Mostrar mensagens com a etiqueta sexo. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta sexo. Mostrar todas as mensagens

18 de junho de 2020

The madness of crowds

 
Autor: Douglas Murray
Género: Comentário Social
Idioma: Inglês
Páginas: 288
Editora: CBloomsbury Continuum (ebook)
Ano: 2019
---
Com base nas minhas aquisições, o algoritmo da Amazon propôs-me este livro, de cujo autor (um intelectual e comentador político britânico) nunca ouvi falar. Gostei do excerto que li.

Começa com duas citações: uma de G.K. Chesterton e outra de Nicki Minaj (uns versos do seu hit "Anaconda").

O livro debruça-se sobre os temas sociais mais controversos das últimas décadas, dividindo-se em 4 partes temas-base: Gays, Mulheres, Raça, e Transgénero. 
 
Em cada um deles, Murray contrapõe as ideologias dos actores que querem ser aceites, como iguais, pela sociedade, confiando numa evolução natural das coisas e das ideias, com aqueles que querem, pelo activismo mais ou menos extremo e por uma demonstração de um entendimento mais elevado e algo sobranceiro, mudar o que é socialmente aceite. 
 
Os confrontos são inevitáveis, o que é natural, mas há várias situações ligadas ao politicamente correcto que levam a censura e punição (despedimentos, julgamento via social media, perseguição pessoal e destruição de carreiras) e revolucionam as figuras e as ideias tidas como ideais sociais. O autor do livro é considerado «the wrong sort of gay» por ser neoconservador, o rapper Kanye West vê a sua "blackness" questionada porque apoia Donald Trump, a activista feminista Germaine Greer deixa de ser considerada como tal porque não aceita que um homem transgénero seja considerado uma mulher. 
 
Murray descontrói várias das bandeiras dos chamados "social justice warriors" (justiceiros sociais), um termo que se tornou pejorativo nas últimas duas décadas, mais preocupados em verem validadas as suas ideas politicamente correctas do que efectivamente lutarem por elas ou aprofundarem a sua «convicção progressista».

O tema do papel das mulheres na sociedade e a sua evolução, e o tema da raça não aportam novidades para quem tenha lido livros ou artigos recentes sobre isso, mas os capítulos sobre a identidade de género vale o preço do livro, levantando questões extremamente pertinentes e distinguindo conceitos (os vários subgrupos, a cirurgia de redesignação sexual, toda uma panóplia de adjectivos a incorporar nos idiomas). O livro está bem pesquisado e os exemplos são múltiplos mas muitas das situações vêm, sem surpesa, dos Estados Unidos.

É um livro controverso mas também corajoso. Os temas prestam-se a isso. A loucura das massas do mundo ocidental manisfestam-se nas redes socais, sendo o twitter o poleiro de eleição, e vários apontamentos de Murray têm tanto de certeiro como de parcial na sua análise do fenómeno. Murray não esconde (nem poderia) o seu alinhamento político, mas não é preciso afinar por esse diapasão para apreciar os vários pontos de vista e reflectir sobre eles.
 
Infelizmente, apesar da racionalidade presente em todo o livro, a loucura das massas certificar-se-à que o caminho será longo na abordagem e discussão dos actuais problemas sociais. Não há nada de racional, de lógico, nas massas. Mas fica registado o esforço de Murray.

*****
(muito bom)

9 de maio de 2020

Brave

 
Autor: Rose McGowan
Género: Biografia
Idioma: Inglês
Duração: 6h e 53min
Editora: Harper Audio
Ano: 2018
---
O nome de Rose McGowan evoca algumas interpretações do cinema indie, onde se estreou nos anos 90. Com o passar dos anos, fez a transição para o cinema comercial (Scream de Wes Craven; Planet Terror de Robert Rodriguez) e para a televisão (Charmed). Depois deixou de aparecer. Há uns anos, quando se assumiu como uma das vítimas de abuso sexual de Harvey Weinstein, tornou-se uma das figuras principais do movimento Me Too.

Brave começa pelo início: Rose nasceu em Itália em 1973, no culto “Children of God”, de onde o pai se escapou com os filhos tinha Rose 10 anos. A relação com os pais, mesmo fora do culto e já a viver nos EUA, sempre foi turbulenta. Anos mais tarde e já adulta, diz que caiu vítima de outro culto: o de Hollywood.

Apesar de gostar dos filmes em que participava, McGowan diz que sempre se sentiu desconfortável com a obsessão por um corpo e rosto perfeitos e pela constante sexualização da sua imagem. O ponto de viragem foi no final dos anos 90, quando se terá tornado mais uma vítima de Harvey Weinstein. Rose teria 23 anos, estava habituada a relações abusivas e a ver o seu valor ligado ao quão sexy era a sua imagem. Quando alegadamente contou o que acontecera, o conselho foi que ficasse calada (a autora critica o enorme grupo de pessoas em Hollywood que auxiliam os “inúmeros predadores sexuais a ficarem impunes”, a fim colherem benefícios pessoais do poder e do dinheiro dos agressores); nunca apresentou uma queixa na polícia.

Após este episódio, Rose McGowan decidiu afastar-se do mundo do cinema e investir na sua vida afectiva - a sua relação com o músico Marilyn Manson deu que falar. Quando protagonizou um filme com Robert Rodriguez mantendo uma relação com ele (que era casado), foi a gota d’água: era definitivamente uma actriz ambiciosa disposta a tudo e uma mulher promíscua. Tinha agora um rótulo e nada do que fizesse iria alterar isso...

Brave é um manifesto sem barreiras. Rose McGowan assume-se como uma activista destemida e determinada a expôr a verdade sobre a indústria do entretenimento, e ficar calada e não fazer ondas não é opção. Pelo caminho, desmonta o conceito de fama e lança uma luz fria sobre a máquina de Hollywood, da qual se recusa voltar a fazer parte. Urge aos leitores que se recusem a ser manipuladas pelos filmes e sejam corajosas, num apelo à acção de homens e mulheres para "serem gentis e decentes uns para com os outros".

A autora queixa-se que, durante anos, não foi ouvida, não sentiu que fosse respeitada ou levada a sério. Algumas mulheres poderão identificar-se com isto, principalmente quando é descrita a forma como se espera que uma mulher aja quando confrontada com o mundo real: agradável, educada, dócil, facilmente manipulada. 

Livros como Brave podem iniciar discussões sobre a necessidade das mulheres denunciarem situações de assédio e violência. Devem fazê-lo; essas histórias precisam de ser contadas. O facto de algumas vozes terem criticado a Rose McGowan por ser alegadamente doente mental em nada diminui a mensagem do livro nesse aspecto - já para não dizer que as pessoas com problemas mentais também têm voz. A autora admite que foi diagnosticada com transtorno depressivo e que durante anos sofreu de anorexia nervosa. 

Brave é um livro que nos deixa desconfortável, onde questionamos as escolhas da autora que repudia a indústria que lhe deu fama e sustento durante vários anos e que parece ter quase sempre escolhido parceiros abusivos. Nisso Rose McGowan está longe de ser uma mentora. O seu estilo é emocional e há muita raiva e linguagem colorida. É um facto e não deve ser um impedimento para não o ler. Os seus vídeos no YouTube mostram uma mulher zangada, transtornada e muito fragilizada; cada um é livre de interpretar e aceitar o seu discurso abrasivo e linguagem corporal

Ouvi este audiolivro duas vezes seguidas e o impacto da mensagem não perdeu impacto aquando da segunda escuta. A importância de muito do que é dito é tão relevante como isso.

*****
(muito bom)

28 de janeiro de 2015

Nove semanas e meia


Autor: Elizabeth McNeill
Género:
Romance
Idioma: Português

Páginas: 152
Editora:
Quinta Essência

Ano:
2014
ISBN: 978-989-7261145
---

Vi o filme Nove semanas e meia há muitos anos e houve algumas cenas que ficaram na memória, muito por culpa da química entre os protagonistas. O que eu desconhecia era que se baseava num livro e que o filme é uma versão muito mais romântica e a anos-luz  da violência da obra original.

Escrito pela austríaca Ingeborg Day, que emigrou para a América ainda jovem, sabe-se hoje que é uma semi-biografia de um relacionamento que a autora viveu em terras americanas. Independentemente disso, é uma leitura explosiva, e deve ter sido uma "bomba" quando foi publicado, em 1978.

Elizabeth tem um quotidiano igual a tantos outros: trabalha para pagar as contas, sai com os amigos para desanuviar e dar umas gargalhadas e procura uma relação que a satisfaça em pleno. Quando conhece um homem (cujo nome nunca é referido), o sexo passa de excitante a arrebatador, mas sempre com um traço de domínio sobre ela, ao ponto de Elizabeth não perceber se consegue parar de ver um homem que a controla totalmente e como será se ele a deixar, numa dependência para lá de doentia.

Pessoalmente, acho difícil que Nove semanas e meia passe por literatura erótica; é claramente o contrário: uma mulher que quando vai ter com o amante, é banhada, penteada e alimentada pela mão dele, enquanto se encontra algemada (a maioria das vezes) aos pés dele e castigada física e psicologicamente quando se recusa a alinhar nos jogos e encenações que ele prepara, é a antítese do que considero erótico. Achei o livro nauseante neste aspecto. O homem misterioso nunca se dá e isso acaba por ser fatal ao relacionamento, mas a protagonista aguenta - e aceita - mais do que seria normal numa pessoa equilibrada.

Apesar disso, a autora consegue ter uma escrita elegante e manter-se factual, compondo uma Elizabeth credível e profundamente normal (vista de fora), apanhada numa situação que vai permitindo até... não permitir mais.

Curiosamente, a adaptação ao cinema é melhor digerida, mantendo os aspectos mais importantes e evitando os mais controversos, mas dando a ideia certa: a dos efeitos que uma relação de dependência tem no submisso, que vai abdicando gradualmente do seu eu em prol do dominante, até isso ser a normalidade entre os dois e ter consequências irreversíveis, porque só se evolui daí para algo pior. 

Podem ler um excerto do livro aqui. Gosto de leituras ecléticas, embora nem todas sejam livros a reter, como este.

***
(mediano/razoável)

26 de outubro de 2014

Tampa


Autor: Alissa Nutting
Género:
Romance
Idioma: Português

Páginas: 286
Editora:
Divina Comédia

Ano:
2013
ISBN: 978-989-8633330
Título original: Tampa
---

Celeste Price tem 26 anos e o seu emprego de sonho: professora de Inglês do ensino secundário. Apesar de ser invulgarmente atraente e ter o conforto financeiro que o seu casamento com um tipo endinheirado lhe confere, Celeste só se sente bem no liceu, rodeada de rapazes de 14 anos, por quem tem uma secreta obsessão sexual.

Sob todo o aprumo e educação, Celeste é uma predadora. Quando decide seduzir Jack, o jovem sente-se nas nuvens, mas não tarda a afundar-se; à medida que a novidade esmorece e o corpo do rapaz começa a ganhar contornos de adulto, Celeste começa a perscrutar as turmas em busca de uma próxima conquista.

A primeira coisa que me chamou a atenção foi a capa, que é genial! Os olhares de curiosidade nos transportes públicos são a prova de que uma imagem vale mesmo mais que palavras...

O livro ser contado do ponto de vista de Celeste é interessante. Sempre achei perturbante ler ou ver algo que tivesse a ver com pedofilia, mas a pedofilia no feminino é um tema pouco debatido e achei que vindo de uma autora que é professora de escrita criativa, teria a rara oportunidade de ler uma história complexa e perceber o que poderá passar-se na mente de uma pedófila.

A autora escolheu aprofundar outros aspectos e o que temos é uma história narrada em tom ligeiro, com linguagem gráfica e muitas descrições sexuais, ao ponto de o livro - espremido - ser apenas isso. De Celeste apenas percebemos que é loura, depravada e de um calculismo atroz. Tudo o que faz e diz é pensado para atingir a satisfação sexual, não restando mais nada.

A autora explora pouco a psique da condição e trata a doença de Celeste como se fosse uma obsessão por álcool ou drogas, estando mais preocupada com o aspecto sensacionalista. As personagens são uni-dimensionais e quando existem situações de elevada carga emocional, a autora limita-se a descrever o «silêncio atónito» e os «olhares incrédulos», descrições pobres perante a magnitude do que se está a passar. A protagonista é uma sociopata e adepta de hebefilia (não uma pedófila); a sua total falta de empatia é assustadora e os capítulos finais, apesar de superficiais, resumem bem a sua vida patética.

Confesso que estive, por duas vezes, para pôr o livro de lado. Com tantos livros bons à espera, não preciso de andar a fazer fretes, mas a curiosidade levou-me a melhor; estive à espera de uma história que não aconteceu.

Fica a certeza que o tema foi tratado de forma trivial e um pretexto para cenas-choque. Não duvido que o livro seja falado e publicitado, mas num par de meses ninguém mais vai se lembrar dele.

**
(fraco)

17 de setembro de 2013

Sangue Final (saga Sangue Fresco #13)




Autor: Charlaine Harris
Género:
 Fantasia Urbana
Idioma: Português
Editora: Saída de Emergência
ISBN:  978-9-89-637555-3
Título original: Dead ever after
---

Sangue Final é o adieu, farewell à amiga Sookie. Depois de 13 anos de livros, naquela que foi uma colecção absolutamente viciante, divertida de ler e que vai deixar saudades (embora os últimos títulos não tenham sido os melhores nem os mais aliciantes), tive que me despedir das personagens que me habituei a seguir e que me acompanharam por todo o lado: transportes, praia, salas de espera, em viagem, foram vários os locais onde li as aventuras da telepata humana com uns pinguinhos de sangue fae.

O livro começa de uma forma diferente do habitual, com mais suspense e mistério. Há requintes de malvadez nos capítulos iniciais, até descobrirmos o porquê. Está a ser orquestrada uma trama pelos inimigos de Sookie Stackhouse, que por esta altura (13.º livro) já enchem uma sala; querem eliminar a jovem de vez e o plano é diabólico e implacável; no final da saga, as expectativas são altas.

OK, a aventura, a acção e o romance estão lá, as personagens são nossas conhecidas e o livro final promete sempre mais emoção. Afinal, é o final de um ciclo. Expectativas altas, novamente. Porém... à semelhança dos títulos mais recentes, Sangue Final é medíocre e fica aquém do esperado. É evidente que Charlaine Harris não soube manter o fio à meada do universo que vem construindo há anos, e isso decepcionou-me.

Ao contrário de várias críticas negativas que li, nomeadamente na Amazon americana, não me fez assim tanta espécie a pessoa com quem Sookie ficou no fim. O que me desgostou foi a falta de coerência com a história no global, 12 livros passados. O livro (e o final) pareceu apressado e insonso, o que não abona a favor da autora. Vou procurar outros livros de Harris, mas a forma como ela concluiu Sangue Fresco podia ter sido melhor, se bem que longe de inesperado (a qualidade da história já vinha a decrescer há uns livros atrás).

avaliação: *** (mediano)

1 de setembro de 2013

Sangue Impetuoso (saga Sangue Fresco #12)



Autor: Charlaine Harris
Género:
 Fantasia Urbana
Idioma: Português
Editora: Saída de Emergência
Páginas: 301
ISBN:  978-9-89-637450-1
Título original: Deadlocked
---

Sangue Impetuoso é o 12.º (o penúltimo) livro da saga Sangue Fresco e já começo a sentir a nostalgia. Durante meses, deliciei-me com as aventuras da loura (peituda) Sookie Stackhouse, uma empregada de bar do Louisiana que se vê envolvida num mundo sobrenatural que nunca imaginou que existisse, repleto de seres mágicos e aterradores, que usam o seu poder para influenciar terceiros, enriquecer ou ter poder. Ah, Sookie também é uma telepata, o que é mais uma maldição que uma peculiaridade, mas aprendeu a conviver com o seu dom e a usá-lo da melhor forma.

Desta vez, a nossa detective em part-time tem (mais) um homicídio para investigar. Uma rapariga de reputação duvidosa morre numa festa, dada por Eric, para uns vampiros poderosos; Sookie não fica contente com o sucedido, até porque a relação com o vampiro já viu dias melhores, e porque Eric é um animal político, perito em jogadas de bastidores, que parece mais interessado em manter o seu negócio do que em passar tempo com a namorada.

Felizmente, Sookie tem outras coisas a que dar atenção: a sua família fae vive um momento problemático e ela acaba envolvida, para não variar. E claro, não esquecer o cluviel d'or que a avó lhe deixou, um objecto mágico resultado do passado (oculto) da avó Adele, o que vai levar a revelações surpreendentes relacionadas com o mundo das fadas.

Eu gosto da protagonista e de muitos dos personagens criados por Charlaine Harris, os livros são super divertidos e a saga tornou-se um vício aprazível, mas nota-se alguma dificuldade em manter o interesse e a diversão nestes livros finais.É compreensível que a autora esteja a arrematar a história, a mostrar-nos o que a protagonista deseja para o seu futuro (uma família, desfrutar o sol e a vida, estar com os amigos humanos), mas esperava algo mais emocionante e condicente com o habitual; é ainda impossível ficar indiferente às pistas que Charlaine Harris tem "espalhado" nestes últimos 2 livros, o que deixa antever uma história a dar para o morna, na minha opinião.

Sangue Impetuoso tem Sookie, Eric, Pam e o resto da cambada, os cenários são familiares e o tom é fiel à colecção, mas fica aquém dos restantes livros (podem ler um excerto aqui) que li até agora.

avaliação: *** (mediano)

13 de agosto de 2013

Sangue Ardente (saga Sangue Fresco #11)



Autor: Charlaine Harris
Género:
 Fantasia Urbana
Idioma: Português
Editora: Saída de Emergência
Páginas: 288
ISBN:  978-9-89-637418-1
Título original: Dead reckoning
---

Sangue Ardente é mais uma oportunidade de voltarmos ao Louisiana e sabermos as novidades de Sookie. Este é o 11.º livro da saga Sangue Fresco (que são 13) e o final da colecção aproxima-se (oooh). Por isso, tenho lido os livros com mais calma e com mais atenção (p'ra render, confesso), e alguns detalhes deixam antecipar para onde caminha a história.

Desta feita, a nossa empregada de mesa e telepata favorita - sempre armada em detective - descobre muito do passado (oculto) da avó Adele, o que vai levar a revelações surpreendentes relacionadas com o mundo das fadas. Com Eric, as coisas também já viram dias mais soalheiros. A mudança do poderoso Victor Madden para a área, e a afronta directa ao poder local do viking, levam a que a tensão se instale e que Sookie se veja (yet again!) envolvida em jogos de intriga vampírica, sem esquecer a gestão delicada da relação com Eric.

Entretanto, o reaparecimento do casal de bruxos Amelia e Bob desanuvia o ambiente em casa de Sookie, que tenta não flipar com os familiares (e hóspedes permanentes) Claude e Dermot que têm uma agenda própria e uma vida paralela onde ela não é perdida nem achada.
 
Neste livro, é claro que estamos perante uma protagonista mais madura. Sookie tenta levar o seu dia-a-dia normalmente, mas desde que conheceu o vampiro Bill que tomou consciência de um mundo novo e perigoso. Em 2 anos (período temporal do livro), Sookie passou por muito, ganhou e perdeu amigos, testemunho a maldade e a violência extremas, esteve com a vida por um fio 1001 vezes, (des)apaixonou-se, viveu.
 
É visível o amadurecimento da personagem e a tentativa da autora Charlaine Harris em manter Sookie optimista e espevitada, mas perdeu-se frescura e nota-se algum desgaste na série e este livro é exemplo disso. Não é o mais entusiasmante nem o melhor conseguido, mas é bom entretenimento e um must para as fãs da fantasia urbana mais viciante dos últimos tempos.

avaliação: **** (bom)

30 de junho de 2013

Segredos de Sangue (saga Sangue Fresco #10)



Autor: Charlaine Harris
Género:
 Fantasia Urbana
Idioma: Português
Editora: Saída de Emergência
Páginas: 288
ISBN:  978-9-89-637364-1
Título original: Dead in the family
---

Segredos de Sangue traz-nos de volta Sookie Stackhouse, a telepata de Bons Temps que se vê envolvida nas lutas e intrigas do mundo sobrenatural.

Neste décimo volume da série, encontramos a habitual jovem cheia de garra e vontade de viver, mas cansada de tantas complicações à sua volta, a tentar lidar da melhor forma com a experiência traumática que viveu semanas antes. Apesar de gostar da sua vida, a nossa heroína questiona-se se vale a pena manter contacto regular com todos os seres sobrenaturais que fazem parte do seu quotidiano... sabendo que isso representa perigo acrescido.


O romance com Eric vai de vento em popa até à noite em que o seu criador, Ocella, aparece com um problema complicado a requerer a atenção e tempo do viking, o que lança Sookie em mais um turbilhão de emoções, incapaz de perceber a força dos laços que ligam os vampiros entre si e o comportamento do namorado.   

Entretanto, a jovem tenta acompanhar o seu primo Hunter o melhor que pode. O pequeno, filho de Hadley, é telepata como Sookie, e o pai não sabe como integrar o filho numa nova etapa que se aproxima: a entrada para a escola, e procura o conselho e ajuda de Sookie.


Ler um novo livro de Sangue Fresco é como nos sentarmos com uma amiga de longa data para saber as últimas novidades, tão familiarizados que estamos com a história. Os elementos de suspense e romance são doseados na medida certa e o final chega sempre rápido demais e é com curiosidade que nos lançamos ao livro seguinte.


avaliação: ***** (muito bom)

16 de junho de 2013

Sangue Mortífero (saga Sangue Fresco #9)



Autor: Charlaine Harris
Género:
 Fantasia Urbana
Idioma: Português
Editora: Saída de Emergência
Páginas: 320
ISBN:  978-9-89-637324-5
Título original: Dead and gone
---
Sangue Mortífero é o nono livro da saga Sangue Fresco, um enorme sucesso literário da escritora americana Charlaine Harris.

O enorme sucesso dos livros originou a série True Blood (Sangue Fresco em Portugal). A série não é fiel aos livros, acrescentando e omitindo personagens e situações. Tem ainda um forte cariz adulto.

Neste livro, Sookie continua longe de ter um quotidiano rotineiro; os lobisomens e os metamorfos decidem, à semelhança dos vampiros, revelar a sua existência e isso equivale a que o patrão do Merlotte's, Sam, se revele como tal, o que é acolhido sem sobressaltos, aparte alguns comportamentos fanáticos que rapidamente caem no esquecimento. Não ajuda quando uma metamorfa é encontrada crucificada no parque de estacionamento do bar, levando a uma onda de desconfiança e medo.   


Do lado da vampiragem, o Rei do Nevada envia um representante que faz a vida negra a Eric, que tenta conservar o seu poder e prestígio como xerife ao mesmo tempo que jura amor eterno à nossa telepata de serviço; todas as histórias de amor são complicadas e a deste casal não foge à regra. 


Para ajudar á festa, Sookie recebe a visita de Niall, que a avisa de uma guerra entre os da sua espécie, o que pode ser fatal para a jovem, por ser sua parente. Como se Sookie já não tivesse problemas suficientes, tem agora de estar alerta a algumas fadas malvadas de serviço, bem longe do estereótipo bondoso a que estamos habituados.

Claro que Sookie se safa sempre, mas a cada aventura, são mais as baixas que se somam e neste livro não é diferente. Uma mistura de policial e fantasia urbana, Sangue Mortífero entretém e confirma Sangue Fresco como umas das melhores saga do género.

Podem ler um excerto de Sangue Mortífero aqui.

avaliação: **** (bom)

1 de abril de 2013

Laços de Sangue (saga Sangue Fresco #8)



Autor: Charlaine Harris
Género:
 Fantasia Urbana
Idioma: Português
Editora: Saída de Emergência
Páginas: 288
ISBN:  978-9-89-637302-3
9789896372361
Título original: From dead to worse
---
Laços de Sangue é o oitavo livro da saga Sangue Fresco, numa saga de 13 livros (o último a ser lançado em Maio deste ano) pela autora americana Charlaine Harris.

O enorme sucesso dos livros (e das personagens) originou a adaptação televisiva: a série True Blood (Sangue Fresco, transmitida no canal MOV), com Anna Paquin no papel de Sookie. A série não é fiel aos livros, mas baseia-se neles, acrescentando ou omitindo personagens e/ou situações; tem também um forte cariz adulto, com muito sangue, violência e sexo.

Voltemos ao livro: Sookie Stackhouse tem 27 anos e trabalha como empregada de mesa no bar Merlotte's, na pequena localidade de Bon Temps, no pitoresco Louisiana. Sookie vive sozinha na casa de família, que lhe foi deixada em herança, e luta para pagar as contas. Tenta fazer a vida de uma pessoa normal, mas é impossível; a sua telepatia é demasiado apetecível para os vampiros da zona. E para os lobisomens. E para os metamorfos (a Sookie é uma moça ocupada, sem dúvida!).

Em Laços de Sangue, Sookie é apanhada no meio das lutas internas pelo poder, tanto do lado dos vampiros como dos lobisomens. O irmão, Jason, também precisa de ajuda no seu casamento com Crystal, que já viu melhores dias. Para compor o ramalhete, o seu laço de sangue com Eric forçam-na a desejar a companhia do vampiro com mais regularidade do que gostaria, o que não ajuda visto que o seu namorado oficial, Quinn, continua sem dar notícias.

Neste livro, voltamos aos cenários familiares de Bon Temps e Shreveport, depois da mudança do livro anterior (nos bastidores político-vampíricos, em Rhodes).

Continuo a achar as aventuras da Sookie bastante divertidas e ideais para as viagens casa-trabalho-casa. Confesso que, na conjuntura actual que enfrentamos e com o tempo nublado que teima em não dar lugar ao sol,
estes livros ligeiros são o escape perfeito para um universo quente, excitante e dinâmico, longe de um quotidiano rotineiro. Recomendo-os sem reservas e sei que vou ter saudades desta saga. Vejam também a série, se ainda não tiveram oportunidade de o fazer.

Podem ler um excerto (cerca de 70 páginas) de Laços de Sangue no site da editora Saída de Emergência, aqui.

avaliação: **** (bom)

17 de março de 2013

Sangue Felino (saga Sangue Fresco #7)



Autor: Charlaine Harris
Género:
 Fantasia Urbana
Idioma: Português
Editora: Saída de Emergência
Páginas: 288
ISBN:  978-9-89-637263-7
9789896372361
9789896372361
9789896372361
Título original: All together dead
---
Sangue Felino é o sétimo livro da saga Sangue Fresco, fruto da imaginação da americana Charlaine Harris. O enorme sucesso dos livros originou a série True Blood (Sangue Fresco em Portugal, transmitida no canal MOV), com Anna Paquin no papel principal.

Sookie Stackhouse é uma jovem de 26 anos, que vive na pequena e pacata localidade de Bon Temps, no norte do Louisiana. Trabalha como empregada de mesa, vive sozinha e luta para pagar as contas. É uma pessoa normal com uma habilidade extraordinária: é telepata. Ouvir os pensamentos alheios não a torna a pessoa mais popular de Bon Temps e contribui para alguma discriminação e isolamento social.

Porém, há criaturas que a acham apetecível, criaturas que existem no nosso mundo e passam mais ou menos incógnitas ao resto dos humanos: vampiros, lobisomens, fadas e até metamorfos. Até há dois anos Sookie vivia na mesma ignorância, mas desde que se apaixonou pelo vampiro Bill Compton que a sua vida é uma montanha-russa de emoções e situações perigosas.

Em Sangue Felino, Sookie é contratada pela rainha vampira (e soberana do Louisiana) Sophie-Anne para a acompanhar a uma cimeira (!) de vampiros em Rhodes, onde a monarca vai ser julgada pela morte de outro vampiro real, o rei do Arkansas. Sookie já desistiu de ter uma vida normal desde que despertou para a realidade que a rodeia e aproveita a sua habilidade para ganhar algum dinheiro. Mas vai arrepender-se, porque a viagem a Rhodes vai colocar humanos e sobrenaturais em perigo, no meio de traições, conspirações e atentados.


Apesar de mais político que todos os títulos anteriores, gostei da mudança de cenário e do desvio à temática habitual. A história é empolgante e actual, se estabelecermos o devido paralelismo com alguns acontecimentos que se passam no mundo (lutas pelo poder, intrigas, espionagem); as consequências do furacão Katrina também são mencionadas.

As aventuras da Sookie continuam divertidas e entretêm bastante nas viagens casa-trabalho-casa; vou continuar a "devorá-las". Ainda tenho 6 livros pela frente
(a saga tem 13). Estou a ler outros livros em simultâneo mas confesso que dou mais tempo a Sookie e companhia. É mais divertido e escapista, o que tendo em conta a realidade que temos actualmente, é sempre bem-vindo.

Podem ler um excerto (cerca de 80 páginas) do livro no site da editora, aqui.

avaliação: ***** (muito bom)

3 de março de 2013

Traição de Sangue (saga Sangue Fresco #6)



Autor: Charlaine Harris
Género:
 Fantasia Urbana
Idioma: Português
Editora: Saída de Emergência
Páginas: 288
ISBN:  978-9-89-637236-1
9789896372361
9789896372361
9789896372361
Título original: Definitely dead
---


Traição de Sangue é o sexto livro da saga Sangue Fresco, que transformou a americana Charlaine Harris num sucesso de vendas internacional e deu origem à série de televisão True Blood (Sangue Fresco em Portugal, é transmitida no canal MOV).

Sookie Stackhouse vive em Bon Temps, é empregada de mesa e... telepata. Ouvir os pensamentos alheios traz-lhe muitos dissabores e contribuem para algum isolamento social mas também a diferencia do resto dos comuns mortais, o que a torna extremamente apelativa a algumas criaturas que vivem, mais ou menos incógnitas, no nosso mundo: vampiros, lobisomens, fadas, metamorfos. A beleza e simpatia de Sookie, assim a sua curiosidade natural, têm o condão de envolvê-la em situações perigosas.

Em Traição de Sangue, Sookie vai reclamar a herança que lhe foi deixada pela sua prima Hadley, que se tornou uma vampira há uns anos e era a consorte favorita da rainha dos vampiros. Indiferente ao lesbianismo da prima, Sookie fica triste por perder um dos poucos familiares que lhe resta e viaja até Nova Orleães, onde Hadley morava e onde a aguardam mais aventuras. 


A saga Sangue Fresco não é nenhum prodígio literário mas entretém com'ó raio. É um prazer seguir as aventuras de Sookie e a forma desembaraçada como lida com as coisas. Há humor, romance, suspense e sexo, tudo em doses q.b. para nos manter na expectativa.

Os livros são divertidos e sempre a andar, num ritmo imparável. Gostei mais deste do que o livro anterior, o que aguça a vontade para o sétimo que se segue (a saga tem 13 livros).

Podem ler um excerto (cerca de 60 páginas) do livro no site da editora, aqui.

avaliação: **** (bom)

31 de janeiro de 2013

Sangue Furtivo (saga Sangue Fresco #5)




Autor: Charlaine Harris
Género:
 Fantasia Urbana
Idioma: Português
Editora: Saída de Emergência
Páginas: 256
ISBN:  978-9-89-637207-1
Título original: Dead as a doornail
---


Sangue Furtivo é o quinto livro da saga Sangue Fresco, que catapultou Charlaine Harris para a fama e deu origem à bem sucedida série de televisão True Blood.

Sookie Stackhouse vive em Bon Temps, é empregada de mesa e vive no nosso mundo, rodeada de vampiros, lobisomens e fadas, que são criaturas reais que andam entre nós. A capacidade em ler pensamentos alheios tornam Sookie apetecível para os seres sobrenaturais, que insistem em pedir-lhe ajuda e envolvê-la em mil peripécias.

Em Sangue Furtivo, Sookie está preocupada com o irmão, Jason, que se está a tornar um metamorfo, o que significa que a cada lua cheia, se irá transformar numa pantera.  A preocupação de Sookie intensifica-se quando um atirador furtivo começa a abater os metamorfos da zona. Sookie tem até à próxima lua cheia para descobrir quem está envolvido nestes ataques, de forma a tirar Jason de apuros. 


Entretanto, o lobisomem Alcide pede a ajuda da jovem para a eleição do novo alfa da alcateia de Jackson, onde o pai de Alcide se defrontará com o seu adversário até à morte. Sookie vê-se envolvida em mais complicações do que gostaria, mas nunca lhe falta sentido de humor perante a adversidade nem uma forma de escapar ilesa.

Tenho gostado bastante de ler os livros: são divertidos e têm um ritmo imparável. Mas neste quinto livro notei uma quebra de credibilidade na história (bem sei que o género em causa é fantasia) que me pareceram demasiado à la literatura juvenil: Sookie continua irresistível para todos os machos que se cruzem com ela  e a forma como escapa a cenários fatais às vezes cheira a esturro.

Em Sangue Furtivo, temos uma Sookie bastante mais atrevida, que namorisca a torto e a direito, desviando-se do que é habitual noutros livros. De notar que no primeiro livro da saga, Sookie não passava da empregada "esquisita" de quem quase toda a população de Bon Temps se mantinha ao largo; agora que não há lobisomem nem vampiro nem metamorfo que lhe resista, deixou de ser pessoa non grata.


Tirando isso, e porque o bom supera o menos bom nesta saga, vou continuar a ler Sangue Fresco. Pode ser que tenha sido um título mais desinspirado; acontece.

avaliação: **** (bom)
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...