Autor: Anita Shreve
Género: Romance
Idioma: Português
Páginas: 416
Editora: Edições Asa
Género: Romance
Idioma: Português
Páginas: 416
Editora: Edições Asa
ISBN: 978-972-413946-3
Título original: Fortune's Rocks
Título original: Fortune's Rocks
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Orgulho-me de ser eclética, o que se estende às artes, especialmente na música e na literatura. Leio
livros de todos os géneros e não discrimino temas, embora tenha preferências.
A praia do destino foi uma oferta do meu amigo J., um livro que está na estante há anos e no qual decidi pegar depois da minha última leitura, As virgens suicidas, um livro sombrio e pesado que pedia uma leitura seguinte mais leve e positiva.
A acção passa-se no despertar de uma nova era, em 1900. Olympia Biddeford é uma jovem de 15 anos com uma educação apurada, convicta das suas opiniões. Filha única, tem no pai o seu maior impulsionador intelectual, que a instiga a ler autores inteligentes e desafiantes. Na casa dos Biddeford, os jantares e convívios são frequentes, e a família divide o tempo entre Boston e Fortune's Rock, onde passa os Verões.
No Verão em que completa 16 anos, Olympia apaixona-se perdidamente, um amor que vai desafiar as convenções da época: o seu eleito é John Haskell, um médico e pai de família, casado e vinte e cinco anos mais velho. A história de amor entre ambos é tão intensa que nenhum mede realmente as consequências até ao dia em que são descobertos e ambas as famílias veêm o seu mundo virado ao contrário, com Olympia a ter de lutar contra preconceitos e a ruína familiar.
A história é simples o suficiente para não criar grande expectativa, mas o que se destaca e me fez continuar a ler foi o estilo da autora, elegante e directo, sem nunca cair no exagero. As personagens estão longe de serem perfeitas (Olympia é menor quando se envolve voluntariamente com Haskell) e são credíveis ao ponto de ter pensado em dar um par de estalos à protagonista, uma narradora sincera e frontal com algumas escolhas questionáveis e o egoísmo próprio da idade.
A autora consegue manter o interesse do leitor com arte e introduz reviravoltas interessantes, abordando problemas sociais e culturais da época, mas mantendo o enfoque da acção na protagonista, uma jovem privilegiada que nunca chega a passar necessidades dignas desse nome mas cuja força interior é um exemplo.
A praia do destino foi uma oferta do meu amigo J., um livro que está na estante há anos e no qual decidi pegar depois da minha última leitura, As virgens suicidas, um livro sombrio e pesado que pedia uma leitura seguinte mais leve e positiva.
A acção passa-se no despertar de uma nova era, em 1900. Olympia Biddeford é uma jovem de 15 anos com uma educação apurada, convicta das suas opiniões. Filha única, tem no pai o seu maior impulsionador intelectual, que a instiga a ler autores inteligentes e desafiantes. Na casa dos Biddeford, os jantares e convívios são frequentes, e a família divide o tempo entre Boston e Fortune's Rock, onde passa os Verões.
No Verão em que completa 16 anos, Olympia apaixona-se perdidamente, um amor que vai desafiar as convenções da época: o seu eleito é John Haskell, um médico e pai de família, casado e vinte e cinco anos mais velho. A história de amor entre ambos é tão intensa que nenhum mede realmente as consequências até ao dia em que são descobertos e ambas as famílias veêm o seu mundo virado ao contrário, com Olympia a ter de lutar contra preconceitos e a ruína familiar.
A história é simples o suficiente para não criar grande expectativa, mas o que se destaca e me fez continuar a ler foi o estilo da autora, elegante e directo, sem nunca cair no exagero. As personagens estão longe de serem perfeitas (Olympia é menor quando se envolve voluntariamente com Haskell) e são credíveis ao ponto de ter pensado em dar um par de estalos à protagonista, uma narradora sincera e frontal com algumas escolhas questionáveis e o egoísmo próprio da idade.
A autora consegue manter o interesse do leitor com arte e introduz reviravoltas interessantes, abordando problemas sociais e culturais da época, mas mantendo o enfoque da acção na protagonista, uma jovem privilegiada que nunca chega a passar necessidades dignas desse nome mas cuja força interior é um exemplo.
Uma
boa leitura, claramente feminina.
****
(bom)

