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8 de novembro de 2012

Cycle of the Werewolf

Autor: Stephen King
Género:
Terror

Idioma:
Inglês
Editora: New English Library
Páginas: 128
ISBN: 978-04500058783



Avaliação:
*** (mediano)

Cycle of the Werewolf foi editado nos anos 80, em pleno boom do cinema temático sobre lobisomens (The Company of Wolves, The Howling, An American werewolf in London). O mestre da literatura de terror não ficou indiferente e lançou este livro, uma colaboração com o ilustrador Berni Wrightson.

O livro tem cento e poucas páginas e devora-se numa jornada diária nos transportes para o trabalho (em menos de 2 horas). Tem 12 capítulos, um por cada mês do ano. Li no site do autor que o projecto inicial era para ser um calendário, mas cresceu, manteve as ilustrações e converteu-se num mistério: quem será o habitante de Tarker's Mill que se transforma num lobisomem nas noites de lua cheia e devora os seus habitantes?

O que podemos contar num livro escrito por King? A habitual caracterização cuidada das personagens e uma reviravolta que pretende ser surpreendente... não o sendo; na realidade, a identidade da besta é algo previsível. Porém, a história lê-se com interesse e gostei das ilustrações, que retratam os ataques mensais do lobisomem; requisitei o livro da biblioteca municipal,
por isso o saldo é positivo.

Cycle of the Werewolf foi adaptado ao cinema pouco tempo depois da sua edição; em Portugal, o livro tem o título d'O segredo da bala de prata
.

2 de agosto de 2011

Carrie



Autor: Stephen King
Género:
Terror

Idioma: Português
Editora: Bertrand Editora
Preço: € 15
ISBN:  978-9-72-251763-8
Tradução: Maria Filomena Duarte
Título original: Carrie

Avaliação:
****
(bom)


Carrie foi, em 1974, o romance de estreia de Stephen King, o mestre da literatura de terror.

O seu trabalho mais cru (parafraseando o autor) e considerado um clássico do terror, é alvo de constantes reedições.

A história centra-se em Carrie White, uma adolescente de 16 anos cuja
existência é atormentada pelo fanatismo religioso da mãe, uma mulher instável que transformou uma rapariga com tudo para ser normal numa jovem mulher medrosa e acanhada, sem um pingo de auto-estima. Na escola, Carrie é o bombo da festa e a sua timidez está no centro de todas as partidas.

«Eles irão sempre rir-se de ti!»

Mas Carie tem um dom... o seu poder telecinético. Tem o poder de interagir com o mundo material com a mera força do pensamento, um poder manisfestado esporadicamente em episódios de infância mas que cresce na proporção em que Carrie passa do estádio infantil para o pré-adulto.

E é esta capacidade extraordinária vai permitir à protagonista vingar-se de todas as vezes em que foi enxovalhada, num acumular de situações que a transformam numa bomba prestes a explodir. E a cidade de Chamberlain não mais voltará a ser a mesma...


O livro tem uma forte temática de sangue: sangue como pecado, sangue como sexo, sangue como purificante. É um elemento presente em todas as cenas, que dá ao livro um ambiente peculiar. Há uma aura subtil de terror subjacente a todo o livro, numa previsão da qualidade literária de King.

Como vi o filme (leiam a minha apreciação aqui) antes de ler o livro, não pude deixar de evocar algumas cenas em que Carrie (interpretada por Sissy Spacek) aparecia coberta de sangue e olhar alucinado, qual anjo vingador.

Tanto o livro como o filme são boas experiências, abordando as relações humanas, a adolescência e o bullying de uma forma assombrosa.


Este livro não teria sido publicado se a esposa de King não o tivesse ido buscar ao caixote de lixo, onde o autor o meteu, por achar que não tinha qualidade suficiente. Ela adorou Carrie e convenceu-o a enviar o manuscrito às editoras; o resto é história.

6 de maio de 2011

Escrever - memórias de um ofício

Autor: Stephen King
Género: Autobiografia / Escrita criativa
Idioma: Português
Editora: Temas e Debates
Páginas: 256
Preço: € 18
ISBN:  978-9-72-759459-7
Título original: On writing: a memoir of the craft


Avaliação: ***** (muito bom)

«Se não tem tempo para ler, não tem tempo nem ferramentas para escrever.»

Neste livro, dividido em duas partes, King desvenda-nos os segredos e ferramentas da sua arte. A primeira parte é uma autobiografia, com enfoque no seu percurso literário, a segunda parte um guia do escritor.

Começamos com um passeio pelas memórias do mestre do terror: infância, adolescência, primeiros passos no mundo editorial, sucesso mundial, experiência de vida. Longe de ser uma leitura monótona, ajuda-nos a perceber como as situações passadas ajudaram o fazer de King o escritor que ele é, não sendo necessário ter uma vida fora do comum para escrever sobre o sobrenatural e o bizarro.

A segunda metade é um guia para o aspirante a escritor. Stephen King começa por dizer, sem peias, que não vê com bons olhos os workshops de escrita criativa e cursos derivados.

Para ele, se alguém não tiver o que é necessário para escrever - «the package» -, dificilmente o adquirirá em cursos. A chave é amar a leitura, ler muito (mesmo muito muito muito) e saber o que se quer fazer com as ideias que se tem a fervilhar no cocuruto. Os conhecimentos de gramática, léxico e sintaxe ajudam, mas tudo se resume a duas máximas:

1) ler muito
2) escrever muito

King descreve pormenorizadamente o seu processo de criação e incentiva os aspirantes a seguirem-no ou a adaptarem-no a si. Dá dicas e recomenda alguns livros que o influenciaram ou a que ele tira o chapeau pela qualidade e/ou técnica.

Stephen King, goste-se ou não da sua obra, é uma referência para todos os que gostariam de escrever dentro do género; em Escrever - memórias de um ofício chega até ao leitor facilmente, numa narrativa simples, directa e, acima de tudo,  útil.

3 de dezembro de 2010

A caixa em forma de coração

Autor: Joe Hill
Género:
Terror

Idioma: Português
Editora: Civilização
Páginas: 324
Preço: € 16,66
ISBN:  978-9-72-262555-5
Título original:
Heart-shaped box

Avaliação:  **** (bom)

A caixa em forma de coração é o primeiro livro que leio de Joe Hill.

Agradou-me a sinopse da história, que é interessante, e o facto do autor ser filho de Stephen King ajudou na decisão de compra. Criaram-se, assim, algumas expectativas.


Foi com satisfação que comecei a ler a história da ex-estrela de rock Judas "Jude" Coyne, um coleccionador do macabro, que compra num leilão da internet o fato assombrado de um homem morto.

Joe Hill não demora a entrar na acção e os primeiros capítulos do livro são muito bons, mas os dois terços que se lhes seguem têm muito menos fôlego e inspiração.

O livro tem um ponto forte inegável: o seu protagonista. Cinquentão e excêntrico, Jude vive isolado com os seus dois amados cães e uma namorada gótica 30 anos mais nova; a sua ligação com o mundo exterior é feita através do seu assistente pessoal, um aspecto que privilegia; Jude não faz grande fé na natureza humana. Pelas suas características, torna-se mais interessante assistir à sua mudança à medida que o fantasma que assombra o fato do homem morto começa a fazer as suas aparições e a manifestar as suas intenções.

Estas primeiras cenas são as melhor conseguidas do livro, verdadeiramente atmosféricas e assustadoras, e
A caixa em forma de coração vale muito por isso. Daí para a frente há uma quebra no ritmo e na atmosfera, sendo que o autor não consegue compensar-nos até ao final, que acaba por não exceder as expectativas nem primar pela originalidade, o que acaba por ser surpreendente, pois esperava um final tão bom como a introdução da narrativa, o que não aconteceu e influenciou a minha ideia global do livro.

Apesar disso, prefiro a forma com Joe Hill escreve em comparação com Stephen King; Hill cria uma dinâmica mais fluída e agradável de ler, mas em ideias e imaginação King ganha-lhe aos pontos.


Lê-se, mas está longe de ser extraordinário.
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