5 de fevereiro de 2013

Jaws / Tubarão




Autor: Peter Benchley
Género:
Thriller
Idioma: Inglês
Editora: Random House
Páginas: 288
ISBN:  978-0-449-21963-8
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Jaws / Tubarão marcou a minha infância, quando deitei mãos a uma cópia VHS esquecida num armário lá de casa. Na altura, os filmes de terror já me fascinavam e davam um nervoso miudinho, se bem que os via entrecortados (tapava os olhos em muitas cenas), mas o filme de Spielberg vi-o todo, em êxtase. Claro está que os mergulhos na praia e corridas com colchões no verão desse ano ressentiram-se; imaginava o bicho com aquela boca toda a vir ao de cima em todo o lado, mesmo que estivesse numa barragem.

Anos mais tarde, já adulta, e depois de ter revisto o filme várias vezes, reconheci outroa aspectos interessantes na história de
Jaws / Tubarão além da besta em si, como as dinâmicas políticas e sociais de Amity e a figura de Quint, e decidi ler o livro. Na altura, meti os garfos numa edição do Círculo de Leitores e não fiquei impressionada, ao que a tradução não ajudou, sei-o hoje. Recentemente, vi o livro em inglês para Kindle a menos de 6 euros, e não hesitei.

Amity é uma localidade pacata, famosa pelas suas praias, que vê a sua população triplicar assim que chega o tempo quente. Porém, uns dias antes da enchente humana, ocorre a morte brutal de uma jovem, cujas partes mastigadas que dão à costa indicam um tubarão branco enorme, um culpado improvável em águas tão quentes e pouco profundas. O chefe de polícia de Amity, Brody, cede à pressão do presidente da câmara e restantes membros da assembleia municipal e decide manter a divulgação do acontecimento o mais discreta possível, esperançado que seja um caso isolado e que o "peixe" (termo usado na grande maioria das páginas) vá dar à barbatana para outro lado. Quando isso não acontece, temos a fórmula para o pânico colectivo, que vai afectar todos em Amity, seja em terra ou no mar.


Há várias diferenças na acção do livro, nomeadamente a nível de personagens. Porém, o livro de Peter Benchley consegue deixar-nos nervosos, tal como o filme, embora se foque em aspectos diferentes, com o autor a privilegiar as relações humanas e jogos de poder municipais enquanto que o realizador se focou na vertente catástrofe e na caçada ao tubarão. No filme adoramos o pescador Quint, no livro desprezamo-lo. Pessoalmente, prefiro o Quint do filme mas gosto do sal que Benchley dá aos Brody no livro.

Sou fã do livro e do filme, embora o filme seja mais empolgante, obviamente. Recomendo uma dose de cada, de preferência antes da época balnear.


avaliação: **** (bom)

2 comentários:

Liliana Lavado disse...

Não sabia que havia livro :P (que ignorância!) LOL

barroca disse...

Sempre que um filme resulta, tem um romance ou conto por trás! ;)

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