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26 de março de 2026

O adeus a Mário Zambujal aos 90 anos (1936-2026)

 

Fonte: Imagens Google

Mário Zambujal nasceu a 5 de março de 1936 em Moura, no Alentejo.

Construiu uma carreira de 45 anos dedicada às palavras, passando pela imprensa, rádio, televisão, teatro e literatura. Trabalhou em vários jornais, como A Bola, O Século, Diário de Notícias e Record; foi ainda director do semanário Se7e e presidiu ao Clube de Jornalistas durante 14 anos.

Na televisão, destacou-se como apresentador de programas desportivos da RTP, como Grande Encontro e Domingo Desportivo, e participou também em rádio e na escrita de séries de comédia televisiva (Lá em casa tudo bem; Nós os Ricos; Os Imparáveis).

Autor de cerca de vinte livros, tornou-se especialmente conhecido com Crónica dos Bons Malandros (1980), romance picaresco que alcançou grande popularidade e foi adaptado ao cinema e à televisão. 

A sua obra caracteriza-se pelo humor, pelo olhar atento sobre a sociedade portuguesa e por personagens marginais retratadas com ironia e humanidade.
 

Fonte: Imagens Google

Distinguido ao longo da vida com várias homenagens — entre elas a Medalha de Mérito Cultural de Lisboa e o Prémio Gazeta de Mérito — publicou o seu último romance, O Último a Sair, em 2025. Foi amplamente reconhecido como um dos grandes contadores de histórias do jornalismo e da literatura portugueses contemporâneos.

Numa entrevista ao Expresso, a Dezembro de 2009, disse à entrevistadora, Cândida Santos Silva: «Nunca fui malandro, nem sou. É uma palavra excessiva para caracterizar uma pessoa como eu. Gosto de brincar, de rir, de viver intensamente. Por vezes há alguma malícia nas minhas piadas. Gosto da sensualidade das coisas. Não sou um tipo que guarde rancor. Não tenho paciência para estar zangado com ninguém. Nem estou zangado com a vida.»

Mário Zambujal morreu a 12 de março de 2026, uma semana após celebrar 90 anos.

Fontes: Observador e Wikipédia

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Fonte: Imagens Google

24 de abril de 2025

O adeus a Mario Vargas Llosa aos 89 anos (1936-2025)

 

Fonte: Imagens Google

Nascido a 28 de Março de 1936, em Arequipa, Peru, Mario Vargas Llosa foi um escritor, ensaísta, político, jornalista e professor universitário.

Viveu em Paris, Atenas, Londres, Madrid e Barcelona.

Aclamado como um dos romancistas mais importantes da América Latina, é conhecido pelas obras A cidade e os cães (1963), A casa verde (1966), Conversa n’A Catedral (1969), e A Tia Julia e o Escrevedor (1977).

Vargas Llosa soube desde muito jovem que queria ser escritor.

Como muitos intelectuais da altura, apoiou Fidel Castro e a Revolução Cubana.  Anos mais tarde, desiludido com a ideologia, viria a adoptar posições liberais, tendo-se candidatado à presidência do Peru como candidato de direita em 1990, numa eleição ganha por Alberto Fujimori – um engenheiro agrónomo de ascendência japonesa.

Fonte: Imagens Google

Entre os muitos prémios que recebeu contam-se o Rómulo Gallegos (1967), o Príncipe das Astúrias (1986), o Cervantes (1994), e o PEN/Nabokov (2002).

Em 2010, o escritor foi distinguido com o Nobel da Literatura.

A Academia Sueca recorda Mario Vargas Llosa como «o coração» do boom latino-americano”, considerando que «a sua obra reflecte o seu profundo amor pela narrativa, caracterizada por uma riqueza de linguagem e uma variedade de géneros, desde livros autobiográficos e romances históricos até à ficção erótica e thrillers», uma extensa obra que inclui mais de 30 romances, bem como peças de teatro, ensaios, crítica literária e peças jornalísticas.

Mario Vargas Llosa morreu a 13 de abril de 2025, vítima de infecção pulmonar.

Fontes: Wikipédia e BBC


Fonte: Imagens Google