17 de outubro de 2017

Little Children


Autor: Tom Perrotta
Género:
Romance
Idioma: Inglês

Páginas: 336
Editora:
St. Martin's Paperbacks

Ano:
2004

ISBN: 0-312-99032-4
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Bem-vindos ao típico subúrbio americano: populado pela classe alta, belas vivendas de 2 andares com relvados verdejantes e carros recentes, parques infantis sempre lotados onde os utentes debitam filosofias de vida e conselhos de como educar os filhos - como ser pai é deixar de ser egoísta e aprender a viver para uma outra pessoa, atingindo uma consciência superior.

Nem todas as personagens de Little children – todos eles residentes na mesma área - são assim: temos pais aborrecidos para lá do imaginável, cansados da sua prole, altamente susceptíveis ao adultério; pais que se esquecem de embalar lanches e peluches preferidos; ou os que andam com os filhos no parque a horas pouco recomendáveis, mesmo quando um ex-recluso (condenado por se ter exibido a uma menor) se muda para a vizinhança… há aqui um real desejo de fuga.

Tom Perrotta não poupa as suas personagens, é satírico no seu retrato, mas há um cuidado em humanizar sem ceder ao sentimentalismo.

Uma das protagonistas é Sarah, que não se identifica com as outras mães que passam o tempo a falar dos filhos e se sente isolada e sem amigos. Em casa, ela e o marido tornaram-se estranhos. A única coisa que a ajuda a suportar a rotina é Todd, um pai dono de casa que também leva o filho ao parque todos os dias e bastante cobiçado pelas mulheres da vizinhança. A solidão e o tédio vão levar a que tenham um caso amoroso que se torna um dos dramas centrais do livro, mas há outros dramas em abundância.

Little children não é livro que nos faça sentir bem nem tem personagens simpáticas mas está muito bem escrito, não é previsível e é interessante.

Este foi o primeiro livro que li de Tom Perrotta e não será o último.

****
(bom)

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