8 de setembro de 2024

'Os Melhores Contos da Fábrica do Terror – Vol. 2' - lançamento em Lisboa

Olá a todos os leitores do blogue!

Surreal... foi a sensação que tive quando soube que ia ser publicada pela primeira vez, corria 2021.

Este ano tenho a satisfação, e imenso orgulho, de o fazer pela quinta vez! Tem sido um percurso feito com muito gosto.

Tenho o privilégio de partilhar o mesmo volume com outros 53 autores, numa edição que reúne 54 contos em português, já publicados digitalmente, intitulada Os melhores contos da Fábrica do Terror – Vol. 2.

O meu conto intitula-se Apocalipse, que se foca na forma desastrosa como tratamos o nosso planeta, e as consequências que resultam do desrespeito para com o meio ambiente. É um assunto actual e que todos nós sentimos no dia a dia, na qualidade do ar, da água, na mudança das estações e na meteorologia inconstante.

 

Fonte: Fábrica do Terror

Mas há muitos outros contos, com temáticas diversas: morte, religião, ciência, mentes perturbadas, obsessão, rituais, superstição, etc. Convido-vos a descobrirem novos autores e, quiçá, a reencontrarem outros. Arrepios garantidos.

Infelizmente, não vou poder estar presente no evento, mas se puderem passar por lá, todos os autores agradecem.

MotelX - lounge em frente ao Cinema São Jorge, Lisboa
Sábado, 14 de Setembro, às 19:00 - entrada livre

Podem adquirir o livro através do site da Fábrica do Terror.
 
Apoiem a literatura portuguesa. 💜 
 
Esta é uma edição da Fábrica do Terror, uma plataforma digital co-fundada por Pedro Lucas Martins, Ricardo Alfaia e Sandra Henriques, com o objectivo de ser um portal de divulgação para o terror, em todas as suas vertentes artísticas, made in Portugal.

9 de agosto de 2024

Rouge

 


Autor: Mona Awad
Género: Terror
, Contemporâneo
Idioma: Inglês

Páginas: 384

Editora: Barnes & Noble

Ano: 2023

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Rouge é o meu primeiro livro de Mona Awad.

Foi nomeado para o “Goodreads Best Horror” em 2023 - venceu Holly de Stephen King.

Belle é jovem e obcecada por vídeos de cuidados da pele, cumprindo um regime de beleza pleno de séruns, cremes e exfoliantes dispendiosos.

Quando a mãe, com quem tem uma relação distante, morre inesperadamente, Belle viaja até à Califórnia para tratar do património e das dívidas da progenitora.

O aparecimento de uma mulher de vermelho no funeral, e a sua mensagem peculiar, levam Belle a investigar “La Maison de Méduse”, um spa luxuoso que a mãe costumava frequentar. Nesse espaço, Belle descobre a obsessão da mãe, e dela própria, com o espelho e a aparência.

«No one knows what’s inside grief. Anything at all can be there

Classificado como terror gótico contemporâneo, Rouge explora a indústria da beleza e as relações entre mães e filhas, com enfoque nos padrões impossíveis de beleza e na perda de entes queridos.

Apesar de ser bastante floreado e extravagante, eu adorei o estilo de escrita e o vibe surreal da história.

Belle é uma personagem complexa que suscita simpatia. Várias cenas parecem um sonho febril, onde somos expostos a uma variedade de estados mentais. Há várias questões ao longo das quase 400 páginas; no final, tudo se encaixa.

Recomendo sem reservas

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(muito bom)

16 de junho de 2024

Cadernos da Água

 

Autor: João Reis
Género: Romance

Idioma: Português

Páginas: 248

Editora: Quetzal Editores

Ano: 2022

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Esta é a minha estreia com João Reis, escritor e tradutor de línguas nórdicas.

Cadernos da Água mergulha o leitor num mundo assolado pela seca, pelas guerras da água e pelo rescaldo de uma pandemia.

Ao longo de quase 250 páginas, vivemos num mundo distópico onde os portugueses se tornaram migrantes climáticos, em fuga de um Portugal desidratado, que os países do Norte europeu recusam acolher.

A falta de água, a guerra global, a violência impune de grupos paramilitares, o aparecimento de novos vírus, e a falta de solidariedade são manifestações deste futuro (muito) próximo.

Há vários narradores em Cadernos da Água, mas a voz dominante é a de Sara, que regista, num caderno, o seu quotidiano num campo de refugiados, onde vive com a filha; o marido está em parte incerta.

A história, habilmente urdida pelo autor, é tão aterradora como magnética, com muitos momentos desconfortáveis, onde o ser humano é mostrado nas suas diversas facetas.

Uma leitura excelente.

Numa entrevista, João Reis confirmou que o final de Cadernos da Água potencia uma eventual sequela, para a qual já terá algumas notas.
 

 «Aviso à população

Devido às inúmeras vicissitudes que o país tem sofrido, e que incluem a constante falta de material médico e produtos alimentares, avisa-se a população civil de que a reprodução humana se encontra uma vez mais proibida.

SALVE-SE: POUPE ÁGUA»

 

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(muito bom)