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13 de março de 2016

Um caso tipicamente Inglês (série Selchester #1)



Autor:
Elizabeth Edmondson
Género:
Crime
Idioma: Português

Páginas: 368
Editora:
Edições Asa

Ano:
2016

ISBN:
978-989-2334264
Título original: A man of some repute (A very English mistery #1)
 
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Hugo Hawksworth e a irmã Georgia mudam-se de Londres para Selchester quando aquele é destacado para um outro departamento dos Serviços Secretos, longe do reboliço da capital. 

Desanimados com a perspectiva de viver num lugarejo onde não se passa nada, rapidamente são surpreendidos com o ambiente, as pessoas e a descoberta de um esqueleto no castelo onde estão alojados temporariamente, dando início a uma investigação empolgante. Afinal, a vida no campo é uma surpresa!

O livro é publicitado como sendo um mix da elegância de Downton Abbey e da astúcia de Agatha Christie. Um caso tipicamente Inglês de Downton Abbey tem os aristocratas e as mansões e de Agatha Christie tem um crime por resolver envolto nas habituais tramas e intrigas de localidade pequena.

Dito isto, e apesar de esperar mais do livro, gostei. Gostei mais das personagens e menos do mistério, gostei mais do ambiente de cidade pequena com todas as suas dinâmicas características e menos do final, que me pareceu algo atabalhoado.

Ao pesquisar mais sobre a série (que tem mais livros), descobri que a autora faleceu no inicio deste ano, deixando uma obra de 9 livros, dos quais conto ler mais alguns. Que descanse em paz.  

***
(mediano/razoável)

23 de novembro de 2014

Encontro em Bagdad / A Ratoeira


Autor: Agatha Christie
Género:
Policial
Idioma: Português

Páginas: 338
Editora:
Livros do Brasil

Colecção: Vampiro Gigante
Ano:
1982
ISBN: 978-972-3803549
Título original: They came to Bagdad / The mousetrap
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Alguns anos da minha adolescência foram passados a ler Agatha Christie, na altura editada pela Livros do Brasil na colecção Vampiro Gigante.

Passadas tantas décadas, a Dama do Crime continua a reinar. Os seus livros têm reedições frequentes, adaptações televisivas e teatrais e até videojogos. As obras da inglesa são intemporais, valem por si só e são um prazer de (re)encontrar. É muito raro eu reler seja o que for, mas abro uma excepção para a galeria de personagens de Agatha Christie (Poirot é o meu detective favorito).

Neste livro, a autora mostra como é versátil. Nenhuma das histórias tem os seus detectives de serviço mas mantêm a qualidade habitual.

Encontro em Bagdad é uma história de intriga internacional, centrada na jovem Victoria Jones, com tanto de imaginativa como de ingénua. Farta de ser uma estenógrafa medíocre (que lhe garante empregos a condizer com a qualidade do seu trabalho), viaja para um país desconhecido para seguir um rapaz com quem trocou meia dúzia de palavras um dia, no parque. Chegada ao Iraque, vê-se envolvida numa situação de vida e morte para o qual não está preparada e que envolve espiões e uma trama política elaborada.

A Ratoeira é um clássico whodunit, onde um grupo de estranhos está fechado num hotel durante uma tempestade, quando uma das hóspedes é assassinada. Esta história, adaptada ao teatro, está há 62 anos em cena; no final de cada espectáculo, é pedido ao público que não revele a identidade do assassino, mas qualquer fã que se preze sabe ao que vai. Uma história cheia de suspense onde o talento da escritora brilha alto.

Agatha Christie foi um portento, com as suas obras recriadas por inúmeros escritores. Não há maior elogio a um autor.

****
(bom)

8 de janeiro de 2014

As investigações de Poirot


Autor: Agatha Christie
Género:
Contos/Policial
Idioma: Português

Páginas: 176
Editora:
Edições ASA

Colecção: Obras de Agatha Christie
ISBN:  978-97-2414356-9
Título original: Poirot investigates
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Sou uma fã de Agatha Christie desde a adolescência. O belga Hercule Poirot, com as suas fantásticas «célulazinhas cinzentas», é o meu detective favorito e crescer a ler os seus casos (e os insultos velados q.b. ao Hastings) sempre foi um deleite.

Este ano, a minha segunda leitura foi um retorno à Dama do Crime, com est'As investigações de Poirot, 11 contos com Poirot e Hastings como protagonistas. Escrito em 1924, foi um dos primeiros livros de Christie.

Há variedade no tipo de crimes, não há apenas homicídios: raptos, roubos, espionagem; em todos eles, a inteligência do hercúleo detective é procurada por alguém, os factos são apurados, ele senta-se a analisar e, et bien, tira a solução da cartola em menos de nada. 

Esta dinâmica resulta melhor em alguns contos do que em outros, sendo que alguns são demasiado breves para atingir a qualidade potencial e outros parecem demasiado complexos para uma solução tão rápida.

No global, é um livro razoável mas longe da genialidade costumeira, que pode ser comprovada em livros mais longos. Além disso, prefiro os contos de Christie sem Poirot, ele brilha é nos romances, onde a sua genialidade pode ser atestada em pleno.

Segue a lista dos contos. Destaquei os meus favoritos, a saber:

1- A aventura de «A Estrela Ocidental»
2- A tragédia de Marsdon Manor
3- A aventura do apartamento barato
4- O mistério do pavilhão de caça
5- O roubo das obrigações de um milhão de dólares
6- A aventura do túmulo egípcio
7- O roubo de jóias no Grand Metropolitan
8- O rapto do primeiro-ministro
9- O desaparecimento de Mr. Davenheim
10- A aventura do aristocrata italiano
11- O caso do testamento desaparecido


*** 
(razoável/mediano)

2 de outubro de 2013

O adeus a Tom Clancy aos 66 anos


Tom Clancy morreu, ontem à noite, num hospital em Baltimore, Maryland. O grupo editorial Penguin, que agenciava Clancy, não adiantou a causa da morte.
 
O autor celebrizou-se na escrita de thrillers políticos e de espionagem, que sempre alcançaram grande sucesso.
 
O seu primeiro grande êxito, Caça ao Outubro Vermelho, é de 1984. Depois disso seguiram-se vários outros, como The Sum of all Fears, Red Storm Rising, Patriot Games e Clear and Present Danger, títulos que deram origem a filmes protagonizados por actores cimeiros, como Sean Connery e Harrison Ford.

Fonte: telegraph.co.uk
Tom Clancy admitiu, em entrevista, que o seu sonho era publicar um livro, apenas um, mas bom o suficiente, para que figurasse no catálogo da Biblioteca do Congresso. Foi bem mais além: escreveu mais de vinte livros de ficção, vendeu mais de 50 milhões de cópias e viu a maioria adaptada ao grande ecrã e ao mundo dos videojogos.

A publicação do seu próximo livro, a título póstumo, Command Authority, está prevista para 3 de Dezembro.

Leiam a notícia no DN Artes e no Telegraph.