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29 de setembro de 2019

In a dark, dark wood


Autor: Ruth Ware
Género: Thriller
Idioma: Inglês
Páginas: 339
Editora: Vintage Digital (Kindle)
Ano: 2015

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«And in the dark, dark house there was a dark, dark room...»

Este é o segundo livro que leio de Ruth Ware e mais uma vez não me convenceu. 

À semelhança do primeiro que li, The woman in cabin 10, foi a sinopse que me atraiu mas no final fiquei desiludida. 

A história deste thriller: Lenora (Nora) Shaw é convidada para a despedida de solteira de Clare, que já não vê há anos, nomeadamente desde o liceu, quando andavam sempre juntas. Quem está a organizar tudo é Flo, a (actual) melhor amiga de Clare, sendo o cenário uma casa de campo isolada. Lenora acede a ir porque uma outra amiga comum também vai, mas rapidamente se arrepende. E à medida que o desconforto aumenta com algumas perguntas incómodas acerca dos tempos do liceu e Flo revela que actividades planeou para o fim de semana, Nora percebe que quer ir-se embora antes de tempo.

Mas algo inesperado acontece e Nora acorda numa cama de hospital, amnésica... até se lembrar que alguém morreu na noite em que decidiu partir. E a polícia que a veio interrogar espera respostas...

Já li thrillers muito bons - é dos meus géneros de eleição -; este não fica na memória.
***
(mediano/razoável)

12 de julho de 2019

In strangers' houses (Lena Szarka #1)


Autor: Elizabeth Mundy
Género: Policial
Idioma: Inglês
Páginas: 272
Editora: Constable
Ano: 2018
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Livro de estreia da autora Elizabeth Mundy, In strangers' houses apresenta ao público a detective amadora Lena Szarka, imigrante húngara no Reino Unido que trabalha como mulher de limpeza.

Quando a amiga e companheira de casa de Lena, Timea, é encontrada morta a flutuar no Tamisa, Lena revolta-se contra a hipótese de suicídio ou acidente e promete encontrar o culpado.

O seu desejo em encontrar o assassino da amiga levam-na a iniciar uma investigação por conta própria, começando pelas casas de alguns clientes de Timea que poderiam estar envolvidos em situações mais duvidosas. Com um acesso privilegiado às suas casas (e vidas), os resultados não tardam a aparecer, revelando possíveis pistas que Lena partilha com a polícia.

É nessa altura que um polícia novato é "cedido" para ouvir Lena e as suas teorias, e juntos vão continuar a investigar e fazer o possível para que a justiça seja feita.

O livro é um policial leve que se revelou a escolha certa para uma leitura de Verão. Lena é perspicaz e determinada e acerta na mouche várias vezes. É teimosa e trabalhadora, movida pelo amor a Timea e decidida a desvendar o porquê da morte prematura de amiga.

Um par de personagens são pouco mais do que estereótipos mas In strangers' houses foi uma boa descoberta e espero ler mais aventuras de Lena Szarka no futuro - o que não há-de demorar muito visto que o segundo livro já está disponível.


***
(mediano/razoável)

10 de janeiro de 2018

Corpos perfeitos


Autor: Jane Robins
Género: Romance
Idioma: Português
Páginas: 320
Editora: Asa
Ano: 2017
ISBN: 978-989-2340654
Título original: White bodies
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Callie está cada vez mais preocupada com o lado sombrio da relação da irmã gémea com o novo namorado. Sob a aparente felicidade do casal, Callie sente que há algo mais: Tilda, uma actriz reconhecida e dona de uma beleza e talento evidentes, é cada vez mais uma sombra do que foi, e Felix assume comportamentos aparentemente mais controladores.

Obcecada em descobrir os segredos do casal e perceber a mudança na irmã, cada vez mais magra e apagada, Callie regista-se num fórum online sobre violência doméstica e é inundada com histórias de cônjuges abusivos e namorados controladores, bem como pistas e sinais que permitem perceber se um relacionamento é violento. Após alguns dias imersa na leitura de vários tópicos e em conversas via chat com algumas utilizadoras, Callie está convencida de que Felix está a abusar de Tilda. Decidida a salvar a irmã, Callie pondera o impensável. Até que Felix aparece morto num quarto de hotel... 

Corpos Perfeitos é um livro centrado em personagens dependentes que lidam e/ou infligem abusos. A acção avança devagar, dando a conhecer as irmãs e a forma como o seu relacionamento foi mudando com os anos, numa dinâmica constante de patinho feio (Callie) e cisne (Tilda); a parte mais interessante do livro é o seu relacionamento muito pouco saudável, com algumas cenas repugnantes q.b.. Recomendo.


****
(bom)

5 de novembro de 2017

Good as gone


Autor: Amy Gentry
Género:
Romance
Idioma: Inglês

Páginas: 273
Editora:
Houghton Mifflin Harcourt (Kindle)
Ano:
2016

ASIN: B01EKQFUHC
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Uma noite, Julie Whitaker, de 13 anos, é raptada do seu quarto enquanto a irmã mais nova assiste a tudo, aterrorizada de tal modo que não dá o alarme imediatamente, comprometendo a linha de tempo e a eficácia da polícia; durante anos, a investigação permanece parada e sem factos novos. Os Whitaker esforçam-se por manter a família unida, sempre na esperança de que Julie ainda esteja viva. Até ao dia em que a campainha toca e uma jovem que parece ser - e afirma ser - Julie está à porta.

Segue-se um período de euforia e festa em que a família tenta compensar o tempo perdido mas Anna, a mãe, tem dúvidas, dúvidas que a envergonham profundamente mas que não consegue evitar ter. Quando é contactada por um investigador privado, decide descobrir se Julie é quem diz ser.

Gostei de ler este livro, sobretudo a forma como a autora aborda a humanidade das personagens, as suas dúvidas e reacções naturais: a forma como cada membro da família fez o luto e lidou com o sofrimento de um acontecimento tão traumático, a análise de Anna sobre se teria sido uma boa mãe, a forma como cada um se culpou de não ter feito mais ou o suficiente. 

Pelos olhos de Anna vemos a acção avançar normalmente, mas pelos olhos de Julie a história vai sendo contada em flashbacks, com a informação a ser lentamente desvendada ao leitor (resulta bem!).

Por outro lado, houve alguns pormenores que podiam ter sido melhor trabalhados, como a postura indiferente da polícia em verificar a veracidade da história de Julie e a falta de curiosidade dos jornalistas por uma situação tão "apetecível"; não achei muito credível. Se nos abstrairmos disso, conseguimos desfrutar melhor do livro.

Good as gone é um bom thriller e deixa-nos na dúvida até ao fim, por isso recomendo.

****
(bom)

5 de junho de 2017

The woman in cabin 10


Autor:
Ruth Ware
Género:
 Policial
Idioma: Inglês

Páginas: 354
Editora:
Vintage Digital (Kindle)

Ano:
2016

ASIN: B019CGXYRS
 
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Na contracapa, a sinopse prometia um mistério claustrofóbico, passado a bordo de um cruzeiro de luxo. Os ocupantes são um grupo privilegiado naquela que é a viagem inaugural do Aurora, a caminho do mar do Norte e de paisagens inspiradoras.


A bordo, entre a elite, está Laura "Lo" Blacklock, jornalista de uma publicação de viagens que ganha o lugar a bordo quando a editora-chefe não pode comparecer. Esta é a oportunidade de fazer contactos e ficar próxima de uma promoção que lhe escapa há anos. 

No navio, Lo fica encantada com a grandiosidade e requinte do espaço. Tudo parece perfeito e tão luxuoso! Apesar de o timing não ser o melhor - Lo está numa fase incerta da sua relação (teve uma discussão com o namorado na véspera do embarque) e uma tentativa de assalto recente deixaram-na insegura e em sobressalto, uma combinação longe da ideal quando a ideia é a auto-promoção -, está decidida a aproveitar a oportunidade de se relacionar com os ilustres.

Uma noite, já tarde, Lo é acordada por um ruído e ouve um corpo a ser lançado à àgua na cabina ao lado da sua. Quando dá o alarme, as coisas ficam cada vez mais estranhas pois ninguém no navio se lembra de ter visto a mulher que Lo fala; o encarregado da segurança a bordo do navio confirma que a pessoa que era suposto ficar lá cancelou e nunca chegou a subir a bordo... nesse caso, quem caiu à água?

The woman in cabin 10 tinha todos os condimentos para ser uma história melhor.
Os primeiros capítulos são interessantes e a premissa levou-me a ignorar as falhas de uma protagonista que está constantemente exausta, sem fome e/ou com ataques de ansiedade. Para Lo, tudo é um esforço sobre-humano, e o seu espírito está num constante estado de inquietude (ao que não ajuda o seu hábito de ingerir elevadas quantidades de álcool de estômago vazio).
 

O seu comportamento também não passa despercebido, por isso em grande parte do livro a palavra de Lo, e o que ela afirma ter visto, é posto em causa, ao ponto de nós, leitores, não sabermos bem o que esperar, o que torna o livro mais apetecível, tendo em conta a moda dos "unreliable narrators" e o suspense que acrescentam à narrativa. Eu achei um ponto positivo.

E como gosto de thrillers, achei que em
The woman in cabin 10 o cenário foi atmosférico q.b. para me manter a ler até ao fim. Algumas escolhas da autora não foram as melhores, na minha opinião, mas isso não torna o livro evitável. Simplesmente chagamos ao fim com algumas pontas soltas e várias personagens sem grande interesse (nem peso) na história, o que deixa uma sensação de inconcretizado.

***
(mediano/razoável)

13 de março de 2016

Um caso tipicamente Inglês (série Selchester #1)



Autor:
Elizabeth Edmondson
Género:
Crime
Idioma: Português

Páginas: 368
Editora:
Edições Asa

Ano:
2016

ISBN:
978-989-2334264
Título original: A man of some repute (A very English mistery #1)
 
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Hugo Hawksworth e a irmã Georgia mudam-se de Londres para Selchester quando aquele é destacado para um outro departamento dos Serviços Secretos, longe do reboliço da capital. 

Desanimados com a perspectiva de viver num lugarejo onde não se passa nada, rapidamente são surpreendidos com o ambiente, as pessoas e a descoberta de um esqueleto no castelo onde estão alojados temporariamente, dando início a uma investigação empolgante. Afinal, a vida no campo é uma surpresa!

O livro é publicitado como sendo um mix da elegância de Downton Abbey e da astúcia de Agatha Christie. Um caso tipicamente Inglês de Downton Abbey tem os aristocratas e as mansões e de Agatha Christie tem um crime por resolver envolto nas habituais tramas e intrigas de localidade pequena.

Dito isto, e apesar de esperar mais do livro, gostei. Gostei mais das personagens e menos do mistério, gostei mais do ambiente de cidade pequena com todas as suas dinâmicas características e menos do final, que me pareceu algo atabalhoado.

Ao pesquisar mais sobre a série (que tem mais livros), descobri que a autora faleceu no inicio deste ano, deixando uma obra de 9 livros, dos quais conto ler mais alguns. Que descanse em paz.  

***
(mediano/razoável)

14 de fevereiro de 2016

A princesa de gelo (Fjallbacka #1)


Autor:
Camilla Lackberg
Género:
Thriller
Idioma: Português

Páginas: 413
Editora:
Bis (Leya)

Ano:
2013

ISBN:
 
978-989-6602376
Título original: Isprinsessan (Fjallbacka #1)
 
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Não sou de ceder a golpes publicitários, mas como fã assumidérrima da Dama do Crime, ao passear-me na secção dos livros policiais e topar uma autora desconhecida a ser publicitada como «a nova Agatha Christie que vem do frio», é garante de pegar e ler as primeiras páginas. 

Foi assim que dei por mim a comprar o livro de estreia de Camila Lackberg, numa vaga recente de traduções de policiais nórdicos que estão a assolar as livrarias e segura de que por 10 euros não arruinava o orçamento familiar.

Este é o primeiro título da colecção Fjallbacka, uma pequena localidade costeira sueca, onde a autora nasceu, e cenário fétiche de Lackberg. A dupla de serviço são a escritora Erica Falck e o detective Patrik Hedstrom, que, aqui, se lançam na investigação do homicídio de Alexandra, uma amiga de infância de Erica.

O cenário branco e aconchegante da pequena cidade costeira torna-se claustrofóbico à medida que vamos percebendo a dinâmica dos habitantes. Isto para mim foi um ponto positivo porque gosto muito deste ambiente de cidade pequena aparentemente idílica onde há muita mente podre e muitos segredos. Menos positivo foi 1) o facto deter lido uma edição traduzida do inglês, com algumas expressões claramente infelizes de tão literais (é esse o preço a pagar por um livro de bolso?); e 2) algumas descrições e diálogos muito pouco naturais e estereotipados que mancham a narrativa ao aparecer do nada (novamente a tradução? aqui já não estou tão certa). 

Não é (de jeito nenhum) uma Agatha Christie (essa é/foi única!), mas o final convenceu-me o suficiente para querer ler outro livro da autora. Entretanto, comprei outros policiais nórdicos, e estou entusiasmada com a perspectiva de leitura, mas este, para já, entreteve mas está aquém de espectacular.  

***
(mediano/razoável)

22 de fevereiro de 2015

Os crimes do monograma


Autor:
Sophie Hannah
Género:
Policial
Idioma: Português

Páginas: 320
Editora:
Edições Asa

Ano:
2014
ISBN: 978-989-2328225
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Quando soube, há ano e meio, que Poirot iria "ressuscitar" pela mão de Sophie Hannah, fiquei curiosa. Nunca li nada desta autora, mas adoro Agatha Christie (é uma das minhas autoras favoritas!) e Poirot é o meu detective de eleição. Na altura, não tinha grandes expectativas - até porque Os crimes do monograma só iria ser publicado um ano depois e havia que esperar todo esse tempo -, mas assim que saiu, sabia que tinha que o ler assim que surgisse a oportunidade.

Agatha Christie já vendeu mais de 2 biliões (!) de livros em todo o mundo e o regresso do detective belga foi entregue a uma autora bem sucedida internacionalmente (tem um livro traduzido em português, publicado este ano) e com o aval dado pelos herdeiros da escritora, Poirot, "morto" pela Dama do Crime há 39 anos, voltou para mais um caso.

Sentado no seu café preferido, o detective prepara-se para jantar quando é surpreendido por uma mulher, Jennie, que diz estar prestes a ser assassinada. Mais insólita do que esta afirmação é a sua súplica para que Poirot não investigue o crime, deixando-o perplexo e ansioso por mais informação. Perto dali, o elegante Hotel Bloxham é palco de três assassinatos: os corpos têm os braços junto ao corpo e as palmas das mãos viradas para baixo, e dentro das bocas, encontra-se um botão de punho com o monograma PIJ. Poirot junta-se a Catchpool, detective da Scotland Yard, na investigação do caso.

Os pontos fortes d'Os crimes do monograma são a curiosidade que desperta em avançar, pois queremos saber quem é o cérebro por detrás dos crimes; e a presença de Poirot, claro. Os pontos fracos são a repetição de informação e dos factos (o que acontece pela voz de Catchpool) e, apesar do esforço da autora, não ter conseguido capturar a essência de Poirot.
A história é razoável, mas a presença do nosso amigo belga soa a opcional; fiquei com a impressão de que há demasiadas reviravoltas e pormenores que enfraquecem a história em vez de a tornarem mais complexa (talvez uma tentativa de Sophie Hannah em agradar aos fãs mais puristas; comigo não resultou e não sou purista).

Acabado o livro, não senti que tivesse lido um caso de Poirot, mas um caso com Poirot. Faltaram os "pózinhos" que a autora original sabia recriar como ninguém e que não voltará a acontecer; apesar do entusiasmo inicial ao pegar no livro, percebo que não deveria ter sido feito. Poirot acabou e tentar recriá-lo nunca será a mesma coisa, por mais talentoso que seja o escritor.

Os crimes do monograma salda-se numa experiência agri-doce: traz Poirot de volta mas não é Poirot; sabemos que é uma cópia e sentimos que o é. Para quem leu todos os casos do "cabeça d´ovo", é uma alegria que se desvanece ao fim de alguns capítulos. Continuamos a ler porque como policial é interessante, o que já é positivo.

Se houver outro livro, estou bastante inclinada a não o ler.

***
(mediano/razoável)
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