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9 de junho de 2020

Diabolical summer


Autores: Thierry Smolderen, Alexandre Clérisse
Género: Banda Desenhada
Idioma: Inglês
Páginas: 168
Editora: IDW (Kindle)
 Ano: 2016
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Esta banda desenhada francesa, Prémio BD Fnac em 2017, e minha estreia na obra deste dois artistas que colaboram frequentemente, foi uma agradável surpresa.

1967, Côte d’Azur. Antoine é um rapaz discreto de 15 anos que divide as férias grandes entre partidas de ténis e namoricos. Quando conhece o espevitado Erik, os dois rapazes iniciam uma amizade improvável, o que não agrada ao pai de Antoine.

Pouco tempo depois, o jovem vê-se envolvido num rodopio de situações dramáticas. Quando o pai desaparece, o Verão de 1967 torna-se o Verão de todas as descobertas e emoções. Acidentes, espiões e uma conspiração ao mais alto nível. Um Verão diabólico, sem dúvida…

A história de Diabolical summer é complexa e sofisticada, mas são as ilustrações de Clérisse que ficam na retina. O festival kitsch dos anos 60, as cores psicadélicas, o charme retro da década perfeitamente captado, fazendo gosto ao olho na dissecação de cada vinheta.

Quando acabamos o livro é isso que fica. Uma boa história magistralmente ilustrada. Very groovy, baby!

*****
(muito bom)

1 de março de 2020

Sour candy

 
Autor: Kealan Patrick Burke
Género: Terror
Idioma: Inglês
Páginas: 67
Editora: Amazon (Kindle)
Ano: 2015
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Phil Pendleton está feliz e sente que a vida não lhe poderia correr melhor. Numa passagem por um Walmart para comprar uns doces para passar o dia a ver filmes enroscado com a namorada, presencia uma cena perturbante: uma criança em plena birra e uma mãe apática, incapaz de controlar o petiz, enquanto as pessoas em volta tentam não julgar muito... sem sucesso.

Momentos mais tarde, fora do supermercado, Phil é protagonista de uma cena que vai virar-lhe a vida do avesso. O miúdo que há pouco chorava não o perde de vista e chama-o de pai, e não há nada que Phil possa dizer que convença as pessoas à sua volta que isso não é verdade. Parece um episódio à "Twilight Zone".

«Four months to the day he first encountered the boy at Walmart, the last of Phil Pendleton's teeth fell out.»
Toda a gente parece crer que a criança lhe pertence, e a própria garante que são uma família e que sempre viveram juntos. Seguem-se semanas de terror, onde Phil questiona se terá perdido a sanidade... 
 
Sour Candy é uma leitura rápida e intensa, e deliciosamente bizarra. Kealan Patrick Burke transmite com mestria a inquietação e desespero de Phil, e todo o ambiente de tensão.
 

A reviravolta final é bem imaginada e surpreendente. Sendo um conto de pouco mais de 60 páginas, fiquei com pena de não ver desenvolvidos alguns aspectos porque acho que havia potencial para isso.

Um autor recém descoberto que fiquei com curiosidade em seguir.

****
(bom)

29 de setembro de 2019

In a dark, dark wood


Autor: Ruth Ware
Género: Thriller
Idioma: Inglês
Páginas: 339
Editora: Vintage Digital (Kindle)
Ano: 2015

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«And in the dark, dark house there was a dark, dark room...»

Este é o segundo livro que leio de Ruth Ware e mais uma vez não me convenceu. 

À semelhança do primeiro que li, The woman in cabin 10, foi a sinopse que me atraiu mas no final fiquei desiludida. 

A história deste thriller: Lenora (Nora) Shaw é convidada para a despedida de solteira de Clare, que já não vê há anos, nomeadamente desde o liceu, quando andavam sempre juntas. Quem está a organizar tudo é Flo, a (actual) melhor amiga de Clare, sendo o cenário uma casa de campo isolada. Lenora acede a ir porque uma outra amiga comum também vai, mas rapidamente se arrepende. E à medida que o desconforto aumenta com algumas perguntas incómodas acerca dos tempos do liceu e Flo revela que actividades planeou para o fim de semana, Nora percebe que quer ir-se embora antes de tempo.

Mas algo inesperado acontece e Nora acorda numa cama de hospital, amnésica... até se lembrar que alguém morreu na noite em que decidiu partir. E a polícia que a veio interrogar espera respostas...

Já li thrillers muito bons - é dos meus géneros de eleição -; este não fica na memória.
***
(mediano/razoável)

21 de julho de 2019

Lock every door


Autor: Riley Sager
Género: Thriller
Idioma: Inglês
Páginas: 384
Editora: Dutton (Kindle)
Ano: 2019
ASIN: B07J4719TX
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Sou uma fã de Riley Sager desde a sua estreia com Final girls, cujos direitos para adaptação ao cinema foram adquiridos pela Universal Pictures no mesmo ano em que foi publicado. Assim que saiu o seu segundo livro, The last time I lied, li-o também de uma assentada.

Previsivelmente, assim que este livro ficou disponível no início de Julho, "devorei-o", confirmando Sager como um dos meus autores favoritos de thrillers. Três livros e vibrei com todos.

Se o primeiro livro de Sager apelava à figura da "final girl" dos filmes de terror - dos quais sou uma fã confessa -, este Lock every door vai um pouco mais ao pormenor desse imaginário de horror, com nuances da história d'A semente do diabo, o filme-ícone de Roman Polanski, e um ambiente hitchcockiano; com uma fórmula desta, o que pode falhar?!

Jules Larsen, recém-desempregada e sem namorado, vê cair-lhe no colo uma oportunidade dourada: é contratada para tomar conta de um apartamento numa das zonas mais exclusivas de Manhattan, com uma vista desafogada para o Central Park. O salário é bom e a tarefa é ideal para alguém que precisa de se reorganizar e procurar um emprego na metrópole que nunca dorme. O contrato é para três meses, enquanto os herdeiros do apartamento organizam a mudança. Entretanto, as regras do condomínio têm de ser respeitadas, e é aí que surge a necessidade dos apartamentos não estarem desocupados. No Bartholomew, tudo é opulento: a arquitectura, os moradores, as rendas; e as regras reflectem a exclusividade do edifício.

E são várias as regras. As visitas por pessoas externas são interditas. O empregado deverá pernoitar sempre no apartamento. Não se devem incomodar os outros moradores (a maioria celebridades). Jules diz que sim a tudo, movida pela necessidade e falta de opções - o que é uma mão cheia de regras comparadas com o cenário de continuar a dormir no sofá da sala da melhor amiga e contar tostões para sobreviver?

Nos seus primeiros dias, Jules conhece outra apartment-sitter, Ingrid, que lhe confidencia que o Bartholomew não é o que parece e que a fachada gótica imponente esconde uma história arrepiante de homicídios e suicídios. Jules não dá grande crédito a estas superstições... até ao dia seguinte, quando Ingrid desaparece.

E é ao tentar descobrir o paradeiro de Ingrid que mergulha no passado sombrio do edifício, numa sucessão de capítulos férteis em revelações e alguns sustos. Jules vai descobrir que o que parece bom demais para ser verdade, é-o efectivamente, e que ela própria poderá estar em risco.

Pelo caminho, a história desenrola-se num misto de sobressaltos e alguns arrepios. Algumas personagens, e as suas intenções, são algo óbvias desde o início mas isso não diminui em nada o ritmo da estória.


Já perto do fim, estando embalados e dispostos a apostar no final, surge uma reviravolta inesperada; Riley Sager não desilude.



*****
(muito bom)

5 de maio de 2019

Call me by your name




Autor: André Aciman
Género: Romance
Idioma: Inglês
Páginas: 268
Editora: Farrar, Straus and Giroux (Kindle)
Ano: 2008
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Mais de dois anos após a saída do filme homónimo, que colocou o romance de Aciman no "mapa", finalmente leio o livro.

A relação de Elio e Oliver nas versões literária e cinematográfica fez correr muita tinta, inspirando inúmeros artigos, posts, opiniões e críticas especializadas. Muito se escreveu e analisou, com mais ou menos paixão, um sinal claro de que os temas abordados pelo autor "mexem" com o público.

A acção passa-se num Verão no norte de Itália, nos anos 80. Elio (o narrador) tem 17 anos, estuda música e é precoce, precocidade essa que se reflecte no seu discurso, no seu humor e nos seus gostos. O comportamento é temperamental, indicativo da sua idade, mas a maior parte do tempo é dedicado à música e à leitura, num qualquer canto sossegado da casa.

A casa de férias da família está sempre cheia de rostos familiares de amigos e vizinhos, mas há uma cara nova todos os Verões: um estudante de doutoramento supervisionado pelo pai de Elio, um homem afável e comunicativo. Nesse ano, o estudante é um americano de 24 anos, Oliver, que se vai tornar a obsessão do narrador.
« Perhaps we were friends first and lovers second. But then perhaps this is what lovers are. »

Pelos olhos e voz de Elio, vamos assistindo ao florescer do romance entre os dois -
a atracção velada, os avanços e recuos, os mal-entendidos -, à sua consumação (a primeira vez de Elio) e ao passar veloz dos meses, com o fim do Verão a parecer ditar o fim do romance, uma relação que vai marcar o protagonista para sempre.
« I wanted him dead too, so that if I couldn't stop thinking about him and worrying about when would be the next time I'd see him, at least his death would put an end to it. (...) If I didn't kill him, then I'd cripple him for life, so that he'd be with us in a wheelchair and never go back to the States. If he were in a wheelchair, I would always know where he was, and he'd be easy to find. I would feel superior to him and become his master, now that he was crippled.

Then it hit me that I could have killed myself instead, or hurt myself badly enough and let him know why I'd done it. If I hurt my face, I'd want him to look at me and wonder why, why might anyone do this to himself, until, years and years later--yes, Later!--he'd finally piece the puzzle together and beat his head against the wall. »


Apesar de Elio ser precoce, é muito jovem; os seus desabafos e pensamentos relembram-nos isso. Apesar de ter lido sobre o amor e a exaltação dos sentidos em obras maiores, aquilo que experiencia com Oliver atinge-o com uma intensidade extrema - bem (d)escrita por Aciman, num lirismo cru que resulta bem numas vezes e noutras deixa algo a desejar ao romance e ao bom gosto.
« We had never taken a shower together. We had never even been in the same bathroom together. "Don't flush," I'd said, "I want to look." What I saw brought out strains of compassion, for him, for his body, for his life, which suddenly seemed so frail and vulnerable. (...) "I want you to see mine," I said. He did more. He stepped out [of the shower], kissed me on the mouth, and, pressing and massaging my tummy with the flat of his hand, watched the whole thing happen. »

A parte final do livro é para mim a melhor, passadas mais de 200 páginas de suspiros, hormonas aos saltos e impulsos adolescentes. As palavras do pai de Elio, a conversa que Elio e Oliver têm ao telefone, algumas considerações (mais) lúcidas que vêm com a idade são a melhor parte do livro para mim. Esperava mais - mais profundidade, mais frescura e irreverência nas passagens de Elio - mas não fiquei totalmente desapontada. No fim ficou alguma tristeza pelo jovem com tanto potencial que duas décadas passadas, ainda olha aquele Verão em que perdeu a virgindade com um homem mais velho como o evento mais importante da sua vida.

« Twenty years was yesterday, and yesterday was just earlier this morning, and morning seemed light-years away. »

Gostei de algumas passagens mas o saldo é mediano
. 


***
(mediano/razoável)

29 de julho de 2018

The last time I lied


Autor: Riley Sager
Género: Thriller
Idioma: Inglês
Páginas: 384
Editora: Dutton (Kindle)
Ano: 2018
ISBN: B076GNTWQM
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Depois de ter lido o meu primeiro livro de Riley Sager, Final girls, fui pesquisar se havia outros. Foi assim que descobri que Final girls tinha sido o seu livro de estreia (apesar de já ter publicado outros livros sob outro nome) e que o segundo seria publicado em Julho de 2018. Eu sabia que o ia ler assim que saísse.

E li-o… em três dias, o que é raro; e estamos a falar de quase 400 páginas!

Vamos então à história: duas verdades e uma mentira. O grupo de raparigas com quem Emma Davis calhou partilhar a cabana, no campo de férias Nightingale, jogavam-no de vez em quando e ela também participava. Vivian, Natalie e Allison, de 16 anos, eram todas mais velhas que Emma, de 13, mas ficaram amigas.

Mesmo assim, a diferença de idades e interesses significava que nem sempre faziam coisas juntas. Como na noite em que as três raparigas mais velhas saíram, já tarde, e desapareceram. Uma Emma sonolenta viu-as saírem e viu Vivian a fazer-lhe o gesto que não dissesse nada nem as seguisse mas foi só. As três nunca mais foram vistas e Emma ficou para sempre assombrada pelo que aconteceu.

15 anos mais tarde, a proprietária decide reabrir o campo e convidar Emma – uma pintora em ascensão – para dar aulas de arte. Dividida entre as memórias do que se passou e um anseio em fechar esse capítulo traumático (o salário ser bom também ajuda), Emma aceita, apenas para rever vários rostos do passado e reviver alguns episódios angustiantes.

Os capítulos do livro alternam entre a Emma adulta e a adolescente de há quinze anos atrás, à medida que vamos descobrindo mais sobre as personagens. As revelações e a acção avançam lentamente, assim como o suspense; embora eu tenha achado que acabar quase todos os capítulos em jeito de cliffhanger, sempre com uma interrogação, é um bocado irritante, a gradação e a adição de pormenores foi feita de uma forma sólida, e essa conjugação resultou. O final chegou glorioso, muito bem pensado.

The last time I lied é outro excelente thriller de Riley Sager, emocionante e inteligente.

Até agora, gostei bastante dos 2 livros que ele publicou… e não sou a única: Final girls vai ser adaptado ao cinema e The last time I lied a série de televisão.


*****
(muito bom)

18 de junho de 2018

A river in darkness: one man's escape from North Korea



Autor: Masaji Ishikawa
Género: Biografia
Idioma: Inglês
Páginas: 155
Editora: AmazonCrossing (Kindle)
Ano: 2018
ISBN: B06XKRKFZL

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A river in darkness: one man's escape from North Korea é uma história assombrosa contada na primeira pessoa. Alguns detalhes vão ficar na memória de quem a lê durante muito tempo.

Masaji Ishikawa nasceu no Japão nos anos 60. Filho de pai coreano e mãe japonesa, teve no pai um homem fechado e violento que se ressentia do tratamento descriminatório por parte dos japoneses, e na mãe uma mulher passiva e dócil, por vezes em demasia.

Quando surgiu a oportunidade da família se mudar para a Coreia do Norte - pintada como se fosse o "el dorado" -, o pai de Masaji como que rejuvenesceu, animado com a perspectiva de voltar à pátria como um retornado honrado e dar uma vida melhor à família...

Masaji começou a viver na Coreia do Norte ainda adolescente, com a família. Ao longo de várias décadas, e desde o início, ele e a sua família foram constantemente rebaixados, ofendidos e prejudicados por serem japoneses, por terem um pouco mais que os restantes (estamos a falar de relógios de pulso e pequenos utensílios domésticos).

O pouco que eu sei acerca da Coreia do Norte são as nada lisonjeiras notícias que passam de tempos a tempos, apesar da alegada recente "abertura" ao mundo ocidental, i.e. aos EUA. Não há muitos livros acerca da vida lá, por isso esta foi/é uma oportunidade única de ler como se vivia nas áreas rurais nas últimas décadas... e confesso que não estava preparada para a miséria profunda que pontuava a existência dos norte-coreanos.

Biografias são sempre livros difíceis de classificar; este livro está numa categoria ainda mais à parte por causa do tema e da forma como põe a nu a natureza humana em situações extremas de teste à capacidade humana de sobreviver. A coragem de Ishikawa, fortalecida pela clara noção que não tem mais a perder, é louvável e a sua história tem de ser ouvida e passada de boca em boca. Leitura obrigatória.

“There’s a saying, “Sadness and gladness follow each other.” As I see it, people who experience equal amounts of sadness and happiness in their lives must be incredibly blessed.”

“(...) that’s always the way with totalitarian regimes. Language gets turned on its head. Serfdom is freedom. Repression is liberation. A police state is a democratic republic. And we were “the masters of our destiny.” And if we begged to differ, we were dead.”

“I even heard a rumor of one man killing his wife and eating her.”
****
(bom)

22 de maio de 2018

Weird things customers say in bookshops



 Autor: Jen Campbell
Género: Humor
Idioma: Inglês
Páginas: 128
Editora: Constable (Kindle)
Ano: 2012
ISBN: B005RZB8AO
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Qualquer amante de livros digno desse nome não vai conseguir deixar de ler Weird things customers say in bookshops com uma expressão franzida e um sorriso. 

Isto porque apesar de ser um livro leve e despretencioso, lê-se com um misto de incredulidade perante algumas tiradas incríveis como "I enjoyed the Diary of Ann Frank, why did she never write a sequel?" e "Someone should have taught that Shakespeare guy how to spell. I mean, am I right, or am I right?"

Um retrato bastante fiel daquilo que se ouve quando se trabalha em retalho - e é incrível o que as pessoas dizem/perguntam/comentam -, é também um espelho de uma sociedade que lê cada vez menos e onde se tem menos filtros. E as frases do livro são maioritariamente de livrarias inglesas, sendo o Reino Unido um dos países onde mais se consome livros e literatura. Nem quero imaginar o que se diria no nosso país.  

Weird things customers say in bookshops é um livrinho simpático, que se lê num instante. É um ensaio realista sobre os consumidores em geral, com as suas perguntas surreais q.b., alguma falta de educação e muita ignorância.


***
(mediano/razoável)

15 de abril de 2018

Final girls



 Autor: Riley Sager
Género: Thriller
Idioma: Inglês
Páginas: 352
Editora: Dutton (Kindle)
Ano: 2017
ISBN: B01MCXUTIU
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Há uma década, Quincy e uns amigos foram para uma cabana no meio da floresta. Em Pine Cottage viveram um pesadelo, do qual apenas Quincy saiu com vida. 

Quincy juntou-se assim a um exclusivo clube com duas outras sobreviventes de situações semelhantes, ganhando uma alcunha orelhuda, em tributo aos filmes de terror onde apenas uma jovem rapariga sobrevive ao massacre: Quincy é uma final girl

Dez anos passados, Quincy seguiu, aparentemente, em frente. Tem um blog bem-sucedido, um namorado dedicado e um amigo precioso - o polícia que a salvou em Pine Cottage, e que se manteve ao seu lado todos estes anos; sofre ainda de amnésia selectiva sobre o que se passou na noite do massacre, e aprendeu a viver com isso. De um dia para o outro, a sua existência pacífica é revirada quando Lisa, uma das três final girls, é encontrada com os pulsos cortados; e Sam, a outra final girl, lhe aparece à porta. Não há xanax que a ajude a lidar com tudo isso.

O livro demora um pouco a arrancar e está longe de ser uma leitura exigente, mas as personagens são interessantes, a história é credível e o suspense é constante. Há muitos detalhes, algumas reviravoltas - mais ou menos previstas -, mas rapidamente nos vicia - eu li o último terço do livro em algumas horas, já passada a hora recomendada de deitar (não me acontecia há muito tempo); a curiosidade em saber quem era o assassino era muita. Valeu a pena.

Final girls é um excelente thriller, um dos melhores que tenho lido ultimamente.  


*****
(muito bom)

27 de janeiro de 2018

Bedbugs



Autor: Ben H. Winters
Género: Thriller
Idioma: Inglês
Páginas: 260
Editora: Quirk Books (Kindle)
Ano: 2011
ISBN: B004J4X76C
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Cansados de viverem num cochicho, Susan e Alex mudam-se com a filha pequena para um duplex duplamente maravilhoso - tanto em espaço como em preço.  

A proprietária é uma velhota excêntrica que parece genuinamente feliz em tê-los como inquilinos. Viúva, aparece frequentamente para verificar se está tudo bem, e envia amiúde um amigo de longa data, que faz uns biscates como faz-tudo, para reparar pequenas coisas. 

Susan está no sétimo céu, mas fica alarmada quando as notícias dão conta de uma praga de percevejos um pouco por toda a cidade; o alarme dá lugar à histeria quando acorda um dia com o que parece ser uma picada e toda a gente com quem fala parece minimizar o facto. Pouco a pouco, Susan fica convencida de que há uma infestação de percevejos no apartamento. Ninguém acredita nela, mas ela sabe que tem razão - afinal já soma três picadas, que agora são feridas enormes de tanto serem coçadas. A exterminadora não encontra nada e o médico acredita que Susan está a alucinar, mas a situação vai piorando e uma Susan insomne já não pensa noutra coisa, obcecada em acabar com uma infestação cujos únicos efeitos são visiveis apenas nela mesma.

A acção do livro avança devagar mas a meio da história já estamos seduzidos. É um livro bastante visual, com um bom ritmo e que nos deixa na dúvida até ao fim; bom thriller.  


****
(bom)
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