7 de maio de 2012

A casa secreta

Autor: Nicci French
Género: Policial/Thriller
Idioma: Português
Editora: Quetzal
Páginas: 324
Preço: (aprox.) € 7
ISBN:  978-9-72-564483-6
Título original: The safe house

Avaliação: *** (mediano)

Nicci French é o pseudónimo do casal de autores Nicci Gerrard e Sean French, que se especializaram na escrita de policiais e thrillers. Em Portugal, têm vários dos seus livros traduzidos; depois d'O mundo dos vivos, este é o segundo que leio deles.

Em A casa secreta, seguimos a vida de Samantha Laschen, uma médica especialista em perturbações de stress pós-traumático. Farta do rebuliço londrino, Sam muda-se com a filha, Elsie, para a região costeira de Essex. Porém, a sua nova casa está longe de ser o esperado refúgio. Justamente por ser isolada, torna-se o local escolhido pela polícia para refugiar Fiona Mackenzie, uma jovem que sobreviveu a um ataque brutal que vitimou os pais. Assim matar-se-iam dois coelhos de uma só cajadada: esconder Fiona dos jornalistas e reabilitá-la pelo trauma que sofreu com a ajuda de uma especialista na área.

A história é interessante de seguir, embora os capítulos iniciais relatem mais a perspectiva da polícia do que a da Dr.ª Sam Laschen, que ocupa o grosso do livro. Assim que as circunstâncias do ataque a Fiona é descrito a fundo, focamo-nos na sua relação com Sam e a filha Elsie, que aprendem a viver como uma família na casa de Essex. Há mais sub-enredos na história, além da relação entre Sam e Fiona; aliás, há coisas a mais para pouco mais de 300 páginas, na minha opinião: a relação amorosa turbulenta entre Sam e Danny, a forma insultuosa como a investigação policial é conduzida, com as autoridades a espelharem uma apatia e incompetência gritantes e os problemas da protagonista com o seu novo chefe; é muita coisa ao mesmo tempo.

O que acontece nos capítulos finais, é que a acção passa à velocidade de cruzeiro, com a revelação do autor do crime contra Fiona e os pais assim como de muitos pormenores sobre várias personagens, alguns menos previsíveis, o que é bom. Mas o que mais desilude é o final aberto, feito para deixar um sentimento de inquietação mas que me deixou desapontada (sou uma fã de agatha Christie, gosto de tudo arrematado no final)
, o que é uma pena, visto que A casa secreta tem todos os ingredientes para ser um thriller excelente... não tivesse ficado pendente na resolução.

3 comentários:

Rafeiro Perfumado disse...

A partir do momento em que traduzem "safe" para "secreta", estavas à espera do quê?

Beijoca!

PS: diz-me que vou fazer enter e não terei de provar que sou ujm robot...

Rafeiro Perfumado disse...

Obrigado, obrigado, obrigado!

Barroca disse...

gosto de policiais, arrisco sempre mesmo quando cheira a xaropada (e a títulos mal traduzidos); i'm a sucker!

(sou bué de fixe, pá! tinha a verificação por defeito)

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