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26 de maio de 2020

O Alquimista


Autor: Paulo Coelho
Género: Auto-ajuda, Motivacional
Idioma: Português
Páginas: 108
Editora: Planeta (ebook)
Ano: 1988

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Publicado em 1988, O Alquimista foi o livro que lançou o brasileiro Paulo Coelho para a ribalta.

Paulo Coelho nasceu em 1947, no Rio de Janeiro. Tem os seus livros traduzidos em dezenas de idiomas e recebeu prémios literários na Austrália, nos EUA, na França, e em Itália. É o escritor brasileiro mais vendido e lido no mundo.

Apesar disso, nunca senti vontade de o ler. Mesmo tendo umas poucas amigas que mo aconselhavam... mas cujos gostos literários não eram concordantes com os meus. Não aconteceu.

Recentemente, durante o período de confinamento, eu e a uma amiga decidimos fazer uma leitura conjunta de um livro com poucas páginas e tema acessível. Dos candidatos, ganhou O Alquimista, o livro que permaneceu na lista de bestsellers do New York Times durante anos.

A história: um jovem pastor tem o sonho recorrente de um tesouro escondido e das pirâmides egípcias. Decide ir em busca do tesouro, encontrando pelo caminho várias personagens que lhe transmitem ensinamentos, entre os quais os conceitos da Lenda Pessoal, da Alma do Mundo e da Linguagem Universal. A busca pelo tesouro despoleta, assim, um processo de enriquecimento espiritual e o leitor tira(ria) vantagem das várias revelações a par com o protagonista.

N'O Alquimista, o autor não descreve fisicamente as personagens além do género, focando-se antes nas roupas e acessórios que usam. Isso torna a história mais universal, sem associações extra que poderiam desviar a atenção do que é importante: a mensagem. Isto porque o tesouro acima mencionado é uma metáfora para o auto-conhecimento.

A escrita é pontuada por frases simples e curtas, que permitem ler o livro de uma assentada ou fazendo paragens e retomar a leitura sem perder o fio à meada.

«Quando você quer uma coisa, todo o Universo conspira para que possa consegui-la.»
 
A centena de páginas da edição que li resumem-se a um conjunto de banalidades num tom religioso que rapidamente se torna monótono. A história não é desenvolvida, o protagonista não é interessante nem multidimensional (novamente a vagueza da universalidade), algumas frases soam estranhas mesmo se lidas em voz alta (vejo algum conteúdo made in Brasil mas leio pouco em Português do Brasil, pelo que admito que a falha aqui pode ser minha), não há elevação espiritual. Certamente que o facto das minhas expectativas serem elevadas não ajudaram.
 
Gostaria de ter apreciado o livro (a minha amiga gostou bastante) mas não o achei estimulante de todo. Vago e sem estrutura, desinspirado até, apesar das entrevistas que li em que Paulo Coelho diz que sonhou com o livro, viajou até ao Egipto e sempre acreditou que esta história singraria. E fê-lo, mas eu nada colhi.

Leio todos os géneros literários e já li bons livros de auto-ajuda/motivacionais, com trajectórias espirituais inspiradoras, alguns dos quais têm um apontamento aqui no blog: Can't hurt me, The choice, A gata do Dalai Lama, The art of happiness. Há vários outros títulos que ainda não li e que me inspirarão tanto como O Alquimista inspirou outras pessoas; isso consola-me.
 
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(fraco)

13 de maio de 2020

A arte subtil de saber dizer que se f*da

 
Autor: Mark Manson
Género: Desenvolvimento Pessoal
Idioma: Inglês
Duração: 5h e 18min
Editora: Harper Audio
Ano: 2016
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Nunca tinha ouvido falar do autor antes de ver este livro à venda. Não sabia que mantinha um blog de sucesso nem que é um coach com um número significativo de adeptos.


A mensagem deste livro, empacotada de forma irreverente com um título colorido, foge à linguagem tradicional dos livros de auto-ajuda mas acaba inevitavelmente por abordar vários aspectos do desenvolvimento pessoal.

Os capítulos iniciais, não sendo extraordinários, são os melhores. O autor partilha a sua história, explica-nos como chegou até onde chegou, o que o levou à mudança; rapidamente desce em interesse e relevância. Resume-se a meia hora de substância em mais de cinco horas de escuta.

Não sou o público-alvo deste livro. Algumas tiradas são sexistas, muitas outras são superficiais. Muitas ideologias são abordadas superficialmente, mas há livros inteiramente dedicados ao estoicismo, ao budismo, ao existencialismo, para quem quiser aprofundar o conhecimento. Mas as que são evocadas são-no feitas a meio-gás e de forma poucachinha.

Em muitas alturas da nossa vida temos de dizer "que se foda”, assim como escolher as nossas lutas, criar prioridades, “crescer”, etc.; este livro não é/será o (melhor) mapa para isso. 
O poder do marketing e o apelo de um título "cool" podem fazer muito pelas vendas de um livro mas por estar no top tantas semanas como esteve não o torna, obviamente, um bom livro.
 
Sei que o vou esquecer rapidamente.

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(fraco)
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