3 de agosto de 2014

I hate everyone... starting with me


Autor: Joan Rivers
Género:
Humor
Idioma: Inglês

Páginas: 271
Editora: Berkley (Kindle edition)
Ano: 2012
ISBN:  978-1-101-58088-2
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I hate everyone... starting with me é um livro escrito pela comediante norte-americana Joan Rivers. Aqui no país, não sei se muita gente a conhecerá; entra num programa chamado Fashion Police, que é transmitido no canal E! (para quem tem cabo, per supuesto!)
Nunca tinha lido nada dela mas pelo que vi na televisão, o tom não foi surpreendente. É o género de linguagem e humor que a caracterizam quando a vejo na televisão: linguagem cáustica e crítica, implicando com tudo e mais alguma coisa, desde a aparência pessoal à família. Joan aposta num humor corrosivo e agressivo e num discurso que mistura xenofobia e insultos gratuitos.
Love may be a many-splendored thing, but hate makes the world go round. If you think I’m kidding, just watch the six o’clock news. The first twenty-nine minutes are all about dictators and murderers and terrorists and maniacs and, worst of all, real housewives. And then, at the very end of the show, there’s a thirty second human-interest story about some schmuck who married his cat. I rest my case.

Fazendo jus ao título do livro, ela odeia toda a gente, ela própria incluída: goza imenso acerca das dezenas de plásticas e tratamentos que já fez (tem 80 anos e está tão repuxada que já pagou metade da hipoteca do cirurgião plástico), brinca com os tiques e tradições familiares judeus (Joan é judia), inclui-se nas várias críticas da vida fútil de Hollywood.

I hate everyone... starting with me está dividido pelos vários ódios de estimação da autora: manias, modas, hábitos, esterótipos, tiques das celebridades, os dogmas de Hollywood.

Obviamente que ler um livro que começa cada parágrafo com «odeio...» não nos eleva o espírito, mas este é um livro de humor e tem o seu enquadramento; quem não gostar do género de piadas (há inúmeros géneros de humor), pode ler outra coisa.
Dentro do género, gostei; há alguma repetição de piadas nos capítulos finais, mas nada grave. Arrancou-me algumas gargalhadas, o que não é nada mau, principalmente depois de um dia de trabalho menos... alegre.
I hate it when I read an obit that says, “Molly Fishman, 102, suddenly.” Excuse me? She’s 102! How sudden could it have been? She’s been old since the Truman administration. The woman’s been hunched over in her wheelchair, with her tongue on the footrest since 1992; shouldn’t someone have seen her demise coming???
Livros como este são bons para ler e pôr a circular no grupo de amigos; a chance de uma releitura é escassa e dá-se a hipótese a outros de se divertirem com o bota-abaixo omnipresente (ou de se sentirem ofendidos).

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(mediano/razoável)

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