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28 de abril de 2020

Alien


Autor: Alan Dean Foster
Género: Terror, Ficção Científica
Idioma: Inglês
Páginas: 288
Editora: Titan Books (e-book)
Ano: 2014
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Alien - o 8.º passageiro é um filme de culto.

É também um dos meus filmes favoritos dentro do género de terror, tendo envelhecido muito bem (é de 1979).
 
Escrito por Alan Dean Foster, o livro aprofunda a descrição das personagens e inclui cenas que não entraram no final cut do filme, o que oferece a oportunidade de apreciar o filme de uma forma diferente após a leitura, tornando a narrativa mais envolvente e aumentando o suspense.
«I’m not afraid of the dark I know. It’s the dark I don’t that terrifies me.»
Uma das partes mais desenvolvidas é a interação da tripulação. Assim, percebemos melhor os conflitos que surgem e o que motiva as suas decisões no filme. O autor não só faz justiça ao guião como ainda o melhora - gostei especialmente do capítulo que desenvolve a expedição dos três membros da tripulação ao planeta árido onde Kane é infectado.

Por outro lado, a heroína de serviço, Ellen Ripley, não é favorecida no livro, sendo descrita como uma pessoa beligerante e arrogante, com dificuldade em comunicar com os colegas. O seu diálogo com Ash, o andróide, também é diferente do do filme, assim como algumas mortes.

Não sou de ler novelizações mas como fã da saga Alien só haveria ganhos na leitura; acabei por apreciar ainda mais (!) o filme.

*****
(muito bom)

17 de abril de 2020

Kin


Autor: Kealan Patrick Burke
Género: Terror
Idioma: Inglês
Duração: 11h e 2m
Editora: Crossroad Press (Audible)
Ano: 2013
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Depois de Sour Candy, voltei a ler Kealan Patrick Burke.

Em Kin mergulhamos no universo que referecia filmes como Texas chainsaw massacre e Wrong turn, onde um grupo de jovens se vê alvo de um grupo primitivo e saguinário. Não é da preferência de todos mas eu gosto de livros e filmes de terror e quando são bem feitos (e louvados por isso), não deixo passar.

Num dia quente de Verão, nos arredores de um lugar no Alabama, Claire Lambert cambaleia nua e meio cega. É a única sobrevivente de um pesadelo que vitimou o seu grupo de amigos e receia que os assassinos (o clã Merrill) voltem para a matar.

É regastada e semanas depois, quando ainda dorme mal e vive em sobressalto, percebe que o desejo de se vingar é mais forte. Com alguns aliados, volta a uma América rural e com uma ética própria, onde não é claro quem é amigo e quem é inimigo.

Habitualmente, assistimos ao desenrolar dos actos violentos; aqui, um dos focos é na sobrevivente e na família das vítimas. O outro é na família de assassinos, a maioria crianças ensinadas a matar por pais que são predadores com uma moral distorcida (Mama-in-bed e Papa-in-gray são arrepiantes).

Kin é gráfico e muito bem escrito. Não são muitos os autores que conseguem conciliar os dois - Kealan Patrick Burke é talentoso. As críticas positivas são justificadas e resulta muito bem em audiolivro.
****
(bom)

24 de março de 2020

Horrorstör


Autores: Grady Hendrix, 
Michael Rogalski (ilustrador)
Género: Terror
Idioma: Inglês
Páginas: 240
Editora: Quirk Books (e-book)
Ano: 2014
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Este é o segundo livro que leio de Grady Hendrix, depois do excelente We sold our souls.

Em Horrorstör, Hendrix debruça-se sobre o sector do retalho. O livro em papel, concebido para ter a aparência de um catálogo do IKEA, é genial, com cada capítulo ilustrado por um produto disponível na loja ORSK - uma cópia fictícia do gigante IKEA -, cenário da acção. Eu li o e-book, que não é tão fixe, mas que ainda assim resulta bem graficamente.


Algo estranho está acontecer na ORSK do Ohio. Ultimamente, a equipa que abre a loja descobre estantes Kjërring desmontadas, dejectos nos sofás Brooka e copos estilhaçados. Como as câmaras de vigilância não mostram nada de anormal, um grupo de funcionários decide ficar depois do fecho.
«Work gives you a goal. It lets you build something that lives on after you’re gone. Work has a purpose beyond making money.»
À noite, na escuridão, o interior da loja é labiríntico, os barulhos e estalidos multiplicam-se. O showroom, projectado para forçar os clientes a moverem-se no sentido anti-horário, presos num frenesim de consumismo durante o dia, é o palco de algumas entidades sombrias quando cai a noite.

Horrorstör é um romance à parte. Por detrás do grafismo inovador, está uma crítica da sociedade de consumo extrema e uma sátira da filosofia corporativa, tudo misturado num romance horripilante.

****
(bom)

1 de março de 2020

Sour candy

 
Autor: Kealan Patrick Burke
Género: Terror
Idioma: Inglês
Páginas: 67
Editora: Amazon (Kindle)
Ano: 2015
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Phil Pendleton está feliz e sente que a vida não lhe poderia correr melhor. Numa passagem por um Walmart para comprar uns doces para passar o dia a ver filmes enroscado com a namorada, presencia uma cena perturbante: uma criança em plena birra e uma mãe apática, incapaz de controlar o petiz, enquanto as pessoas em volta tentam não julgar muito... sem sucesso.

Momentos mais tarde, fora do supermercado, Phil é protagonista de uma cena que vai virar-lhe a vida do avesso. O miúdo que há pouco chorava não o perde de vista e chama-o de pai, e não há nada que Phil possa dizer que convença as pessoas à sua volta que isso não é verdade. Parece um episódio à "Twilight Zone".

«Four months to the day he first encountered the boy at Walmart, the last of Phil Pendleton's teeth fell out.»
Toda a gente parece crer que a criança lhe pertence, e a própria garante que são uma família e que sempre viveram juntos. Seguem-se semanas de terror, onde Phil questiona se terá perdido a sanidade... 
 
Sour Candy é uma leitura rápida e intensa, e deliciosamente bizarra. Kealan Patrick Burke transmite com mestria a inquietação e desespero de Phil, e todo o ambiente de tensão.
 

A reviravolta final é bem imaginada e surpreendente. Sendo um conto de pouco mais de 60 páginas, fiquei com pena de não ver desenvolvidos alguns aspectos porque acho que havia potencial para isso.

Um autor recém descoberto que fiquei com curiosidade em seguir.

****
(bom)

16 de fevereiro de 2020

We sold our souls


Autor: Grady Hendrix
Género: Terror
Idioma: Inglês
Páginas: 337
Editora: Quirk Books (e-book)
Ano: 2018
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Kris Pulaski tem 47 anos e acorda todos os dias com uma sensação de vazio. Actualmente faz o turno da noite num hotel mas na sua juventude foi guitarrista dos Dürt Würk, uma banda de heavy metal.

A banda preenchia Kris, dava-lhe vida, e após anos de viagens desconfortáveis e de concertos em bares que mal pagavam o combustível, quando surgiu a hipótese de um contrato que trazia segurança e mais conforto, parecia que a dedicação tinha, então, dado frutos.

Porém, algo aconteceu nessa noite - a noite do contrato - e anos mais tarde, apenas o vocalista, Terry Hunt, alcançou o estrelato; todos os outros membros da banda deixaram a música, e estão mais ou menos conformados.

«A girl with a guitar never has to apologize for anything.»

Mas Kris não se consegue lembrar de tudo o que aconteceu nessa noite, e há pormenores que não batem certo. Ultimamente, isso consome-a ao ponto de não conseguir pensar noutra coisa; decide contactar os ex-membros da banda, o que a leva a confrontar as escolhas que fez no passado.

We sold our souls é um livro aliciante, que se lê em poucos dias. Para um fã de música em geral é bom mas para um fã de metal é ainda melhor. Há várias referências no livro que passarão ao lado de pessoas que não conhecem o género, mas mesmo sem isso, é uma história que entretém - com isso, é uma leitura excelente. O início de cada capítulo contém uma notícia, um excerto de uma entrevista ou de um programa de rádio para ajudar a situar a acção e a fornecer alguns detalhes extra.

Há uma crítica directa do autor ao mundo da música e de como os artistas são seduzidos a "vender-se", a reinventar-se ou a tornar a sua música mais comercial - e as consequências de manter ou mudar o som original.

Como é um livro de terror, há a nuance sobrenatural, assente na ideia de que a alma de Kris terá sido a moeda de troca para o sucesso de Terry Hunt. Porém, a premissa vai mais além, e de uma forma bem conseguida pelo autor. A escrita é inteligente e visual, com algumas cenas arrepiantes; é um livro de terror muito bem feito, com uma protagonista forte e credível, que dá gosto seguir. Há também uma personagem secundária, que acrescenta bastante aos arrepios e ao tom de terror.

Adoro descobrir novos autores! Em Portugal, actualmente, há apenas um título disponível traduzido (e não é este): O exorcismo da minha melhor amiga. Já procurei por outros livros de Grady Hendrix e pareceram-me todos interessantes - dois dos quais a ler em breve.

*****
(muito bom)

14 de novembro de 2018

The cabin at the end of the world



 Autor: Paul Tremblay
Género: Thriller, Terror
Idioma: Inglês
Páginas: 288
Editora: William Morrow (Kindle)
Ano: 2018
ASIN: B074DTFY26
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The cabin at the end of the world é uma mistura bem sucedida de terror e thriller.

Logo no início do livro somos apresentados a Wen, filha adotiva do Pai Andrew e do Pai Eric, um casal gay que achou boa ideia arrendar uma cabana remota junto a um lago, algures em New Hampshire. Não há vizinhos num raio de alguns quilómetros nem há rede de telemóvel. O cenário é aparentemente perfeito para umas férias em família.

Andrew e Eric conseguem proporcionar a Wen o contacto com a natureza. São vários os mergulhos no lago, a apanha de gafanhotos, o desfrutar da imensidão verde. De lado ficam as preocupações com os ursos, os mosquitos ou em retocar o protector solar.

Mas a chegada de quatro estranhos, trazendo consigo armas artesanais, vem quebrar a paz familiar. Os quatro, liderados pelo "bom" gigante Leonard, dizem não querer fazer mal a ninguém mas trazem más notícias: um membro da família terá de ser sacrificado ou o apocalipse virá. E são os membros da família quem deve escolher quem será o sacrificado... Naturalmente, isto coloca-lhes um dilema moral que testa os limites do seu amor, mas que permite também explorar os temas da fé, da lealdade, do amor e do sacrifício, tudo num cenário de terror e violência crescentes, à medida que os estranhos vão ficando impacientes.

Porém, por mais angustiante que a acção seja, há calor na representação da pequena família de Eric, Andrew e Wen. Até os estranhos que invadem a cabana e sequestram os protagonistas não são os monstros unidimensionais a que estamos habituados - a caracterização é cuidada e os diálogos muito bons; fiquei bem impressionada com a acção e o ritmo da estória mas um pouco menos com o final.

The cabin at the end of the world é o primeiro livro que leio de Paul Tremblay, mas espero ler outros em breve.


****
(bom)

10 de janeiro de 2015

A semente do diabo (Rosemary´s baby)


Autor: Ira Levin
Género:
Terror
Idioma: Inglês

Páginas: 256
Editora:
Pegasus Books

Ano:
2011
ISBN: 978-145-3217542
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A semente do diabo (Rosemary´s baby) é considerado um dos clássicos definidores do género de terror. Adaptado ao cinema, por Roman Polanski, um ano após a edição, foi um best seller que vendeu milhões de exemplares e se tornou o livro de terror mais vendido da década de 60.

Passada em Nova Iorque, a história segue Rosemary e Guy Woodhouse, um casal de recém casados à procura de uma casa maior para constituírem família. Ao visitarem o edifício Bramford, ficam interessados num dos apartamentos; apesar de um amigo os avisar do historial negro do prédio, o casalinho não se deixa dissuadir e aluga a casa.

Guy, um actor que aguarda pelo papel que o lançará na ribalta, passa o dia em castings e filmagens, deixando a Rosemary a função de transformar a nova casa num lar. Os seus vizinhos do lado são um excêntrico casal de velhotes que não perde uma oportunidade de socializar; Rosemary acha-os inconvenientes, mas Guy afeiçoa-se a eles e tenta inclui-los em tudo.

Quando um actor importante cega subitamente, Guy é chamado para o substituir, despertando a atenção da indústria. À medida que os papéis se sucedem (e Hollywood deixa de ser uma miragem), Guy começa a falar em ter filhos, deixando Rosemary nas nuvens. Quando a jovem engravida, tem dores constantes e sente-se isolada, convivendo apenas com Guy e os vizinhos séniores, enclausurando-se no Bramford e alienando família e amigos.

A semente do diabo é um livro interessantíssimo, bem escrito e que prende do início ao fim. Polanski adaptou-o soberbamente. O terror é gradual, as peças vão-se juntando com mestria e os personagens estão bem estruturadas e são memoráveis; o final é bom.

Já está na altura de uma reedição deste livro em Portugal, ainda mais com a adaptação televisiva de 2014, com Zoe Saldana - que já está na lista para ver em breve.

****
(bom)

16 de agosto de 2014

20th century ghosts


Autor: Joe Hill
Género:
Contos/Terror
Idioma: Inglês

Páginas: 383
Editora: Gollancz (Kindle edition)
Ano: 2008
ISBN:  978-0-575-08308-0
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Gosto de terror: de o ler e de ver séries e filmes. Apanho grandes "barretes" e muita coisa mázinha, mas quando acontece o contrário, é uma alegria! Apetece dizer a toda a gente!
 
Joe Hill é dos mais recentes autores premiados no género e com todo o mérito. Filho do horror icon Stephen King, provou que tem qualidade e valor por si só; o meu livro favorito dele é o fantástico Cornos (o filme estreia este ano). Quando gostamos de um autor, é uma delícia descobrir, e ler, as obras mais antigas e é isso que tenho feito.

20th century ghosts é um livro de contos, nem todos de terror; os meus favoritos nem são os mais sombrios. Há contos bons e outros menos assinaláveis; no meio de 16 histórias, há muita variedade. Ficam na memória os que realmente gostei:

- Best New Horror: Eddie Carroll é um editor desanimado. Quando lê Buttonboy, não descansa enquanto não arranja uma forma de conhecer o autor e propor-lhe a edição de uma história tão perturbadora que não pode ser verdade...

- 20th Century Ghost

- Pop Art: uma premissa inicialmente tão ridícula não deixa adivinhar a melhor história de todo o livro; dois rapazes outsiders tornam-se os melhores amigos, apesar de um deles ser insuflável... dos melhores contos que já li, com uma mensagem muito bonita. 

 
- You Will Hear the Locust Sing

- Abraham's Boys


- Better Than Home


- The Black Phone: um rapaz é raptado e trancado numa cave; numa parede está um telefone antigo que começa a tocar, apesar de estar desligado...


- In the Rundown


- The Cape: Eric é um miúdo de 7 anos que consegue voar graças a uma capa que a mãe lhe costurou; já adulto, tenta perceber porque tem uma vida tão miserável sendo tão especial.


- Last Breath
: o Dr. Allinger mantém há décadas o Museu do Silêncio, composto por dezenas de frascos que contêm o último fôlego dos moribundos, entre anónimos e famosos. O museu atrai cépticos e crentes, mas a todos o ex-médico recebe com simpatia e mostra orgulhosamente a engenhoca que lhe permite reunir a sua colecção peculiar.

- Dead-Wood


- The Widow's Breakfast


- Bobby Conroy Comes Back from the Dead


- My Father's Mask
: um adolescente é forçado a ir de fim-de-semana com os pais, que contam as histórias mais mirabolantes e inventam os jogos mais absurdos apesar do filho já ser crescido; desta vez, dizem que as "pessoas do baralho de cartas" vêm buscá-los e têm de fugir... uma história estranha e memorável.  

- Voluntary Committal
: Nolan é um rapaz normal com um irmão esquizofrénico, com quem não consegue comunicar. Morris passa os dias de volta dos seus fortes feitos de cartão, autênticos labirintos de que apenas ele consegue escapar.

- Scheherazade’s Typewriter 


Algumas histórias são bastante boas, imaginativas ao ponto de pensarmos «onde é que ele foi desencantar esta ideia?» e outras nem por isso, o habitual num livro de contos.

Joe Hill é (ainda e infelizmente) um autor algo desconhecido em Portugal. É pena. Fica a divulgação.

****
(bom)

5 de julho de 2014

A canção de Kali


Autor: Dan Simmons
Género:
Terror
Idioma: Português

Páginas: 296
Editora:
Clássica Editora

Ano:
1993
ISBN:  978-972-561215-6
Título original: Song of Kali
Tradução: João Barreiros
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Este livro foi o primeiro que li de Dan Simmons, na primeira vez que fui de férias com a minha cara-metade, na primeira (e única) vez que acampei. Ufa. Na altura, já lá vão uns anitos, gostei menos do livro; ao relê-lo recentemente, descobri outras cores e novos arrepios.
 
Robert Luczak, poeta, jornalista e editor, é enviado a Calcutá para recuperar um manuscrito inédito do poeta indiano M. Das, desaparecido há dez anos. Leva consigo a esposa indiana, Amrita, e Victoria, a filha bebé. Desde o início Calcutá revela-se hostil, ameaçadora e sombria. Amrita não reconhece ali a Índia onde nasceu e Luczak não compreende a falta de humanidade e a imundície que envolve tudo. As descrições que ele faz tornam Calcutá repugnante, como se fosse o último lugar onde se quer estar.

Este é o ponto forte do livro, com Calcutá a tornar-se uma personagem central, uma antagonista implacável para aqueles que a habitam e visitam, nomeadamente para Luczak, que percebe rapidamente a dificuldade da tarefa que lhe coube, navegando numa cidade deprimente e escura.

Um dos pontos menos conseguidos é a tradução e algumas gralhas, quiçá devido ao ano da edição. A história não sofre com isso, mas distrai-nos da leitura momentaneamente. A capa é folclórica na sua recriação da figura de Kali. Perdeu-se uma boa oportunidade de inspirar no leitor o temor que o narrador menciona quando na presença da deusa. Para compensar isso, utilizei as várias memórias que tenho do filme Indiana Jones e o Templo Perdido, um dos meus filmes favoritos de miúda. É apenas um extra, uma vez que Simmons é um mestre a descrever vividamente tudo o que o protagonista vê e percepciona. A acção é uma espiral descendente, com algumas surpresas e algum mistério, presidida pela deusa hindu da morte e da destruição.

A canção de Kali é uma leitura atmosférica e envolvente, com um desfecho que pedia mais impacto; gostei de algumas partes terem ficado em aberto.

Sigo para outros autores, mas em breve voltarei a Dan Simmons.

****
(bom)

17 de maio de 2013

The Academy




Autor: Bentley Little
Género:
Terror
Idioma: Inglês
Editora: Signet
Páginas: 391
ISBN:  978-0-45-1224675
9789896372361
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Este é o terceiro título que leio de Bentley Little, depois de The Ignored e The Store.

O autor caracteriza-se pelo uso de temas mundanos com reviravoltas fantásticas, onde o horror acontece nos locais mais inesperados.

The Academy segue a transição de uma escola secundária de pública para privada, no meio de promessas de melhoria nas notas, da qualidade de ensino e dos programas a leccionar. A maioria dos encarregados de educação e professores estão entusiasmados ao início, mas à medida que mais e mais regulamentos e regras peculiares vão sendo implementados, e a directora se torna cada vez mais déspota, torna-se claro que o caminho escolhido foi o errado.

«The only question is, is this a charter school because it's evil, or is it evil because it's a charter school?»

O mesmo dilema experienciam os alunos, que vivem aterrorizados com as situações surreais que começam a acontecer nas salas de aula e no recinto escolar. Estranhamente, apenas algumas pessoas não parecem afectadas pelo estranho ambiente que se vive na John Tyler High School, mas com o liceu a tornar-se cada vez mais sombrio e assustador, é tudo menos conveniente dar voz a essas dúvidas, sob pena de se desaparecer de um dia para o outro ou de surgir no dia seguinte como que lobotomizado.
  
The Academy tem várias personagens e diversas situações, o que é bom. Porém, as personagens estão longe de serem complexas e as situações credíveis, porque há alguns fios soltos no enredo e muitas ideias ao molho, entre crítica social e ocultismo (uma combinação especialmente infeliz aqui). O final não ajuda, porque parece demasiado repentino depois de um investimento de mais de 350 páginas.

Bentley Little escolheu enveredar por uma narrativa mais explícita desta vez e a qualidade global ressentiu-se, apesar de se ler com expectativa e ter algumas boas ideias que apenas foram mal exploradas. Não é o melhor que já li dele mas sei que melhores livros virão.

avaliação: *** (mediano)
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