Mostrar mensagens com a etiqueta auto-ajuda. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta auto-ajuda. Mostrar todas as mensagens

23 de janeiro de 2022

O adeus a Thich Nhat Hanh aos 95 anos

Fonte: Google Search Engine

Thich Nhat Hanh, ou Nguyen Xuân Bao, nasceu em Hue, Vietnam, em 1926.

Foi um monge budista, activista pela paz e pelos direitos humanos, poeta e escritor.

R
espeitado em todo o mundo pelos seus ensinamentos e exemplo de vida, publicou mais de 100 livros (20 deles editados em Portugal), difundindo uma mensagem de paz interior e mindfulness
 
Nos seus escritos de poesia, ficção e filosofia, aplicou a abordagem budista à vida em sociedade, nomeadamente na educação e na relação humana com a tecnologia e a natureza.
 
Aos 16 anos, escolheu ir viver com os monges budistas. Por ocasião da guerra do Vietnam, os mosteiros defrontaram-se com a questão de aderir ou não, exclusivamente, à vida contemplativa e continuar a meditar nos mosteiros, ou ajudar a população que sofria com os efeitos da guerra. Nhat Hanh foi um dos que optaram por fazer as duas coisas. Desde então, dedicou a sua vida ao trabalho de transformação interior para «o benefício dos indivíduos e da sociedade».
 
Foi proposto para o Prémio Nobel da Paz por Martin Luther King, que o apelidou de «apóstolo da paz e da não violência». Depois de visitar os EUA e a Europa, em 1966, em missão de paz, o monge foi proibido de regressar ao Vietnam, onde só voltaria em 2005, quase 40 anos depois. 
 
Exilado, Thich Nhat Hanh viveu várias décadas em França, num mosteiro budista - Plum Village -, fundado por si em 1982, e que é também um centro de meditação aberto a todas as pessoas.
 
Um dos principais ensinamentos de Thich Nhat Hanh é que, através da plena consciência, podemos aprender a viver no momento presente, em vez de nos apegarmos ao passado ou ao futuro; essa será, assim, a única maneira de desenvolver a paz, em si mesmo e no mundo.
 
Thich Nhat Hanh faleceu ontem, dia 22 de Janeiro, na cidade vietnamita que o viu nascer.

 Fontes:
wikipedia e plumvillage.org.
 
Fonte: plumvillage.org

18 de outubro de 2020

A grande magia

 
Autor: Elizabeth Gilbert
Género: Auto-ajuda, Motivacional
Idioma: Português
Páginas: 288
Editora: Objectiva
Ano: 2016

---
 
Gosto de livros sobre como estimular e expressar criatividade, nomeadamente os de escrita criativa. Um dos meus preferidos, e mais mencionado numa qualquer lista sobre o tema, é o excelente On writing/Escrever - memórias de um ofício de Stephen King.
 
Em A grande magia, a autora que se tornou mundialmente famosa com Comer Orar Amar partiha o seu processo criativo e várias notas sobre a arte literária e a criatividade em geral. Qualquer outro artista além de um (aspirante a) escritor terá muito pouco a reter. 
 
Resulta que temos como que um diário da autora, que expõe a sua perspectiva sobre a criatividade e seus próprios altos e baixos no processo de criação.
 
É difícil classificar o conteúdo de um livro motivacional, pois as nossas expectativas podem ser muito diferentes das expectativas de outros leitores e do propósito da própria escritora, mas na realidade não há grande coisa a tirar daqui, no sentido em que não há uma ideia inovadora. Há conceitos interessantes, como o das ideias terem um prazo definido para serem concretizadas e vão pulando de mente criativa em mente criativa até um determinado artista investir o tempo e energia em as concretizar.
 
Elizabeth Gilbert foca-se na sua própria história e os conselhos úteis são poucos. Há muito tough love, em que Gilbert diz que um escritor tem de se habituar à rejeição e à ideia de não escrever algo que revolucione o mundo literário. Há ainda a mensagem de que a profissão de escritor é muito pouco útil à sociedade (!), peculiar quando vindo de alguém que ficou milionária por causa de um livro que publicou em 2006.

A grande magia é uma conversa amigável; a mensagem, simples, depressa se torna repetitiva e não justifica um livro tão longo.

***
(mediano/razoável)

26 de maio de 2020

O Alquimista


Autor: Paulo Coelho
Género: Auto-ajuda, Motivacional
Idioma: Português
Páginas: 108
Editora: Planeta (ebook)
Ano: 1988

---
Publicado em 1988, O Alquimista foi o livro que lançou o brasileiro Paulo Coelho para a ribalta.

Paulo Coelho nasceu em 1947, no Rio de Janeiro. Tem os seus livros traduzidos em dezenas de idiomas e recebeu prémios literários na Austrália, nos EUA, na França, e em Itália. É o escritor brasileiro mais vendido e lido no mundo.

Apesar disso, nunca senti vontade de o ler. Mesmo tendo umas poucas amigas que mo aconselhavam... mas cujos gostos literários não eram concordantes com os meus. Não aconteceu.

Recentemente, durante o período de confinamento, eu e a uma amiga decidimos fazer uma leitura conjunta de um livro com poucas páginas e tema acessível. Dos candidatos, ganhou O Alquimista, o livro que permaneceu na lista de bestsellers do New York Times durante anos.

A história: um jovem pastor tem o sonho recorrente de um tesouro escondido e das pirâmides egípcias. Decide ir em busca do tesouro, encontrando pelo caminho várias personagens que lhe transmitem ensinamentos, entre os quais os conceitos da Lenda Pessoal, da Alma do Mundo e da Linguagem Universal. A busca pelo tesouro despoleta, assim, um processo de enriquecimento espiritual e o leitor tira(ria) vantagem das várias revelações a par com o protagonista.

N'O Alquimista, o autor não descreve fisicamente as personagens além do género, focando-se antes nas roupas e acessórios que usam. Isso torna a história mais universal, sem associações extra que poderiam desviar a atenção do que é importante: a mensagem. Isto porque o tesouro acima mencionado é uma metáfora para o auto-conhecimento.

A escrita é pontuada por frases simples e curtas, que permitem ler o livro de uma assentada ou fazendo paragens e retomar a leitura sem perder o fio à meada.

«Quando você quer uma coisa, todo o Universo conspira para que possa consegui-la.»
 
A centena de páginas da edição que li resumem-se a um conjunto de banalidades num tom religioso que rapidamente se torna monótono. A história não é desenvolvida, o protagonista não é interessante nem multidimensional (novamente a vagueza da universalidade), algumas frases soam estranhas mesmo se lidas em voz alta (vejo algum conteúdo made in Brasil mas leio pouco em Português do Brasil, pelo que admito que a falha aqui pode ser minha), não há elevação espiritual. Certamente que o facto das minhas expectativas serem elevadas não ajudaram.
 
Gostaria de ter apreciado o livro (a minha amiga gostou bastante) mas não o achei estimulante de todo. Vago e sem estrutura, desinspirado até, apesar das entrevistas que li em que Paulo Coelho diz que sonhou com o livro, viajou até ao Egipto e sempre acreditou que esta história singraria. E fê-lo, mas eu nada colhi.

Leio todos os géneros literários e já li bons livros de auto-ajuda/motivacionais, com trajectórias espirituais inspiradoras, alguns dos quais têm um apontamento aqui no blog: Can't hurt me, The choice, A gata do Dalai Lama, The art of happiness. Há vários outros títulos que ainda não li e que me inspirarão tanto como O Alquimista inspirou outras pessoas; isso consola-me.
 
**
(fraco)

13 de maio de 2020

A arte subtil de saber dizer que se f*da

 
Autor: Mark Manson
Género: Desenvolvimento Pessoal
Idioma: Inglês
Duração: 5h e 18min
Editora: Harper Audio
Ano: 2016
---
Nunca tinha ouvido falar do autor antes de ver este livro à venda. Não sabia que mantinha um blog de sucesso nem que é um coach com um número significativo de adeptos.


A mensagem deste livro, empacotada de forma irreverente com um título colorido, foge à linguagem tradicional dos livros de auto-ajuda mas acaba inevitavelmente por abordar vários aspectos do desenvolvimento pessoal.

Os capítulos iniciais, não sendo extraordinários, são os melhores. O autor partilha a sua história, explica-nos como chegou até onde chegou, o que o levou à mudança; rapidamente desce em interesse e relevância. Resume-se a meia hora de substância em mais de cinco horas de escuta.

Não sou o público-alvo deste livro. Algumas tiradas são sexistas, muitas outras são superficiais. Muitas ideologias são abordadas superficialmente, mas há livros inteiramente dedicados ao estoicismo, ao budismo, ao existencialismo, para quem quiser aprofundar o conhecimento. Mas as que são evocadas são-no feitas a meio-gás e de forma poucachinha.

Em muitas alturas da nossa vida temos de dizer "que se foda”, assim como escolher as nossas lutas, criar prioridades, “crescer”, etc.; este livro não é/será o (melhor) mapa para isso. 
O poder do marketing e o apelo de um título "cool" podem fazer muito pelas vendas de um livro mas por estar no top tantas semanas como esteve não o torna, obviamente, um bom livro.
 
Sei que o vou esquecer rapidamente.

**
(fraco)