe de inesperado (a qualidade da história já vinha a decrescer há uns livros atrás).

avaliação: *** (mediano)

1 de setembro de 2013

Sangue Impetuoso (saga Sangue Fresco #12)



Autor: Charlaine Harris
Género:
 Fantasia Urbana
Idioma: Português
Editora: Saída de Emergência
Páginas: 301
ISBN:  978-9-89-637450-1
Título original: Deadlocked
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Sangue Impetuoso é o 12.º (o penúltimo) livro da saga Sangue Fresco e já começo a sentir a nostalgia. Durante meses, deliciei-me com as aventuras da loura (peituda) Sookie Stackhouse, uma empregada de bar do Louisiana que se vê envolvida num mundo sobrenatural que nunca imaginou que existisse, repleto de seres mágicos e aterradores, que usam o seu poder para influenciar terceiros, enriquecer ou ter poder. Ah, Sookie também é uma telepata, o que é mais uma maldição que uma peculiaridade, mas aprendeu a conviver com o seu dom e a usá-lo da melhor forma.

Desta vez, a nossa detective em part-time tem (mais) um homicídio para investigar. Uma rapariga de reputação duvidosa morre numa festa, dada por Eric, para uns vampiros poderosos; Sookie não fica contente com o sucedido, até porque a relação com o vampiro já viu dias melhores, e porque Eric é um animal político, perito em jogadas de bastidores, que parece mais interessado em manter o seu negócio do que em passar tempo com a namorada.

Felizmente, Sookie tem outras coisas a que dar atenção: a sua família fae vive um momento problemático e ela acaba envolvida, para não variar. E claro, não esquecer o cluviel d'or que a avó lhe deixou, um objecto mágico resultado do passado (oculto) da avó Adele, o que vai levar a revelações surpreendentes relacionadas com o mundo das fadas.

Eu gosto da protagonista e de muitos dos personagens criados por Charlaine Harris, os livros são super divertidos e a saga tornou-se um vício aprazível, mas nota-se alguma dificuldade em manter o interesse e a diversão nestes livros finais.É compreensível que a autora esteja a arrematar a história, a mostrar-nos o que a protagonista deseja para o seu futuro (uma família, desfrutar o sol e a vida, estar com os amigos humanos), mas esperava algo mais emocionante e condicente com o habitual; é ainda impossível ficar indiferente às pistas que Charlaine Harris tem "espalhado" nestes últimos 2 livros, o que deixa antever uma história a dar para o morna, na minha opinião.

Sangue Impetuoso tem Sookie, Eric, Pam e o resto da cambada, os cenários são familiares e o tom é fiel à colecção, mas fica aquém dos restantes livros (podem ler um excerto aqui) que li até agora.

avaliação: *** (mediano)

13 de agosto de 2013

Sangue Ardente (saga Sangue Fresco #11)



Autor: Charlaine Harris
Género:
 Fantasia Urbana
Idioma: Português
Editora: Saída de Emergência
Páginas: 288
ISBN:  978-9-89-637418-1
Título original: Dead reckoning
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Sangue Ardente é mais uma oportunidade de voltarmos ao Louisiana e sabermos as novidades de Sookie. Este é o 11.º livro da saga Sangue Fresco (que são 13) e o final da colecção aproxima-se (oooh). Por isso, tenho lido os livros com mais calma e com mais atenção (p'ra render, confesso), e alguns detalhes deixam antecipar para onde caminha a história.

Desta feita, a nossa empregada de mesa e telepata favorita - sempre armada em detective - descobre muito do passado (oculto) da avó Adele, o que vai levar a revelações surpreendentes relacionadas com o mundo das fadas. Com Eric, as coisas também já viram dias mais soalheiros. A mudança do poderoso Victor Madden para a área, e a afronta directa ao poder local do viking, levam a que a tensão se instale e que Sookie se veja (yet again!) envolvida em jogos de intriga vampírica, sem esquecer a gestão delicada da relação com Eric.

Entretanto, o reaparecimento do casal de bruxos Amelia e Bob desanuvia o ambiente em casa de Sookie, que tenta não flipar com os familiares (e hóspedes permanentes) Claude e Dermot que têm uma agenda própria e uma vida paralela onde ela não é perdida nem achada.
 
Neste livro, é claro que estamos perante uma protagonista mais madura. Sookie tenta levar o seu dia-a-dia normalmente, mas desde que conheceu o vampiro Bill que tomou consciência de um mundo novo e perigoso. Em 2 anos (período temporal do livro), Sookie passou por muito, ganhou e perdeu amigos, testemunho a maldade e a violência extremas, esteve com a vida por um fio 1001 vezes, (des)apaixonou-se, viveu.
 
É visível o amadurecimento da personagem e a tentativa da autora Charlaine Harris em manter Sookie optimista e espevitada, mas perdeu-se frescura e nota-se algum desgaste na série e este livro é exemplo disso. Não é o mais entusiasmante nem o melhor conseguido, mas é bom entretenimento e um must para as fãs da fantasia urbana mais viciante dos últimos tempos.

avaliação: **** (bom)

30 de junho de 2013

Segredos de Sangue (saga Sangue Fresco #10)



Autor: Charlaine Harris
Género:
 Fantasia Urbana
Idioma: Português
Editora: Saída de Emergência
Páginas: 288
ISBN:  978-9-89-637364-1
Título original: Dead in the family
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Segredos de Sangue traz-nos de volta Sookie Stackhouse, a telepata de Bons Temps que se vê envolvida nas lutas e intrigas do mundo sobrenatural.

Neste décimo volume da série, encontramos a habitual jovem cheia de garra e vontade de viver, mas cansada de tantas complicações à sua volta, a tentar lidar da melhor forma com a experiência traumática que viveu semanas antes. Apesar de gostar da sua vida, a nossa heroína questiona-se se vale a pena manter contacto regular com todos os seres sobrenaturais que fazem parte do seu quotidiano... sabendo que isso representa perigo acrescido.


O romance com Eric vai de vento em popa até à noite em que o seu criador, Ocella, aparece com um problema complicado a requerer a atenção e tempo do viking, o que lança Sookie em mais um turbilhão de emoções, incapaz de perceber a força dos laços que ligam os vampiros entre si e o comportamento do namorado.   

Entretanto, a jovem tenta acompanhar o seu primo Hunter o melhor que pode. O pequeno, filho de Hadley, é telepata como Sookie, e o pai não sabe como integrar o filho numa nova etapa que se aproxima: a entrada para a escola, e procura o conselho e ajuda de Sookie.


Ler um novo livro de Sangue Fresco é como nos sentarmos com uma amiga de longa data para saber as últimas novidades, tão familiarizados que estamos com a história. Os elementos de suspense e romance são doseados na medida certa e o final chega sempre rápido demais e é com curiosidade que nos lançamos ao livro seguinte.


avaliação: ***** (muito bom)

16 de junho de 2013

Sangue Mortífero (saga Sangue Fresco #9)



Autor: Charlaine Harris
Género:
 Fantasia Urbana
Idioma: Português
Editora: Saída de Emergência
Páginas: 320
ISBN:  978-9-89-637324-5
Título original: Dead and gone
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Sangue Mortífero é o nono livro da saga Sangue Fresco, um enorme sucesso literário da escritora americana Charlaine Harris.

O enorme sucesso dos livros originou a série True Blood (Sangue Fresco em Portugal). A série não é fiel aos livros, acrescentando e omitindo personagens e situações. Tem ainda um forte cariz adulto.

Neste livro, Sookie continua longe de ter um quotidiano rotineiro; os lobisomens e os metamorfos decidem, à semelhança dos vampiros, revelar a sua existência e isso equivale a que o patrão do Merlotte's, Sam, se revele como tal, o que é acolhido sem sobressaltos, aparte alguns comportamentos fanáticos que rapidamente caem no esquecimento. Não ajuda quando uma metamorfa é encontrada crucificada no parque de estacionamento do bar, levando a uma onda de desconfiança e medo.   


Do lado da vampiragem, o Rei do Nevada envia um representante que faz a vida negra a Eric, que tenta conservar o seu poder e prestígio como xerife ao mesmo tempo que jura amor eterno à nossa telepata de serviço; todas as histórias de amor são complicadas e a deste casal não foge à regra. 


Para ajudar á festa, Sookie recebe a visita de Niall, que a avisa de uma guerra entre os da sua espécie, o que pode ser fatal para a jovem, por ser sua parente. Como se Sookie já não tivesse problemas suficientes, tem agora de estar alerta a algumas fadas malvadas de serviço, bem longe do estereótipo bondoso a que estamos habituados.

Claro que Sookie se safa sempre, mas a cada aventura, são mais as baixas que se somam e neste livro não é diferente. Uma mistura de policial e fantasia urbana, Sangue Mortífero entretém e confirma Sangue Fresco como umas das melhores saga do género.

Podem ler um excerto de Sangue Mortífero aqui.

avaliação: **** (bom)

1 de abril de 2013

Laços de Sangue (saga Sangue Fresco #8)



Autor: Charlaine Harris
Género:
 Fantasia Urbana
Idioma: Português
Editora: Saída de Emergência
Páginas: 288
ISBN:  978-9-89-637302-3
9789896372361
Título original: From dead to worse
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Laços de Sangue é o oitavo livro da saga Sangue Fresco, numa saga de 13 livros (o último a ser lançado em Maio deste ano) pela autora americana Charlaine Harris.

O enorme sucesso dos livros (e das personagens) originou a adaptação televisiva: a série True Blood (Sangue Fresco, transmitida no canal MOV), com Anna Paquin no papel de Sookie. A série não é fiel aos livros, mas baseia-se neles, acrescentando ou omitindo personagens e/ou situações; tem também um forte cariz adulto, com muito sangue, violência e sexo.

Voltemos ao livro: Sookie Stackhouse tem 27 anos e trabalha como empregada de mesa no bar Merlotte's, na pequena localidade de Bon Temps, no pitoresco Louisiana. Sookie vive sozinha na casa de família, que lhe foi deixada em herança, e luta para pagar as contas. Tenta fazer a vida de uma pessoa normal, mas é impossível; a sua telepatia é demasiado apetecível para os vampiros da zona. E para os lobisomens. E para os metamorfos (a Sookie é uma moça ocupada, sem dúvida!).

Em Laços de Sangue, Sookie é apanhada no meio das lutas internas pelo poder, tanto do lado dos vampiros como dos lobisomens. O irmão, Jason, também precisa de ajuda no seu casamento com Crystal, que já viu melhores dias. Para compor o ramalhete, o seu laço de sangue com Eric forçam-na a desejar a companhia do vampiro com mais regularidade do que gostaria, o que não ajuda visto que o seu namorado oficial, Quinn, continua sem dar notícias.

Neste livro, voltamos aos cenários familiares de Bon Temps e Shreveport, depois da mudança do livro anterior (nos bastidores político-vampíricos, em Rhodes).

Continuo a achar as aventuras da Sookie bastante divertidas e ideais para as viagens casa-trabalho-casa. Confesso que, na conjuntura actual que enfrentamos e com o tempo nublado que teima em não dar lugar ao sol,
estes livros ligeiros são o escape perfeito para um universo quente, excitante e dinâmico, longe de um quotidiano rotineiro. Recomendo-os sem reservas e sei que vou ter saudades desta saga. Vejam também a série, se ainda não tiveram oportunidade de o fazer.

Podem ler um excerto (cerca de 70 páginas) de Laços de Sangue no site da editora Saída de Emergência, aqui.

avaliação: **** (bom)

17 de março de 2013

Sangue Felino (saga Sangue Fresco #7)



Autor: Charlaine Harris
Género:
 Fantasia Urbana
Idioma: Português
Editora: Saída de Emergência
Páginas: 288
ISBN:  978-9-89-637263-7
9789896372361
9789896372361
9789896372361
Título original: All together dead
---
Sangue Felino é o sétimo livro da saga Sangue Fresco, fruto da imaginação da americana Charlaine Harris. O enorme sucesso dos livros originou a série True Blood (Sangue Fresco em Portugal, transmitida no canal MOV), com Anna Paquin no papel principal.

Sookie Stackhouse é uma jovem de 26 anos, que vive na pequena e pacata localidade de Bon Temps, no norte do Louisiana. Trabalha como empregada de mesa, vive sozinha e luta para pagar as contas. É uma pessoa normal com uma habilidade extraordinária: é telepata. Ouvir os pensamentos alheios não a torna a pessoa mais popular de Bon Temps e contribui para alguma discriminação e isolamento social.

Porém, há criaturas que a acham apetecível, criaturas que existem no nosso mundo e passam mais ou menos incógnitas ao resto dos humanos: vampiros, lobisomens, fadas e até metamorfos. Até há dois anos Sookie vivia na mesma ignorância, mas desde que se apaixonou pelo vampiro Bill Compton que a sua vida é uma montanha-russa de emoções e situações perigosas.

Em Sangue Felino, Sookie é contratada pela rainha vampira (e soberana do Louisiana) Sophie-Anne para a acompanhar a uma cimeira (!) de vampiros em Rhodes, onde a monarca vai ser julgada pela morte de outro vampiro real, o rei do Arkansas. Sookie já desistiu de ter uma vida normal desde que despertou para a realidade que a rodeia e aproveita a sua habilidade para ganhar algum dinheiro. Mas vai arrepender-se, porque a viagem a Rhodes vai colocar humanos e sobrenaturais em perigo, no meio de traições, conspirações e atentados.


Apesar de mais político que todos os títulos anteriores, gostei da mudança de cenário e do desvio à temática habitual. A história é empolgante e actual, se estabelecermos o devido paralelismo com alguns acontecimentos que se passam no mundo (lutas pelo poder, intrigas, espionagem); as consequências do furacão Katrina também são mencionadas.

As aventuras da Sookie continuam divertidas e entretêm bastante nas viagens casa-trabalho-casa; vou continuar a "devorá-las". Ainda tenho 6 livros pela frente
(a saga tem 13). Estou a ler outros livros em simultâneo mas confesso que dou mais tempo a Sookie e companhia. É mais divertido e escapista, o que tendo em conta a realidade que temos actualmente, é sempre bem-vindo.

Podem ler um excerto (cerca de 80 páginas) do livro no site da editora, aqui.

avaliação: ***** (muito bom)
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