5 de agosto de 2020

Barbarians: how the baby boomers, immigration, and islam screwed my generation


Autor: Lauren Southern
Género: Comentário Social
Idioma: Inglês
Páginas: 90
Editora: CreateSpace Publishing (Kindle)
Ano: 2016
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Pela Amazon, consigo “requisitar” livros para o meu Kindle (via Prime Reading), que funciona como a requisição de livros numa biblioteca. De tempos a tempos, vejo que títulos estão disponíveis, privilegiando novos autores e temas que não são os meus predilectos, como os políticos.

Barbarians é uma leitura rápida que condensa conteúdo que daria para um livro com o triplo do número de páginas. Lauren Southern, a autora, é uma vlogger e activista política de origem canadiana. É uma nacionalista conservadora anti-multicultarismo. Nunca tinha ouvido falar dela.

O livro tem um início estruturado. O primeiro capítulo intitula-se “The West is Dying” e critica o niilismo da sociedade moderna, a busca pela gratificação imediata e a obsessão com o sexo. A autora argumenta ainda que há uma falta de valorização da cultura ocidental e culpa o sistema educativo actual, que exalta os valores orientais em detrimento dos ocidentais.

«I was taught that war, when conducted by communists, terrorists and agitators, is peace. That freedom, when exercised by cishet [cisgender heterosexual] men is slavery. And most horribly, that ignorance is strength.»

Pouco depois, Lauren Southern começa a "disparar" em todas as direcções, comentando sobre a imigração em massa e a economia, ligando-os ao multiculturalismo, uma combinação que critica duramente:

«Unchecked immigration by low-skilled workers attacks the economy from two directions: first, the number of shiftless immigrants grows the welfare state at the expense of the private sector. Second, even those who work hard siphon money out of our domestic economy and send it back to their own countries, which boosts those countries at our expense.»

Seguem-se mais comentários sem um fio condutor, considerações sobre globalismo, como solucionar o problema da imigração em massa, a perda de soberania do ocidente e da liberdade de expressão, incentivando as gerações mais jovens a inserirem-se e a modificarem o contexto político actual.

O conteúdo e as ideias são de direita, com uma retórica incendiária. Não há lugar a subtileza. Depois da argúcia, classe e raciocínio de autores como Douglas Murray, Barbarians assemelha-se a um folheto escrito às três pancadas.

Apesar de ter aparecido como recomendação de leitura, desta vez o algoritmo da Amazon não esteve bem.

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(fraco)

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