16 de setembro de 2014

O silêncio dos inocentes


Autor: Thomas Harris
Género:
Policial/Thriller
Idioma: Português

Páginas: 306
Editora:
Editorial Notícias

Colecção: Made in USA
Ano:
2000
ISBN: 978-972-4610801
Título original: The silence of the lambs
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Sou fã de Hannibal Lecter desde a excelente adaptação a cinema de Jonathan Demme, que arrecadou cinco Óscares e deu a Anthony Hopkins o papel da sua carreira (a sua interpretação é perfeita e arrepiante).

Ultimamente, o meu gosto pela personagem foi aguçado pela incrível série de televisão Hannibal, e tive curiosidade em saber mais sobre a história e as personagens criados por Thomas Harris há mais de 30 anos (xiii, o tempo passa ligeiro). Como nunca tinha lido os livros, e a terceira temporada da série só chega no próximo ano, lancei-me à colecção.

O silêncio dos inocentes centra-se em Clarice Starling, a acabar o curso de agente do FBI, a quem é dada a oportunidade de entrevistar o Dr. Hannibal "Canibal" Lecter, um psicopata (e psiquiatra reconhecido) preso por assassinar e devorar as suas vítimas. A ideia é obter um conhecimento mais aprofundado dos assassinos em série, mas a peculiar colaboração entre ambos faz avançar o caso mais mediático do momento, o de Buffalo Bill, um homem que rapta e esfola as sua vítimas e cujos intentos são ainda desconhecidos.

Com a sua inteligência e franqueza, Starling conquista Lecter, que vê nela uma hipótese de sobreviver à prisão onde o encerraram para sempre. As cenas entre os dois são magnéticas e Buffalo Bill é um serial killer tão sinistro e calculado que só uma grande mente o apanharia (e com ajuda, claro). Neste livro, os mauzões ganham em tudo: carisma, inteligência, complexidade. É entusiasmante ir fazendo o puzzle a cada nova pista e revelação. 

Apesar de já ter visto o filme várias vezes, gostei bastante do livro e algumas partes foram surpreendentes q.b., porque há sempre omissões e alterações na adaptação a cinema. Foi giro verificar que uma das frases mais famosas do filme não foi tirada ipso verbo do livro: quando o infame Lecter diz que comeu o fígado de um censor «with some fava beans and a nice Chianti», numa das cenas-ícone do filme, no livro, o vinho é outro, é um Amarone.

O livro é muito bom e ganha com a adaptação a cinema, porque é impossível não imaginar Sir Anthony Hopkins, e é superior. Thomas Harris estava muito à frente do seu tempo e o livro tem uma astúcia e originalidade actuais e rivaliza com os melhores policiais das últimas décadas; Hannibal Lecter é dos melhores vilões de todos os tempos. Estou ansiosa pelos restantes livros.

*****
(muito bom)

4 comentários:

Fiacha disse...

Olá,

Dos poucos casos em que considero o filme melhor que os livros, é que o filme é mesmo BRUTAL

Bjs

barroca disse...

Olá, Fi!

O filme é espantoso e o Thomas Harris só criou um dos melhores antagonistas de todos os tempos, interpretado por um Anthony Hopkins claramente inspirado. ;) bjo.

nuno chaves disse...

Continua a a ser dos meus favoritos!!! e continua a ter lugar de destaque na minha estante.
Desisti de ver a série, que não superou nem de longe as minhas expectativas!
Hannibal é um personagem fascinante! (Anthony Hopkins é fabuloso)!
Li este livro à muitos anos, assim bem como resto dos livros de Harris, acerca deste inesquecível personagem: Dragão Vermelho, Hannibal e A Origem do mal.
Espero que um dia Harris regresse com este personagem.

barroca disse...

Olá, Nuno!

Concordo que o Lecter é uma personagem incrível, adoro todas as cenas em que ele entra, tudo o que diz... sou mesmo fã!

Mas eu gostei da série, embora seja uma outra abordagem e um outro Lecter. Assim, vou enchendo a barriga com os livros e a série! eh eh eh!

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