8 de fevereiro de 2015

Hotel du Lac


Autor: Anita Brookner
Género:
Romance
Idioma: Português

Páginas: 200
Editora:
Bertrand Editora

Ano:
2011
ISBN: 978-972-2522694
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Edith Hope é uma escritora que se instala num selectivo hotel suiço depois de um acontecimento marcante. Forçada ao exílio pelos amigos mais próximos, que esperam que ela volte depois de "recuperar o juízo", Edith passa os dias em calmo isolamento, trabalhando num livro.

O hotel está na sua época baixa, antes de encerrar durante os meses de Inverno, e os hóspedes são poucos. Quando não está a escrever, Edith dá passeios solitários entre o hotel e a vila mais próxima, contempla o lago e observa a rotina dos restantes hóspedes.

Vamos então percebendo que o hotel é o cenário das mais variadas dinâmicas, onde cada um interpreta o seu papel, desde as snobs Pusey à reservada Madame de Bonneuil, passando pela extravagante Monica (e a sua cadela Kiki) e pelo mundano senhor Neville.

Pouco a pouco, vamos percebendo o que aconteceu a Edith e por que é que ela é como é: uma mulher apagada, tímida, que tem sempre em conta a opinião dos outros. E ressalvo o pouco a pouco porque Hotel du Lac tem um ritmo indolente e bucólico.

Apesar de bem escrito, a história é relativamente banal, embora demoremos a perceber isso. Este livro ganhou o Booker Prize em 1984 e eu esperava um livro melhor. Achei-o demasiado vagaroso e as personagens pouco nítidas, como se toda a acção fosse como um sonho. Vago, vago, vago.

De vez em quando, a narradora surpreende-nos com um comentário mais perspicaz, antes de se diluir na mediocridade por que pauta os seus dias no hotel. Acredito que o intento seria esse e tem a sua mestria na forma como está feito (por Anita Brookner), mas quando penso neste livro, apetece-me bocejar. Nem o facto de as personagens secundárias se irem revelando torna a história mais interessante, pois é tudo muito insonso.

Hotel du Lac é subtil, tão subtil que o seu efeito passa rapidamente e acredito que o esquecerei rapidamente. Edith Hope não é uma personagem marcante, e a sua viagem de auto-descoberta não o chega a ser, na minha opinião e não querendo desvendar nada, pois tudo o que ela fazia (antes do exílio no hotel) é o que a define como pessoa e o final é apenas a confirmação de que sempre foi, o que mostra que uma viagem de auto-descoberta pode não levar a lado algum senão ao ponto de partida.

***
(mediano/razoável)

2 comentários:

Isaura Pereira disse...

Olá!

Já tinha visto este livro há imenso tempo na biblioteca da minha zona e na altura achei interessante e estive para requisitá-lo. Mas depois de ler algumas opiniões obre ele mudei de ideias. Diziam ser um livro um pouco aborrecido, lento e "normal" para aquilo que se esperava. A tua opinião vem confirmar ainda mais que não tenho mesmo vontade em ler o livro. É pena. Apesar de tudo gostei da sinopse.

Boas leituras.

barroca disse...

Oi, Isaura!

Eu também achei a sinopse interessante, por isso é que o trouxe. Estava hesitante entre 3 livros e veio este, e esperava uma história menos pastelona; bem, não se pode acertar sempre! ;)

Boas leituras.

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